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Biologia

Clorofila

Jéssica Maciel
Publicado por Jéssica Maciel
Última atualização: 15/4/2019

Introdução

Clorofila é um termo utilizado pela primeira vez em 1818 por dois célebres cientistas franceses, Caventou e Pelletier, para designar uma substância verde extraída das plantas ao colocar suas folhas em álcool.

Esse nome é derivado do grego (chloros verde + phyllon, folha), e, atualmente, se refere a um pigmento encontrado não só em plantas, mas em algas e, também, em algumas bactérias. A clorofila tem como característica bastante marcante a capacidade de absorver alguns comprimentos de luz específicos, como o violeta, o azul e o vermelho. Por essa razão, reflete o verde. 

Graças à clorofila, os organismos conseguem captar a luz e desempenhar a fotossíntese para produzir seus próprios alimentos. Desta forma, esse pigmento se faz completamente necessário para a manutenção do ciclo do oxigênio no planeta Terra. Atualmente, a clorofila também tem importância comercial, uma vez que é utilizada, por exemplo, como antioxidante e, também, como corante de alimentos. 

Função e localização

Durante a fase clara da fotossíntese, é a clorofila que faz a absorção da energia luminosa que, posteriormente, será transformada em energia química e, por fim, será usada no processo de produção dos carboidratos que resultam de todas essas etapas. 

Quem produz a clorofila nos organismos são os cloroplastos, que também são as estruturas responsáveis pela fotossíntese. Toda clorofila fica armazenada nas membranas tilacóides, que são estruturas localizadas dentro dos cloroplastos

Tipos

Existem na natureza quatro principais tipos de clorofilas já catalogadas: a clorofila A, B, C e D. Embora todas essas clorofilas apresentem a coloração verde, cada uma possui uma diferente estrutura. É exatamente essa diferenciação em suas estruturas que faz com que o espectro de absorção da luz seja diferente entre elas. Por isso, ocorre, entre esses tipos de clorofila, determinada compensação, com o objetivo de aumentar o alcance da absorção do espectro de luz.

Clorofila A

A clorofila A é, dos três tipos, o mais abundante: cerca de 75% de todo o pigmento verde encontrado nas plantas é desse tipo. Quase todos os organismos que fazem fotossíntese possuem a clorofila A em suas estruturas, com exceção apenas de algumas bactérias, que fazem fotossíntese por meio de pigmentos especializados. Essa clorofila é fundamental na fotossíntese, pois atua na produção de diversas substâncias orgânicas.

Quimicamente falando, a clorofila A é formada de um íon magnésio diretamente ligado a um anel de porfirina contendo nitrogênio onde está ligada uma cadeia hidrocarbonada. 

Clorofila B

Já a clorofila do tipo B, é encontrada em plantas, em algas verdes e em euglenófitas. Atua, na fotossíntese, como um acessório, sendo a ferramenta que garante a ampliação da faixa de luz usada no processo. Sua concentração é maior em plantas sombreadas, já que, graças a ela, a planta consegue absorver um maior espectro de luz.

É possível que a clorofila B seja convertida em clorofila A por intermédio de uma enzima denominada enzima clorofila A oxigenase. A proporção natural de clorofila A e B  conhecida nos organismos é de 3 para 1.

Clorofila C e D

Existe, ainda, a clorofila C, que é encontrada substancialmente nas algas pardas e nas diatomáceas. Sua atuação ocorre de maneira bastante parecida com a da clorofila B, sendo considerada, portanto, a substituta da clorofila B nesses indivíduos.

Por fim, há, também, a clorofila D, que é um caso mais específico, sendo encontrada em algas vermelhas

Clorofila e Hemoglobina

A estrutura molecular da clorofila pode ser comparada à da hemoglobina, tamanha semelhança que ambas apresentam. Entre elas, existe uma diferença considerável, que é a presença de ferro na hemoglobina, enquanto na clorofila existe o magnésio. 

Árvore de pigmentação verde devido a clorofila presente em sua estrutura.


Exercícios

Exercício 1
((ENEM/2010))

 Um molusco, que vive no litoral oeste dos EUA, pode redefinir tudo o que se sabe sobre a divisão entre animais e vegetais. Isso porque o molusco (Elysia chlorotica) é um híbrido de bicho com planta. Cientistas americanos descobriram que o molusco conseguiu incorporar um gene das algas e, por isso, desenvolveu a capacidade de fazer fotossíntese. É o primeiro animal a se “alimentar” apenas de luz e CO2, como as plantas (GARATONI, B. Superinteressante. Edição 276, mar. 2010 (adaptado).

A capacidade de o molusco fazer fotossíntese deve estar associada ao fato de o gene incorporado permitir que ele passe a sintetizar:

Ilustração: Rapaz corpulento de camiseta, short e tênis acenando

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