Mario Trentim lança livro sobre IA na gestão de projetos; conheça obra
Gestão de Projetos com Inteligência Artificial mostra como profissionais podem usar dados e IA para planejar, avaliar riscos e tomar decisões com mais segurança.
Mario Trentim lançou um livro sobre inteligência artificial aplicada à gestão de projetos.
A obra aborda decisão, planejamento, riscos, governança e execução orientada por dados.
O foco não está apenas nas ferramentas, mas na preparação do gestor para interpretar informações.
O livro também discute vieses cognitivos, estimativas probabilísticas e monitoramento inteligente.
Gestão de Projetos com Inteligência Artificial está disponível em versões digital e impressa na Amazon.
A inteligência artificial já consegue gerar cronogramas, resumir reuniões, analisar documentos e identificar possíveis riscos em projetos. A disponibilidade dessas ferramentas, porém, não garante que as empresas tomarão decisões melhores.
Esse é o ponto de partida de Gestão de Projetos com Inteligência Artificial: decisão, valor e execução em organizações orientadas por dados, novo livro de Mario Trentim.
A obra apresenta a IA como uma ferramenta do gestor, e não como um assunto restrito às áreas de tecnologia. Em vez de se concentrar apenas em plataformas, comandos ou funcionalidades, o conteúdo procura mostrar como dados e modelos preditivos podem apoiar decisões relacionadas a portfólio, planejamento, estimativas, riscos e governança.
O título está disponível na Amazon em versões digital e impressa. A página da publicação confirma Mario Trentim como autor e Bruno Passareli como responsável pelo prefácio.
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O que fala o livro sobre Gestão de Projetos e Inteligência Artificial?
O livro Gestão de Projetos com Inteligência Artificial aborda as mudanças provocadas pela IA na forma como gestores planejam, acompanham e tomam decisões em projetos.
A ideia central é que a inteligência artificial não elimina a necessidade do profissional. Ela amplia sua capacidade de analisar informações, prever cenários e identificar padrões, desde que os resultados produzidos pela tecnologia sejam interpretados corretamente.
Por isso, a obra não foi estruturada como um manual de ferramentas.
A proposta é discutir como dados e inteligência artificial podem melhorar essas decisões sem retirar do gestor a responsabilidade pelos resultados.
O subtítulo — “decisão, valor e execução em organizações orientadas por dados” — resume essa abordagem. A tecnologia aparece como parte do contexto, enquanto o foco permanece na capacidade de gestão.
O que muda com a inteligência artificial nos projetos?
A inteligência artificial permite processar grandes volumes de informações e produzir análises em menos tempo. Isso pode alterar diferentes etapas do ciclo de vida de um projeto.
Durante o planejamento, sistemas de IA podem auxiliar na decomposição do escopo, na organização de atividades e na comparação com projetos anteriores.
No acompanhamento, podem identificar variações de custo, atrasos, dependências e mudanças no ritmo de entrega.
Na gestão de riscos, ferramentas podem analisar contratos, atas, requisitos e históricos para localizar pontos que exigem atenção.
Entre as aplicações abordadas no livro estão:
priorização de projetos;
análise de cenários;
estimativas probabilísticas;
identificação de riscos;
monitoramento de indicadores;
apoio à elaboração de business cases;
registro e rastreabilidade das decisões;
avaliação de benefícios;
automação de tarefas operacionais.
O acesso a essas informações, entretanto, não substitui o julgamento.
Um sistema pode indicar que determinado projeto apresenta alta probabilidade de atraso. O gestor ainda precisa avaliar se o alerta é confiável, compreender as causas e decidir se deve alterar o escopo, redistribuir recursos ou renegociar o prazo.
O mesmo vale para decisões de portfólio. A IA pode comparar custo, capacidade e retorno esperado, mas a escolha final também envolve estratégia, restrições regulatórias e interesses das pessoas envolvidas.
Como o livro aborda os vieses nas decisões?
Uma das discussões centrais do livro é a influência dos vieses cognitivos na gestão de projetos.
Mesmo profissionais experientes podem subestimar prazos, ignorar riscos ou manter investimentos em iniciativas que já não fazem sentido.
Entre os vieses comuns estão o otimismo excessivo, a ancoragem nas primeiras estimativas e a escalada de comprometimento. Esta última acontece quando a organização continua investindo em um projeto principalmente porque já gastou recursos demais para aceitar o cancelamento.
Se os dados utilizados forem incompletos, tendenciosos ou mal interpretados, o sistema pode reforçar uma decisão equivocada. Por isso, o livro defende que a adoção de IA precisa ser acompanhada por pensamento crítico.
Dados históricos podem ajudar uma empresa a comparar o projeto atual com iniciativas semelhantes. Estimativas probabilísticas também permitem substituir promessas exatas por intervalos mais realistas.
Em vez de afirmar que um projeto terminará em uma única data, por exemplo, o gestor pode comunicar diferentes cenários e suas probabilidades.
Essa abordagem não elimina a incerteza, mas torna o planejamento mais transparente.
Por que a IA não deve ficar apenas com a área de TI?
O livro defende que a inteligência artificial precisa ser compreendida por gestores porque as principais decisões sobre sua aplicação não são apenas técnicas.
A área de tecnologia pode avaliar sistemas, integrações, segurança e infraestrutura. No entanto, cabe às áreas de gestão definir qual problema precisa ser resolvido e como o resultado será medido.
Antes de adotar uma ferramenta, a organização precisa responder:
Qual decisão será melhorada?
Que dados serão utilizados?
Quem validará as respostas?
Quais riscos precisam ser controlados?
Como o impacto será mensurado?
Quem assume a responsabilidade quando o sistema erra?
Essas perguntas envolvem governança, estratégia e gestão de projetos.
Ao posicionar a IA como ferramenta do gestor, o livro também procura evitar dois extremos: tratar a tecnologia como solução automática para qualquer problema ou rejeitá-la por considerar que o tema pertence apenas a especialistas.
A proposta é desenvolver profissionais capazes de utilizar os recursos disponíveis sem delegar totalmente o julgamento às máquinas.
Para quem o livro é indicado?
Gestão de Projetos com Inteligência Artificial é indicado para gestores, profissionais de projetos, líderes, integrantes de PMOs e pessoas interessadas no uso de dados para a tomada de decisão.
A leitura pode ser útil para quem deseja:
entender como a IA pode ser aplicada aos projetos;
melhorar estimativas e análises de riscos;
usar dados na gestão de portfólio;
reduzir decisões baseadas apenas em intuição;
acompanhar projetos com indicadores mais relevantes;
compreender limites e riscos da automação;
preparar-se para mudanças na carreira.
O conteúdo não exige que o leitor saiba desenvolver modelos ou programar sistemas de inteligência artificial.
O foco está em compreender como utilizar as ferramentas, interpretar seus resultados e reconhecer situações em que a decisão deve continuar sob responsabilidade humana.
Cada capítulo também propõe atividades práticas, de acordo com o material de apresentação da obra. A intenção é permitir que conceitos como priorização, estimativas e monitoramento sejam aplicados a situações reais.
Gestão de Projetos com Inteligência Artificial: decisão, valor e execução em organizações orientadas por dados está disponível na Amazon.
A obra pode ser encontrada em versão Kindle e em edição impressa. Antes da compra, o leitor pode consultar na página do produto informações atualizadas sobre formato, preço e disponibilidade.
Além desse lançamento, outros livros e conteúdos de Mario Trentim podem ser encontrados em sua página de autor e em seu site profissional.
A principal mensagem da nova obra é que a disponibilidade de inteligência artificial não reduz a importância da gestão.
Ao contrário, quanto maior a capacidade de produzir previsões, relatórios e recomendações automáticas, maior se torna a necessidade de profissionais preparados para avaliar essas informações e assumir responsabilidade pelas escolhas realizadas.
A tecnologia pode ampliar a capacidade de análise. Transformar essa análise em valor continua sendo uma decisão humana.
Quem é Mario Trentim?
Arquivo Pessoal
Mario Trentim é autor, professor e profissional das áreas de gestão de projetos, estratégia, governança e transformação organizacional.
Ele integra o Board of Directors do Project Management Institute desde 2025. O perfil oficial do PMI também registra sua atuação anterior em iniciativas da instituição, na PMO Global Alliance e em organizações voltadas ao desenvolvimento da gestão de projetos.
Trentim também é reitor da Allevo Tech/Qeevo Group, doutorando pelo ITA, autor de 13 livros sobre gestão e execução estratégica e atua como conselheiro em organizações em transformação.