Portanto, é crucial lembrar que esses tiques são involuntários, não sendo controlados pela pessoa. É muito comum que quem está ao redor ache que ela quer chamar a atenção, mas essa é, de longe, a intenção de quem tem a síndrome.
Mas, afinal, quais os sintomas? Na maior parte são tiques de movimentos súbitos, rápidos, recorrentes e não rítmicos, podendo se manifestar como vocalizações. Eles podem ser precedidos por uma sensação desconfortável (sensação premonitória) e seguidos por uma sensação de alívio. O estresse, fadiga, ansiedade e excitação podem desencadear esses movimentos.
Os tiques na Síndrome de Tourette mais comuns são:
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piscar repetidamente.
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coprolalia (emissão involuntária de palavras obscenas);
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copropraxia (gestos obscenos involuntários);
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ecolalia (repetição de palavras ouvidas);
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ecopraxia (repetição de gestos vistos)
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palilalia (repetição das próprias palavras).
Vale destacar que a intensidade dos tiques varia, sendo alguns quase imperceptíveis e outros mais graves.
Embora a síndrome possa persistir na vida adulta, estima-se que um terço dos pacientes apresenta remissão completa ao final da adolescência.
Os sintomas da Síndrome de Tourette podem incluir, além dos tiques motores, agressividade, comportamento compulsivo, hiperatividade, imitação involuntária de movimentos, impulsividade, movimentos repetitivos, aumento da atividade muscular, ansiedade, dificuldade de aprendizagem, gagueira, pigarrear frequente, piscar repetitivo dos olhos e resposta exagerada a estímulos como susto, tosse ou tremores nas pálpebras.
O impacto da síndrome de Tourette na educação
Segundo o professor de fisiologia e neurologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília (UnB), Pedro Sudbrack, não existe uma “evidência forte” na ciência que a doença em si prejudique a capacidade de aprendizado das crianças. Porém, o aspecto social pode influenciar nisso.
“É uma condição muito estigmatizada. A pessoa fica inibida de ir para a escola e apresentar trabalhos em grupo, por exemplo. E é muito comum que além de Tourette, ela tenha transtornos obsessivo-compulsivos (TOC) ou de atenção com hiperatividade (TDAH), condições que por si só já implicam um prejuízo no aprendizado. Mas a gente não tem evidência de que as áreas cerebrais afetadas pelo tourette levem a prejuízo da cognição, capacidade de planejamento ou de memória”, disse o neurologista, que é doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo.
Por isso, é importante que educadores estejam cientes dessa condição e promovam uma atmosfera de aceitação e compreensão entre os alunos. Além disso, as escolas precisam se aliar ao serviço de pedagogia ou de psicologia escolar para orientar as famílias, estudantes e professores sobre a natureza da doença. Isso é uma forma de amenizar o sofrimento das crianças.
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