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Biografias

Antoine Lavoisier

Gabriela Costa Costa
Publicado por Gabriela Costa Costa
Última atualização: 13/4/2019

Introdução

"Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma". Aposto que você já cruzou com essa frase nas aulas de Química! Ela foi proferida pelo cientista francês Antoine Lavoisier.

Lavoisier é considerado um dos pais da Química Moderna. É reconhecido por ter enunciado o Princípio da conservação da matéria. Descobriu a estrutura da água (H2O), de modo que identificou as características e batizou o Oxigênio.

Legenda: Antoine Lavoisier (1743 – 1794), pai da Química Moderna.

Trajetória

Lavoisier nasceu em 1743, em Paris. Filho de uma família rica, ele herdou uma fortuna aos cinco anos, devido ao falecimento de sua mãe. Já adolescente, decidiu seguir os passos do pai, um rico negociante e proprietário de terras.

Porém, conforme frequentava a escola, o Collège des Quatre-Nations, entre de 1754 e 1761, e entrava em contato com matérias como química, botânica, astronomia e matemática, Lavoisier percebeu que sua aptidão envolvia o mundo das ciências.

Embora seu interesse fosse as ciências, estudou Direito, obtendo licença para praticá-lo. Certa vez, teve um encontro com o naturalista sueco Lineu, que influenciou na escolha de sua carreira. A partir daí, Lavoisier passou a dedicar-se mais à ciência.

Casamento e produções científicas

Em 1771, Lavoisier casou-se com uma jovem aristocrata, Marie-Anne Pierrette Paulze. Ela viria a se tornar um de seus mais importantes colaboradores, traduzindo para o francês obras importantes, em inglês e latim, de outros cientistas, e ilustrando os trabalhos de Lavoisier.

Contestou a “teoria flogística”, segundo a qual a substância inflamável era rica em flogístico, por isso era possível observar o fenômeno da queima ou combustão.

Por volta de 1783, depois de várias experiências, o gás que o químico Preiestley chamara de “ar perfeito”, recebeu de Lavoisier o nome de Oxigênio. Estava resolvido o problema químico da época, provando a ligação entre o oxigênio e o fogo.

Reproduziu as experiências de Henry Cavendish, com um gás combustível, o que resultou na sua descoberta da composição química da água, capaz de apagar a maioria dos fogos. Sua estrutura é composta de oxigênio, sem o qual nada pode queimar, e de hidrogênio, que pega fogo tão prontamente. Lavoisier também batizou o “ar inflamável”, hidrogênio.

Seu importante estudo sobre a conservação das massas é essencial hoje para realizarmos contas no balanceamento químico.

Contexto e morte

Esse período em que Lavoisier esteve em atividade foi a época em que aconteceria a Revolução Francesa, na qual camponesesburgueses e comerciantes disputavam o poder na França e os ideais iluministas tomavam conta da filosofia e da ciência.

Lavoisier foi guilhotinado em 1794 por ter sido um rendeiro geral, ou seja, uma das pessoas que tomam as propriedades rurais arrendadas - muito impopulares por causa das exações que muitos praticavam, tendo sido todos condenados à guilhotina. Lavoisier foi executado em quarto lugar, num total de vinte e oito rendeiros gerais.

Em 1796, o governo francês providenciou um funeral de honra, para o grande cientista que dois anos antes havia sido jogado em uma vala comum.

Ilustração: Rapaz corpulento de camiseta, shorts e tênis acenando

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