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SUNY em Nova York: como funciona o curso de gestão de projetos

Programa de três semanas reúne aulas em inglês, formação em gestão de projetos e possibilidade de visita à sede da ONU para brasileiros que desejam estudar nos Estados Unidos.



Em resumo:

  • A SUNY é um sistema público de ensino superior formado por 64 campi no estado de Nova York.
  • O curso Competitive Project Management tem duração de três semanas e aulas em inglês.
  • A formação aborda gestão de projetos em uma perspectiva internacional e digital.
  • Os participantes podem realizar uma visita opcional à sede da ONU, em Manhattan.
  • Bolsas parciais podem reduzir o valor acadêmico, mas não cobrem todos os custos da viagem.

Brasileiros interessados em estudar gestão de projetos nos Estados Unidos podem participar de um programa de curta duração ligado à State University of New York, a SUNY.

O curso Competitive Project Management é realizado em período integral, possui aulas em inglês e reúne participantes de diferentes países durante três semanas.

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Além da formação acadêmica, os alunos podem participar de visitas a organizações da região e de uma atividade opcional na sede das Nações Unidas, em Nova York.

Mario Trentim participa da formação acadêmica e da divulgação do programa para brasileiros. Para o especialista, a experiência pode ajudar profissionais a desenvolver repertório internacional e compreender como projetos são conduzidos em ambientes com múltiplos interesses.

Imagem de dois profissionais de gestão de projetos em Nova York, para representar SUNY.

O que é a SUNY?

A State University of New York é o sistema público de ensino superior do estado de Nova York.

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A instituição reúne 64 campi, entre universidades, faculdades de tecnologia e community colleges distribuídos pelo estado. No segundo semestre de 2025, a SUNY registrava 387.446 estudantes matriculados em cursos de graduação e pós-graduação.

Os campi oferecem formações que vão de certificados e cursos de dois anos a graduações, mestrados e doutorados.

Os programas internacionais apresentados pela IBS Americas são realizados em estruturas da SUNY localizadas em Albany e New Paltz. Albany é a capital do estado de Nova York, enquanto New Paltz está situada na região do Hudson Valley.

Os locais exatos das aulas e das atividades podem variar conforme a turma. Por isso, o participante deve consultar a programação atualizada antes de contratar o programa.

Como funciona o Competitive Project Management?

O Competitive Project Management é um curso de curta duração que apresenta ferramentas e métodos de gestão de projetos a partir de uma perspectiva internacional.

A proposta é discutir como empresas orientadas a projetos podem aumentar sua competitividade e responder aos desafios de um ambiente digital.

Os materiais atuais informam que o programa possui duração de três semanas, com aulas de segunda a quinta-feira em período integral. As turmas costumam ter entre 15 e 35 participantes, favorecendo discussões e atividades em grupo.

O conteúdo é ministrado em inglês e pode envolver:

  • fundamentos e métodos de gestão de projetos;
  • desafios contemporâneos da área;
  • projetos em ambientes internacionais;
  • competitividade em empresas orientadas a projetos;
  • transformação digital;
  • estudos de caso;
  • apresentações e atividades práticas.

Também há um módulo de inglês para negócios, voltado ao desenvolvimento de vocabulário e comunicação no ambiente profissional.

Embora o curso possa atrair gestores experientes, os materiais oficiais não o restringem a executivos com MBA ou mais de cinco anos de carreira. A formação é apresentada como uma opção para graduandos, recém-formados e profissionais de diferentes áreas interessados em gestão de projetos.

Como funciona a visita à sede da ONU?

Os participantes têm a oportunidade de realizar uma visita opcional à sede da Organização das Nações Unidas, em Manhattan.

A atividade costuma acontecer em uma das sextas-feiras reservadas para visitas acadêmicas e institucionais. Sua realização pode depender da programação da turma, da disponibilidade da organização e de condições definidas para cada edição.

Por isso, a visita não deve ser apresentada como uma parte obrigatória ou garantida do curso sem a confirmação da agenda atualizada.

Para Mario Trentim, o contato com uma organização multilateral pode ampliar a compreensão sobre governança e gestão de stakeholders.

A ONU reúne 193 Estados-membros e depende de negociação entre governos com interesses, prioridades e contextos distintos. Diferentemente de uma empresa tradicional, muitas decisões não podem ser impostas por uma única liderança.

Esse cenário pode ajudar profissionais de projetos a refletir sobre situações comuns no mercado, como:

  • coordenar equipes sem autoridade direta;
  • conciliar interesses divergentes;
  • negociar prioridades;
  • trabalhar com diferentes instituições;
  • administrar projetos de alcance internacional;
  • construir acordos entre múltiplos stakeholders.

A atividade, porém, funciona como complemento da formação. O núcleo acadêmico continua sendo composto pelas aulas, pelos estudos de caso e pelos exercícios desenvolvidos durante o programa.

Como funcionam as bolsas de estudo?

A IBS Americas oferece processos seletivos para bolsas parciais, que reduzem o valor acadêmico do curso.

O percentual pode mudar conforme a edição, o período da viagem e a chamada disponível.

Materiais divulgados em 2026 apresentam bolsas de até 70% para algumas turmas do programa Competitive Project Management. Um orçamento emitido em julho de 2026, por exemplo, indica valor integral de US$ 8,4 mil e valor de US$ 2.520 após bolsa de 70% para uma turma de julho de 2027.

Esses valores devem ser tratados apenas como referência. Condições, bolsas e formas de pagamento podem mudar.

O processo geralmente envolve:

  1. preenchimento do formulário de candidatura;
  2. envio de informações acadêmicas e profissionais;
  3. análise do perfil;
  4. comunicação do percentual de bolsa;
  5. assinatura do contrato;
  6. pagamento da matrícula e das parcelas;
  7. preparação acadêmica e logística.

A aprovação da candidatura não significa que toda a viagem será financiada.

Além do valor acadêmico, o aluno precisa considerar despesas como:

  • passagens aéreas;
  • hospedagem;
  • alimentação;
  • transporte;
  • visto;
  • passaporte;
  • seguro-viagem;
  • roupas adequadas ao inverno;
  • gastos pessoais.

O programa fornece orientações para a solicitação do visto e a organização da viagem, mas esses custos permanecem sob responsabilidade do participante.

Como é estudar em Nova York durante o inverno?

As turmas de janeiro proporcionam uma experiência de inverno no estado de Nova York.

O participante deve se preparar para temperaturas baixas e possibilidade de neve. A rotina pode exigir roupas térmicas, casacos impermeáveis e planejamento adicional para deslocamentos.

O clima faz parte da experiência cultural, mas também representa um custo que precisa entrar no orçamento.

As aulas ocorrem durante a semana, enquanto os fins de semana podem ser utilizados para conhecer outras regiões. A proximidade relativa com a cidade de Nova York facilita visitas a Manhattan, embora tempo, preço e forma de deslocamento dependam do local em que o aluno estiver hospedado.

O candidato não deve escolher o curso apenas pelo destino turístico. O principal investimento está na experiência acadêmica, na prática do inglês e no contato com outros participantes.

Qual certificado o participante recebe?

Os materiais atuais informam que os participantes recebem um certificado em gestão executiva emitido pela estrutura da SUNY responsável pelo programa, além de certificado relacionado ao módulo de inglês para negócios.

O documento deve ser apresentado no currículo conforme sua natureza: trata-se de um curso internacional de curta duração, e não de uma graduação, MBA ou mestrado completo nos Estados Unidos.

No LinkedIn, o participante pode informar:

  • nome do curso;
  • instituição;
  • período da formação;
  • carga horária;
  • idioma das aulas;
  • projetos ou atividades desenvolvidas;
  • competências trabalhadas.

Mais importante do que apenas adicionar o certificado é conseguir explicar como o conteúdo foi utilizado na carreira.

Uma formação internacional pode fortalecer o currículo, mas não garante contratação, promoção ou aumento salarial. Seu impacto depende da experiência anterior, do nível de inglês, dos resultados profissionais e da relação do curso com os objetivos do participante.

Para quem o programa pode fazer sentido?

O curso pode ser relevante para estudantes e profissionais interessados em desenvolver conhecimentos de gestão de projetos em um ambiente internacional.

A experiência tende a ser mais útil para quem deseja:

  • trabalhar em projetos globais;
  • praticar inglês profissional;
  • conhecer métodos utilizados em outros países;
  • desenvolver capacidade de apresentação;
  • ampliar a rede de contatos;
  • fortalecer a formação em gestão;
  • vivenciar uma universidade americana.

Antes de se inscrever, o candidato deve conferir a grade, o campus, o calendário, as visitas confirmadas, o percentual de bolsa e o investimento total.

Para Mario Trentim, o principal benefício não está apenas na instituição registrada no currículo.

A experiência ganha valor quando o profissional retorna capaz de formular argumentos com mais clareza, trabalhar com pessoas de diferentes contextos e aplicar o aprendizado a decisões reais.

Mario Trentim fala sobre estudar gestão de projetos em Nova York, SUNY.

Para conhecer outras trajetórias de executivos brasileiros que estão construindo credenciais nos Estados Unidos, confira a série completa Carreira Internacional, do Prof. Mario Trentim. Ele é professor e coordenador dos programas internacionais da CSUN — California State University Northridge e da SUNY — State University of New York, realizados em parceria com a IBS Americas e com bolsas de estudo de até 60%.

Mario H. Trentim também é membro do Board of Directors do PMI Global no período de 2025 a 2027, doutorando em Engenharia Aeronáutica e Mecânica pelo ITA e autor de 13 livros. Saiba mais em trentim.com.

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