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Sociologia

Burguesia

Natália Cruz
Publicado por Natália Cruz
Última atualização: 1/10/2018

Introdução

É possível entender a burguesia como sendo uma camada social que surgiu na transição da Idade Média para a Idade Moderna. Fazem parte da classe dos burgueses os proprietários do capital, ou seja, comerciantes, proprietários de imóveis e terras, industriais, detentores de riqueza e dos meios de produção.

A burguesia foi a classe social que ocupou papel de protagonismo social e político nas Revoluções Burguesas dos séculos XVII e XVIII que ocorreram na Inglaterra e França, respectivamente.

No contexto dessas revoluções, a burguesia foi responsável por modificar o sistema político e econômico do Estado Absolutista, do qual faziam parte apenas o clero e a nobreza. Após as revoluções, o modelo econômico mercantilista, deu lugar ao sistema de livre economia e não intervenção estatal defendido pelos burgueses.

Origem da Burguesia

A palavra burguesia vem do termo latim burgo, nome dado às cidades existentes na Idade Média e habitadas por feirantes e comerciantes, chamados de burgueses.

A burguesia comercial conseguiu acumular capital graças ao intenso comércio. Por conta disso, no decorrer do tempo e com o enfraquecimento da nobreza, passou a dominar a vida social, política e econômica. A partir das Revoluções Francesa e Industrial, a burguesia firmou-se em seu papel de poder.

Durante a Idade Média, a burguesia contribuiu para a fortificação dos Estados Nacionais ao juntar-se com os reis para garantir a compra de terras, expansão das cidades e consequentemente, pagamento de impostos à Coroa. Nesse contexto, reis e burguesia também promoveram a economia mercantil, colaboraram com a manutenção das rotas de comércio e com a expansão colonial.

No entanto, as boas relações entre as monarquias europeias e os burgueses não duraram para sempre. Com o crescimento e expansão das ideias iluministas aumentaram também as denúncias de abusos e benefícios de uma pequena elite.

Os iluministas denunciavam um Estado custoso e pequeno que se mantinha graças à exploração da população trabalhadora e da burguesia, que através do pagamento de impostos garantia os exacerbados gastos monárquicos.

A revolta com os gastos monárquicos teve seu ápice no governo de Luís XVI. Nesse momento, o “terceiro” estado, também composto pela burguesia, declarou uma Assembleia Nacional Constituinte e separou-se dos dois “primeiros” estados, compostos respectivamente pela nobreza e o clero.

A declaração da Assembleia desencadeou o fim da monarquia francesa, a decapitação de Luís XVI e marcou a impopularidade de Maria Antonieta. A movimentação burguesa provocou, com isso, profundas transformações na organização do Estado europeu.

Karl Marx e a Burguesia

O filósofo e economista Karl Marx define a burguesia a partir das relações de trabalho. Para o alemão, a classe burguesa é aquela detentora dos meios de produção.

No geral, a classe burguesa não trabalha e explora sua classe antagônica, o proletariado, que por sua vez, é dono apenas da sua força de trabalho, vendida para a burguesia em troca de seu próprio sustento.

Marx aponta que as classes sociais existentes por conta das relações de trabalho jamais chegarão a um consenso, por isso, caberá ao proletariado iniciar uma revolução para a derrubada do Estado burguês .

Posteriormente, a classe proletária instauraria a ditadura do proletariado, um regime temporário até a abolição completa da burocracia, meios de repressão e outras características instauradas pela burguesia.

A partir da Revolução burguesa e implantação do comunismo, Marx apontou isto que seria também o fim de todas as classes sociais e hegemonia burguesa. Segundo a concepção marxista, todos viveriam, portanto, em um sistema de igualdade.


Exercícios

Exercício 1
(FMTM)

O crescimento do comércio e das cidades na Baixa Idade Média:

Ilustração: Rapaz corpulento de camiseta, short e tênis acenando

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