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Filosofia

Determinismo

Natália Cruz
Publicado por Natália Cruz
Última atualização: 15/10/2018

Introdução

Determinismo é um conceito filosófico que define que todos os fatos que acontecem no presente são determinados por causas anteriores, ou seja, tudo aquilo que acontece ao homem ou no mundo é determinado por acontecimentos passados e que podem ser de caráter natural ou sobrenatural.

De acordo com o determinismo, tudo no universo está limitado e condicionado a leis imutáveis, por isso toda e qualquer ação humana é predeterminada pela natureza. As ações humanas são também previsíveis, já que são determinadas por acontecimentos anteriores. No determinismo, a liberdade de escolha e o livre arbítrio são meras ilusões sustentadas e defendidas por algumas correntes filosóficas.

No decorrer da Idade Moderna o determinismo foi o conceito usado para explicar o Universo. A partir dos fatos do presente, seria possível que os pensadores da época fizessem previsões sobre fatos e acontecimentos futuros. A previsão era considerada real e correta, pois, para os deterministas, toda a realidade seria fixa e interligada. Nenhum homem poderia alterar o que já estaria previsto para acontecer.

Tipos de Determinismo

Com o desenvolvimento das ideias deterministas, alguns tipos da corrente filosófica foram criados levando em consideração as formas como a causalidade e as determinações são entendidas. Os principais tipos de determinismo são:

Pré determinismo

Também chamado de determinismo mecanicista. Nesse modelo supõe-se que causas e efeitos estão totalmente interligados. A determinação encontra-se no passado e gera uma cadeia causal capaz de explicar completamente os acontecimentos do universo, desde o princípio.

Pós Determinismo

As causalidades são determinadas por algum motivo externo e futuro.

Co-Determinismo

Os efeitos podem interagir com outros efeitos, assim o efeito de uma causa anterior pode ser a causa de um novo efeito e com isso gerar diversos níveis de realidade distintos.

O determinismo aparece aqui no presente, no momento de encontro entre os efeitos e surgimento de novas causas. O processo entre causa e efeito no determinismo é portanto, cíclico.

Cada tipo de determinismo está ligado ao presente, passado ou futuro. Ao analisar a linha do tempo e considerar os aspectos filosóficos é possível afirmar que os três tipos de determinismo podem coexistir em determinados períodos de tempo.

Determinismo e Liberdade

A corrente Determinista é alvo de inúmeras críticas desde a propagação de suas ideias, isso porque muitos filósofos defendem os conceitos de livre escolha, livre arbítrio e não existência de casualidades.

Para uma série de pensadores, todos os homens são capazes de fazer escolhas, são quase que completamente livres para escolher as maneiras de agir e pensar. A liberdade nesse caso não é completa e total, pois é pautada por leis e organizações sociais, que no entanto, não impedem que o homem possa ser livre para realizar suas escolhas, alterar sua história e portanto, alterar o presente e o futuro.

Para os críticos do determinismo, homem e natureza não são regidos pelas mesmas leis imutáveis. Não é possível fazer previsões sobre as vidas e atitudes humanas, até porque, a liberdade de escolha e ação alteraria qualquer previsão, ou seja, o livre arbítrio é o que torna o ser humano diferente de outros elementos naturais.

Os defensores do determinismo, por sua vez, argumentam que a ideia de livre arbítrio é rasa e desconsidera o co-determinismo que diz ser possível a interação entre diferentes efeitos criando novas causas.

Em meio a tantas discussões sobre livre arbítrio e liberdade de escolha e ação, as ideias puras sobre o determinismo perderam a força ao longo dos séculos XIX e XX, sendo até hoje alvo de muitas críticas e desconstruções.

Determinismo Social

Embora a visão clássica do determinismo tenha perdido força, um outro tipo ganhou destaque, o Determinismo Social. A corrente Social do determinismo defende que o ambiente social de onde vem o indivíduo é capaz de condicionar o comportamento humano.

Atualmente o determinismo social é usado como forma de explicar a estratificação social e fomentar o preconceito e exclusão de alguns grupos sociais.


Exercícios

Exercício 1
(ENEM/2012)

Quando Édipo nasceu, seus pais, Laio e Jocasta, os reis de Tebas, foram informados de uma profecia na qual o filho mataria o pai e se casaria com a mãe. Para evitá- la, ordenaram a um criado que matasse o menino. Porém, penalizado com a sorte de Édipo, ele o entregou a um casal de camponeses que morava longe de Tebas para que o criasse. Édipo soube da profecia quando se tornou adulto. Saiu então da casa de seus pais para evitar a tragédia. Eis que, perambulando pelos caminhos da Grécia, encontrou-se com Laio e seu séquito, que, insolentemente, ordenou que saísse da estrada. Édipo reagiu e matou todos os integrantes do grupo, sem saber que entre eles estava seu verdadeiro pai. Continuou a viagem até chegar a Tebas, dominada por uma Esfinge. Ele decifrou o enigma da Esfinge, tornou-se rei de Tebas e casou-se com a rainha, Jocasta, a mãe que desconhecia. [Disponível em: http://www.culturabrasil.org. Acesso em: 28 ago. 2010 (adaptado)].

No mito Édipo Rei, são dignos de destaque os temas do destino e do determinismo. Ambos são características do mito grego e abordam a relação entre liberdade humana e providência divina. A expressão filosófica que toma como pressuposta a tese do determinismo é:

Ilustração: Rapaz corpulento de camiseta, shorts e tênis acenando

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