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Filosofia

Filosofia grega

Natália Cruz
Publicado por Natália Cruz
Última atualização: 27/6/2019

Introdução

A filosofia grega está ligada ao período de surgimento da Filosofia, que aconteceu entre os séculos VII e V a.C na Grécia Antiga. A Filosofia surge da necessidade de explicar os acontecimentos e eventos do mundo a partir da racionalidade. Nesse período, as explicações mitológicas e fantasiosas não atendiam mais aos questionamentos dos gregos sobre a formação do mundo e sobre as relações políticas e sociais.

A partir da insatisfação com as explicações mitológicas, os gregos passaram, então, a buscar explicações racionais para resolver suas dúvidas. A palavra filosofia no grego significa amor ao saber. A busca pela sabedoria racional aparece, inclusive, no nome que será adotado por essa nova ciência, e marca durante todo seu desenvolvimento a busca por explicações racionais.

Partenon, Grécia Antiga

Contexto Histórico

A Filosofia surge em um período em que as sociedade gregas formavam suas cidades-estado, as pólis. O novo modelo de organização social foi fundamental para a criação de espaços dedicados ao saber e busca por explicações racionais.

Atenas foi a cidade-estado que melhor exemplificou a importância da existência de locais na pólis destinados à troca de informações e às discussões políticas. Posteriormente, as discussões em praça pública que uniam a palavra e o conhecimento racional colaborariam para o surgimento da democracia.

Condições para o desenvolvimento e expansão da Filosofia

Além das cidades-estado que facilitaram a troca de informações e conhecimento racional, a poesia e a religião grega também são responsáveis pelo desenvolvimento e expansão da filosofia grega, e também pela disseminação do conhecimento racional.

A poesia grega e as narrações foram importantes, pois, em um primeiro momento, os poetas e escritores gregos buscavam distanciar-se cada vez mais das explicações mitológicas e apontar explicações racionais para as narrativas que contavam.

Além disso, as obras foram espalhadas pelas colônias gregas nos movimentos de trocas comerciais. O acesso aos livros, que chegou a diversas regiões, colaborou para a expansão da Filosofia para além da Grécia.

A religião grega também favoreceu o desenvolvimento da filosofia. A inexistência de um livro sagrado, do dogmatismo e da autoridade religiosa favoreciam a livre expressão de ideias e pensamento.

Sem a pressão e autoritarismo religioso, os filósofos tinham mais liberdade para desenvolver e disseminar suas ideias, já que não havia oposição religiosa.

Períodos

A filosofia Grega é dividida em três importantes períodos:

  • Período Pré-Socrático (séculos VII a V a.C.) - Período dos primeiros filósofos e das primeiras buscas racionais, anterior a Sócrates. Nesse período, os filósofos buscavam explicações para o surgimento do mundo e elementos da natureza. Tales de Mileto destaca-se entre os filósofos pré-socráticos e é considerado um dos pais fundadores da Filosofia.
  • Período Socrático (séculos V a IV a.C) - Também chamado de período clássico da filosofia, surge juntamente com a democracia. Os filósofos clássicos deixam de lado as questões naturais e voltam o olhar para o ser humano, política e relações sociais. Nesse período, destacam-se os filósofos Sócrates, Platão e Aristóteles.
  • Período Helenístico ou Pós-Socrático (séculos IV a.C a VI d.C) - Os filósofos focam seus interesses principais em questões humanas, na busca da felicidade e na metafísica. A produção deixa de ser domínio grego e o conhecimento se expande para outras regiões. No entanto, a influência grega ainda é bastante presente. Destacam-se nesse período Epicuro, Sêneca e Antístenes. 

Estátua de Sócrates

Principais Escolas

Diversas escolas desenvolveram-se no período de domínio da filosofia grega, entre elas merecem destaque as seguintes:

  • Escola jônica: pretende descobrir a origem do mundo e de todos os elementos a partir dos quatro elementos fundamentais - água, ar, terra e fogo. Principal nome: Tales de Mileto.
  • Escola Sofista: os sofistas pretendiam descobrir o fundamento de todas as coisas a partir de explicações lógicas e racionais. Principal nome: Protágoras.
  • Escola Atomista: a formação de todas as coisas e seres se dá através da colisão de partículas indivisíveis - os átomos. Principais nomes: Leucipo e Demócrito.
  • Epicurismo: pregam a prática da virtude para o alcance do prazer e da felicidade. Principal nome: Epicuro.
  • Estoicismo: para os estóicos, os sentimentos devem ser deixados de lado e a razão deve prevalecer. Principais nomes: Zenão de Cítio e Sêneca.
  • Cinismo: esses filósofos desprezam a posse de bens materiais e defendem que a felicidade é encontrada a partir da virtude. Principal nome: Antístenes.

Exercícios

Exercício 1
(ENEM/2012)

Leia os textos para responder a questão.

TEXTO I

Anaxímenes de Mileto disse que o ar é o elemento originário de tudo o que existe, existiu e existirá, e que outras coisas provêm de sua descedência. Quando o ar se dilata, transforma-se em fogo, ao passo que os ventos são ar condensado. As nuvens formam-se a partir do ar por feltragem e, ainda mais condensadas, transformam-se em água. A água, quando mais condensada, transforma-se em terra, e quando condensada ao máximo possível, transforma-se em pedras.

(BURNET, J. A aurora da filosofia grega. Rio de Janeiro: PUC-Rio, 2006 (adaptado))

TEXTO II

Basílio Magno, filósofo medieval, escreveu: “Deus, como criador de todas as coisas, está no princípio do mundo e dos tempos. Quão parcas de conteúdo se nos apresentam, em face desta concepção, as especulações contraditórias dos filósofos, para os quais o mundo se origina, ou de algum dos quatro elementos, como ensinam os Jônios, ou dos átomos, como julga Demócrito. Na verdade, dão impressão de quererem ancorar o mundo numa teia de aranha.”

(GILSON, E.: BOEHNER, P. História da Filosofia Cristã. São Paulo: Vozes, 1991 (adaptado))

Filósofos dos diversos tempos históricos desenvolveram teses para explicar a origem do universo, a partir de uma explicação racional. As teses de Anaxímenes, filósofo grego antigo, e de Basílio, filósofo medieval, têm em comum na sua fundamentação teorias que:

Ilustração: Rapaz corpulento de camiseta, short e tênis acenando

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