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História Geral

Iluminismo

Otávio Spinace
Publicado por Otávio Spinace
Última atualização: 21/8/2018

Introdução

O Iluminismo foi um movimento filosófico e intelectual, com grandes implicações políticas, sociais e econômicas, que vigorou na Europa durante a Idade Moderna, mas cujo auge se deu no século XVIII, também conhecido como o “Século das Luzes”.

Esta referência procura identificar a razão – centro do pensamento iluminista – como uma luz capaz de iluminar o conhecimento dos homens sobre o mundo. Foi um movimento bastante heterogêneo, com manifestações em diversos países da Europa, em especial França e Inglaterra, e até em colônias da América.

Por possuir especificidades em suas diversas manifestações, é melhor classificado como um movimento, representado por um conjunto de ideias, do que como uma escola de pensamento filosófico.

Durante o período de ascensão do Iluminismo, a Europa vivia sob o Antigo Regime, ou seja, o poder era concentrado na figura do rei, considerado um representante de Deus entre os homens, e esse poder era reconhecido e amparado pela Igreja Católica. O tipo de organização social derivada possuía características ainda feudais, pois dividida a sociedade em estamentos, posições determinadas pelo nascimento que impediam a mobilidade social.

Desta consideração concluímos que a sociedade europeia nesse período era extremamente vinculada à Igreja, com restrições às liberdades individuais e econômicas.

Em contraponto ao mundo do Antigo Regime, os iluministas defendiam que as leis que governavam a sociedade deveriam ser fruto da reflexão baseada na racionalidade, e não em dogmas religiosos. Desse modo, acabaram por fornecer uma importante fundamentação que seria utilizada pela burguesia, em diversos países, para questionar o absolutismo

Por valorizar o uso da razão, o livre-pensamento e o conhecimento científico, alguns historiadores identificam o Iluminismo como um movimento herdeiro do Renascimento, que ocorreu na Europa nos séculos XV e XVI, e da Revolução Científica dos séculos XVI a XVIII – esta, cujos principais expoentes foram René Descartes e Isaac Newton.

O Iluminismo também foi crítico do mercantilismo, política econômica que vigorava na maioria das monarquias absolutas e que enfatizava o controle e o protecionismo do Estado sobre a economia. Desse modo, os filósofos iluministas também inspiraram pensadores liberais que surgiriam principalmente no século XVIII, como Adam Smith.

A Enciclopédia

Uma das principais representações do Iluminismo é a Enciclopédia (Encyclopédie), obra organizada pelos franceses Denis Diderot e Jean le Rond D’Alembert, publicada pela primeira vez em 1751.

Denis Diderot, um dos organizadores da Encyclopédie, obra que inspiraria as enciclopédias contemporâneas.Denis Diderot

O objetivo de seus idealizadores era reunir todo o conhecimento humano em suas mais diversas áreas, sob uma perspectiva que fizesse uso da racionalidade e da ciência, em detrimento dos dogmas religiosos que fundamentavam o conhecimento desde a Idade Média. Para isso, foram reunidos escritos de alguns dos principais filósofos, cientistas e estudiosos da época, em um conjunto que totalizava 36 livros.

Além da busca por uma verdade única e universal, a Enciclopédia também é essencial para compreender outra ambição dos iluministas: a preocupação em difundir seus conhecimentos e formar a opinião pública a partir de sua visão de mundo.

O despotismo esclarecido

Embora o Iluminismo seja marcado pela crítica ao Antigo Regime e ao absolutismo, alguns pensadores iluministas continuaram a defender a existência de regimes monárquicos para a implantação de reformas que estivessem de acordo com seus ideais.

Os reis e imperadores que aceitaram adotar algumas dessas reformas, ou até mesmo tiveram pensadores iluministas como conselheiros, ficaram conhecidos como “déspotas esclarecidos”, ou seja, senhores absolutos dotados do saber. Nos Estados em que vigorou o despotismo esclarecido, foi aceito algum nível de tolerância religiosa, bem como foi reduzida a perseguição a filósofos e cientistas alinhados com ideias iluministas. Reformas educacionais também foram implementadas.

Porém, mesmo com essas mudanças, os monarcas não deixaram de ocupar um lugar central na vida política de seus países, mantendo, ainda, grandes poderes. Alguns exemplos de déspotas esclarecidos são:

  • Pedro, o Grande, czar da Rússia;
  • Frederico II, rei da Prússia;
  • Carlos III, rei da Espanha;
  • o Marquês de Pombal, que ocupou o cargo de primeiro-ministro de Portugal durante o reinado de José I.

Exercícios

Exercício 1
(ENEM/2013)

Os produtos e seu consumo constituem a meta declarada do empreendimento tecnológico. Essa meta foi proposta pela primeira vez no início da Modernidade, como expectativa de que o homem poderia dominar a natureza. No entanto, essa expectativa, convertida em programa anunciado por pensadores como Descartes e Bacon e impulsionada pelo Iluminismo, não surgiu “de um prazer de poder”, “de um mero imperialismo humano”, mas da aspiração de libertar o homem e de enriquecer sua vida, física e culturalmente.

CUPANI, A. A tecnologia como problema filosófico: três enfoques. Scientiae Studia, São Paulo, v. 2, n. 4, 2004 (adaptado).

Autores da filosofia moderna, notadamente Descartes e Bacon, e o projeto iluminista concebem a ciência como uma forma de saber que almeja libertar o homem das intempéries da natureza. Nesse contexto, a investigação científica consiste em:

Ilustração: Rapaz corpulento de camiseta, shorts e tênis acenando

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