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Filosofia

John Locke

Natália Cruz
Publicado por Natália Cruz
Última atualização: 15/10/2018

Introdução

John Locke nasceu em Wrington, Inglaterra, em 1632 e faleceu também na Inglaterra em 1704. Locke é considerado o pai do liberalismo político e do empirismo filosófico. formado em Medicina, Ciências Naturais e Filosofia, dedica sua vida aos escritos sobre a política e a filosofia, abandonando definitivamente a medicina.

Seus pensamentos e obras tem como pano de fundo as revoluções Inglesas, a revolta contra a dinastia Stuart e o absolutismo. Defensor da Monarquia Constitucional e Representativa, Locke passa anos entre a França e a Holanda como exilado político, retorna à Inglaterra apenas em 1688, com a coroação de Guilherme de Orange e o estabelecimento da Monarquia Constitucional Representativa.

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Filosofia

Considerado pai do empirismo britânico e influenciador de vários pensadores empiristas como David Hume, Kant, Voltaire e Adam Smith. John Locke afirmava que o conhecimento provinha de experiências e sensações, que poderiam ser tanto externas, como internas, caso das reflexões e sensações individuais.

Para Locke as reflexões acontecem no momento em que as sensações são trabalhadas e desenvolvidas pela dúvida, conhecimento anterior sobre fatos e objetos ou até mesmo pela crença individual ou coletiva em algo. A junção desses elementos permite o processamento e classificação das diversas sensações.

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Empirismo e a Tábula Rasa

Ainda seguindo os conceitos do empirismo sobre a aquisição de conhecimento, Locke afirmava também que o conhecimento não é inato, pelo contrário, ele é resultado da maneira pela qual cada indivíduo organiza as informações mediante as sensações que experimenta.

Na obra Ensaio acerca do Entendimento Humano, o ser humano é, para Locke, semelhante a uma tábula rasa, uma folha em branco, na qual as sensações são as responsáveis por preencher os espaços vazios. Todo processo de conhecer a partir das sensações é que garantiria ao homem o preenchimento de sua mente, que deixaria de ser então, uma folha em branco.

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Os direitos naturais

Na obra 2º Tratado sobre Governo Civil, de 1681, Locke estabelece como sendo direitos naturais ao ser humano, o direito à vida, à liberdade e a propriedade. Para o pensador, o Estado seria o responsável pela manutenção dos direitos naturais de seus cidadãos, em especial, o direito à propriedade privada. Caso o Estado não cumprisse com a defesa de tais direitos, os cidadãos poderiam constituir de maneira legítima o governante.

No decorrer dos séculos o conceito de propriedade privada ganhou aspectos negativos, pois muitas vezes está relacionado a grandes latifúndios, mega empresas, mansões e casas grandes e luxuosas. A relação estabelecida entre o direito à propriedade privada como sendo somente ligado às classes abastadas ganhou força ao longo dos últimos séculos.

No entanto, o conceito de propriedade privada de Locke, pode ser entendido de maneira mais ampla, todos os cidadão tem direito a propriedade privada, sendo ela uma grande fazendo ou uma casa popular feita por programas de habitação. Certamente a questão financeira e os investimentos estatais em habitações populares atuam diretamente na aquisição de uma propriedade, no entanto, o direito defendido por Locke é estendido a todos.

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Política

No campo da política Locke é considerado um dos precursores do pensamento liberal, muitas das ideias e pensamentos do inglês foram retomados pelos pensadores iluministas franceses. Locke era defensor da Monarquia Constitucional e criticava a teoria hobbesiana de direito divino dos reis.

De acordo com Locke, a soberania não reside no Estado, mas na população, que através de representantes escolhidos, deveria formular e promulgar leis a serem cupridas pelos monarcas. Locke foi também o primeiro a apresentar a divisão do poder político em três: o Executivo, o Legislativo e por fim, o judiciário, necessários para a constituição de um Estado Liberal. O modelo de divisão de poderes ainda é um dos mais adotados em diferentes governos ao redor do mundo.


Exercícios

Exercício 1
(Unicamp/2015)

A maneira pela qual adquirimos qualquer conhecimento constitui suficiente prova de que não é inato.

(LOCKE, John. Ensaio acerca do entendimento humano. São Paulo: Nova Cultural, 1988, p.13.)

O empirismo, corrente filosófica da qual Locke fazia parte:

Ilustração: Rapaz corpulento de camiseta, short e tênis acenando

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