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Sociologia

Educação

Natália Cruz
Publicado por Natália Cruz
Última atualização: 14/8/2019

Introdução

De maneira mais geral, é possível definir educação como sendo o processo ligado ao ato de ensinar algo e ao processo de aprender algo. O processo de ensinar e aprender é característico das sociedades e grupos sociais e independem da época, contexto histórico ou localidade. Escavações arqueológicas apontam que desde a pré história os seres humanos já ensinavam e aprendiam uma série de coisas que pudessem facilitar a busca por alimentos, a caça ou a segurança.

Desde os tempos mais remotos, o processo educacional serve para socializar e integrar o indivíduo à sociedade à qual ele pertence. A educação é, também, responsável pela disseminação das histórias das sociedades, criando, assim, noções de conhecimento coletivo, proporcionando o conhecimento de particularidades culturais e fortalecendo a ideia de pertencimento e sentimento nacional.

Os parâmetros daquilo que deverá ser ensinado oficialmente nas escolas é definido por leis e diretrizes governamentais. No Brasil, a Base Nacional Comum Curricular, a BNCC traça os percursos de aprendizagem a serem adotados em todo território Nacional, ou seja, define o que deve ser aprendido pelos alunos nas diferentes áreas do conhecimento. A  Lei de Diretrizes e Bases da Educação, a LDB 9394, por sua vez, define e regulariza a organização da educação oferecida no Brasil de acordo com a Constituição de 1988.

Embora a educação não seja feita somente em meios formais, como as escolas e universidades, a definição do que deve ser ensinado às futuras gerações influencia os meios não formais e informais de educação, que, de alguma forma, seguem, também, algumas diretrizes pré determinadas pelas leis e regulamentações.

Processo de ensino e aprendizagem

Educação e escola

No geral, as escolas são os locais onde professores ensinam aos alunos aquilo que está estabelecido em lei, são também  local de socialização e aprendizagem que permitem aos alunos a construção do conhecimento e estabelecimento de relações sociais que vão além daquelas que acontecem no ambiente familiar.

A condição dos estudantes dedicarem-se ao aprendizado fora do ambiente familiar existe na sociedade desde a Antiguidade Clássica. Os filósofos gregos reuniam seus discípulos em áreas abertas para que pudessem ali desenvolver o conhecimento e participar de discussões intelectuais. 

O processo de Ensino e aprendizagem, no entanto, não é somente feito em escolas e de maneira formal. A educação pode, também, ser construída em ambientes de educação não formais ou informais. Os três ambientes de educação serão explicados a seguir:

  • Educação Formal: De acordo com definição do Ministério da Educação, o MEC, a educação formal é aquela que acontece nas instituições de ensino tradicionais, como escolas e universidades.
  • Educação Informal: A educação informal acontece no dia a dia, na convivência, familiar, no ambiente de trabalho, em exposições de arte ou concertos musicais. A educação informal é aquela que acontece especialmente a partir das trocas entre diferentes pessoas no dia a dia.
  • Educação não formal: A educação não formal acontece em ambiente não formal, caso dos cursinhos populares e organizações populares de ensino. De maneira geral, a educação não formal complementa a educação formal ou, até mesmo, apresenta aos estudantes um ponto de vista mais amplo e não ligado às diretrizes legais.

No Brasil, um dos nomes mais importantes ligados à educação, principalmente entre as classes mais baixas, é o pedagogo Paulo Freire, que dedicou boa parte de sua vida à alfabetização das camadas populares e de trabalhadores iletrados.

O modelo pedagógico de educação proposto por Paulo Freire coloca o indivíduo como sujeito ativo em seu processo de educação, que por sua vez, levará o sujeito à emancipação e ao conhecimento libertador. Em 2012, Paulo Freire foi declarado patrono da educação brasileira.

Exposição de quadros

Problemas na educação brasileira

A educação pública brasileira, ao longo dos anos, tem apresentado significativas oscilações de investimento. Da educação básica à superior, o envio de recursos não é constante e oscila, principalmente, nos períodos de trocas governamentais.

Dados da ONG Todos Pela Educação divulgados em Junho de 2018 apontam que em 2014 eram destinados 298 bilhões anuais para a Educação. Em 2018 o valor foi reduzido para 4,9 bilhões.

Embora os valores pareçam altos, frequentemente os noticiários noticiam desvios das verbas educacionais. O dinheiro que não chega ao destino prejudica a manutenção das estruturas, o investimento em materiais e equipamentos, e o aperfeiçoamento do corpo docente. O descaso com o sistema educacional, além de deixar claro o desvio de verbas, mostra também o despreparo na gestão de recursos.

Nos últimos anos, o discurso de privatização das instituições de ensino, principalmente as superiores, tem sido pauta de diversas discussões. A falta de recursos levará à precarização, e a solução apresentada é a privatização e a cobrança de mensalidades, pondo em risco o ensino público e gratuito não somente para nível superior.

Os problemas ligados à educação brasileira também são ampliados quando são escolhidos profissionais despreparados para assumirem importantes cargos, como o do Ministério da Educação. Os anseios políticos e financeiros e a constante troca de favores entre partidos políticos e membros do governo faz com que, diariamente, todos os âmbitos da educação brasileira corram riscos.


Exercícios

Exercício 1
(SEE-MG/2012)

Dados do IBGE para o ano de 2009 mostram que, enquanto a taxa de analfabetismo entre os brancos é de 5,9%, ela é de 13,3% entre os pretos e de 13,4% entre os pardos. Quanto ao analfabetismo funcional, as taxas são de 25,4% para os pretos, 25,7% para os pardos e 15,0% para os brancos. Estes dados evidenciam:

Ilustração: Rapaz corpulento de camiseta, short e tênis acenando

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