
Mário Trentim: como criar um PMO em uma empresa em 90 dias
| 04/09/26Como criar um PMO em uma empresa em 90 dias? Veja as etapas de diagnóstico, implantação, primeiros projetos, gestão de mudanças e expansão.
Confira uma lista de livros sobre desigualdade social e saiba como o tema está ligado ao desenvolvimento econômico e às estratégias empresariais
A desigualdade social não é apenas uma questão de política pública ou um tema acadêmico distante da realidade corporativa. Ela está diretamente ligada ao funcionamento dos mercados, ao comportamento do consumidor e às práticas empresariais.
Conheça soluções de educação corporativa para alavancar sua carreira
Ao ignorarem a desigualdade, os negócios podem estar perdendo oportunidades valiosas de crescimento e inovação. Compreender o contexto do país e do mundo é imprescindível para tomar decisões mais conscientes e para promover ambientes de negócios mais sustentáveis e inclusivos.
Entender a desigualdade social e seus efeitos é fundamental para profissionais que buscam não apenas entender as dinâmicas econômicas, mas também adaptar suas estratégias a um contexto mais inclusivo e socialmente responsável.

A seguir, confira uma seleção de livros sobre desigualdade social, com diferentes perspectivas sobre as causas, consequências e formas de lidar com esse problema.
“Casa-Grande e Senzala” é uma obra pioneira de Gilberto Freyre, na qual ele examina a formação social e as estruturas de poder no Brasil colonial. O livro investiga as relações entre senhores e escravizados, mostrando como a convivência entre as elites e a população negra no período da escravidão moldou a sociedade brasileira.
Freyre propõe que a desigualdade no Brasil tem raízes profundas na história colonial, especialmente nas relações de poder e nas práticas de exploração e opressão. Com uma análise das classes sociais e das influências que a escravidão exerceu na formação da identidade nacional, o autor explora o impacto das relações familiares, culturais e econômicas na configuração da sociedade brasileira.
Em “Raízes do Brasil”, Sérgio Buarque de Holanda faz um diagnóstico da formação social, política e econômica do Brasil, explorando as origens das desigualdades estruturais que ainda persistem no país.
O autor argumenta que a colonização portuguesa e o modelo de desenvolvimento do Brasil criaram uma sociedade com poder concentrado nas elites e sem cidadania plena. Holanda analisa como essa estrutura resultou em uma cultura política autoritária, com desigualdade entre as classes e pouca participação popular.
Em “O Povo Brasileiro”, Darcy Ribeiro avalia a formação da sociedade brasileira e as origens das desigualdades que marcam o país até os dias atuais. A obra estuda as influências das diferentes culturas que compõem o Brasil — indígena, africana e europeia — e como esses encontros, muitas vezes conflituosos, resultaram em uma sociedade desigual e estratificada.

Darcy discute como a escravidão, a concentração de terras e a exploração dos recursos naturais criaram uma estrutura social que favoreceu as elites e marginalizou a maioria da população. Ele também reflete sobre a identidade do povo brasileiro, considerando a miscigenação como um fator que, apesar de ser símbolo de união, também contribuiu para a permanência de divisões profundas.
Confira também: 11 livros motivacionais para transformar a carreira
+ 9 livros sobre indústria 4.0 para entender o futuro digital
Em “A Ralé Brasileira”, Jessé de Souza examina a classe social mais marginalizada do Brasil, conhecida como “ralé”. O autor investiga as condições de vida dessa população e como ela é excluída das oportunidades sociais, políticas e econômicas. Ele argumenta que, ao contrário de uma visão simplista de pobreza, essa classe é estruturada por um processo contínuo de marginalização e invisibilidade social.
O livro apresenta uma análise crítica sobre o sistema de classes no Brasil e como as políticas públicas falham em integrar as camadas mais pobres à sociedade. O autor também discute o impacto do preconceito e da exclusão nas vidas das pessoas que formam essa “ralé”, revelando um retrato complexo e profundo da desigualdade social no país.
Em “O Capital no Século XXI”, Thomas Piketty analisa a evolução da concentração de renda e riqueza nas últimas décadas, demonstrando como a desigualdade tem aumentado globalmente.
Por meio de dados históricos, o autor mostra como a distribuição de riqueza tem se tornado cada vez mais desigual, com a renda gerada pelo capital superando a do trabalho. Ele defende que esse crescimento da desigualdade é insustentável a longo prazo e propõe soluções como a implementação de um imposto progressivo sobre a riqueza.
“Brasil: Uma Biografia” é uma obra ampla que explora a história do Brasil desde os tempos coloniais até o século XXI. Lilia Moritz Schwarcz e Heloisa Murgel Starling investigam os principais eventos históricos, políticos e sociais que moldaram a identidade e a estrutura do país, abordando temas como a escravidão, a independência, a ditadura militar e as transformações econômicas.

O título expõe as desigualdades sociais ao longo dessa trajetória, destacando como os modelos de desenvolvimento e as políticas públicas sempre beneficiaram as elites e mantiveram as disparidades sociais.
Em “Desigualdade: o que pode ser feito?”, Anthony B. Atkinson aborda as causas e consequências da desigualdade, propondo soluções práticas para enfrentá-la. O autor examina a crescente disparidade entre ricos e pobres e como isso afeta não apenas os indivíduos, mas também a economia e a sociedade como um todo.
Atkinson sugere políticas públicas focadas na redistribuição de renda, como a implementação de impostos progressivos sobre a riqueza, melhores sistemas de bem-estar social e políticas educacionais mais inclusivas. Ele também enfatiza a importância de uma abordagem global para combater a desigualdade, considerando as diferenças entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento.
Em “Lugar de Fala”, Djamila Ribeiro explora as questões de gênero e raça com foco na experiência das mulheres negras no Brasil. A autora analisa como as mulheres negras têm sido silenciadas ao longo da história e como essa invisibilidade perpetua desigualdades sociais e econômicas.
Ribeiro discute as múltiplas camadas de opressão enfrentadas por essas mulheres, que estão na intersecção do racismo e do sexismo, e como isso reflete em suas condições de vida, acesso a recursos e oportunidades. O livro propõe uma reflexão sobre a necessidade de dar voz a essas mulheres e reconhecê-las como protagonistas nas lutas por justiça social e igualdade.

Confira: 5 livros sobre comunicação assertiva no trabalho
+ Qual a importância do empreendedorismo na transformação social
Se você busca desenvolver suas habilidades e alavancar sua carreira, a Allevo for Business oferece soluções de educação corporativa com preços acessíveis, com foco no crescimento de profissionais e empresas.
Aproveite a oportunidade de se capacitar com descontos exclusivos e descubra cursos e MBAs que podem transformar o seu futuro profissional. Acesse o botão abaixo e explore as opções disponíveis para você e sua empresa:
Se interessou em saber mais sobre as soluções de educação corporativa que a plataforma oferece para profissionais e empresas? Confira os detalhes sobre como funciona a Allevo:


Como criar um PMO em uma empresa em 90 dias? Veja as etapas de diagnóstico, implantação, primeiros projetos, gestão de mudanças e expansão.

A execução de projetos depende de acompanhamento contínuo, e não apenas de um planejamento bem estruturado. A manutenção de uma rotina de monitoramento, atualização do cronograma, gestão de riscos e comunicação com stakeholders ajuda a identificar desvios e tomar decisões durante o projeto.

O PMO é uma estrutura de gestão de projetos que pode atuar no apoio, controle ou gerenciamento direto de iniciativas. Entenda as funções do escritório de projetos, suas diferenças em relação ao gerente de projetos e os principais pontos para implementar um PMO de acordo com a maturidade da empresa.