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História Geral

Grécia Antiga

Otávio Spinace
Publicado por Otávio Spinace
Última atualização: 20/8/2018

Introdução

A Grécia Antiga faz parte da chamada Antiguidade Ocidental, ou Clássica. Os gregos se instalaram principalmente na península Balcânica, na região sudeste da Europa, banhada pelos mares Egeu e Jônio.

Ao contrário de outros impérios antigos, a civilização grega não criou uma unidade política e administrativa, mas se organizou em cidades-estados (ou póleis), com autonomia e governos próprios. Apesar de não estarem unificados, os gregos tinham a origem em comum e compartilhavam muitos aspectos culturais, estabelecendo diversos tipos de relações entre si. 

A história da Grécia Antiga é dividida em cinco períodos:

Tanto o período Homérico quanto o seu anterior são referências a Homero, autor das obras “Ilíada” e “Odisseia”. Essas obras se dedicam a narrar, respectivamente, a Guerra de Tróia, disputada entre gregos e troianos; e o retorno de Ulisses (Odisseu) da guerra.

Com isso, se constituem como importantes fontes para compreender a ocupação e colonização das áreas próximas ao mar Egeu, e contribuíram para estabelecer vínculos de origem e culturais entre o povo grego.

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Pré-Homérico (XX – XII a.C.)

Esse é o período em que, por volta de 2.000 a.C., diversos povos indo-europeus, entre eles os aqueus, os jônios e os eólios, se estabelecem na península Balcânica a partir de diversos fluxos migratórios.

Últimos a chegarem nos Balcãs, os dórios (1.200 a.C.) conseguem dominar a cidade de Micenas e passam a ter o controle da região do Peloponeso. Diante do domínio dos dórios, outros povos se dispersam e passam a povoar outras regiões do litoral grego e da Ásia Menor, no que ficou conhecido como primeira diáspora grega.

Homérico (XII – VIII a.C.)

Após a diáspora, os gregos se espalharam pela região balcânica e se organizaram em pequenas unidades produtivas chamadas “genos”. Baseados na propriedade coletiva da terra, os genos eram formados por grandes famílias, sob o comando de um líder, o “pater”, que possuía diversas funções comunitárias.

Com o tempo, essas unidades se tornaram incapazes de abastecer toda a população que vivia dela e começaram a se desagregar. A migração em busca de melhores condições de sobrevivência provocaria a segunda diáspora grega, que desta vez atingiu áreas próximas à península Itálica e ao mar Negro. 

Arcaico (VIII – VI a.C.)

Com a crise e declínio dos genos, os antigos “paters” passaram a distribuir suas terras, anteriormente propriedades comunais. Com a distribuição desigual da propriedade privada, surge a classe dos aristocratas e começa a formação do que daria origem às cidades-estados gregas.

Principais unidades político-administrativas do povo grego, as cidades-estados passaram a desenvolver modelos próprios de organização interna e de governo. Os dois casos modelos são Atenas e Esparta.

É preciso levar em conta que as cidades-estados existiram por centenas de anos e, nesse período, houve variações nos modelos de governo e sociedade. Contudo, essas generalizações ajudam a evidenciar algumas das peculiaridades de cada cidade-estado.

Nesse período, também foram criados os Jogos Olímpicos, que reuniam cidadãos de toda a Grécia na pólis de Olímpia, para disputas desportivas em homenagem a Zeus, principal divindade grega.

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Atenas

Em linhas gerais, Atenas, embora tivesse uma produção importante de alguns produtos agrícolas, estava voltada ao comércio, em razão das poucas terras férteis disponíveis. Isso contribuiu para que se tornasse uma cidade pluricultural e voltada às atividades intelectuais. Exemplos disso são a filosofia e o teatro, que tiveram seu berço em Atenas.

Ao longo de sua história, Atenas passou por vários tipos de governo (monarquia, oligarquia, tirania), mas o principal sistema de governo desenvolvido pelos atenienses foi a democracia, caracterizada pela participação dos cidadãos (exclusivamente homens, filhos de atenienses, livres e maiores de idade) na tomada de decisões políticas. 

Esparta

Esparta, por outro lado, estava localizada em uma região de terras férteis, a península do Peloponeso, e priorizava a produção agrícola em vez do comércio.

Também possuía uma sociedade altamente militarizada, em que todos as crianças do sexo masculino, em perfeitas condições de saúde, recebiam treinamento militar a partir dos 8 anos de idade. Seu governo era oligárquico, ou seja, controlado por um grupo restrito de pessoas das classes elevadas. 

Clássico (V – IV a.C.)

De maneira geral, no período Clássico houve a consolidação dos modelos de cidades-estados gregas e, no caso de Atenas, da democracia.

Contudo, também foi um período de conflitos, inicialmente marcado pelo ataque do Império Persa à Grécia. Como os persas eram conhecidos pelos gregos como “medos”, esse conflito foi denominado de Guerras Médicas (499 – 449 a.C.). Ao final, os gregos saíram vencedores e limitaram a expansão do Império Persa.

O fim das Guerras Médicas marcou um período de hegemonia ateniense, mas que também provocou o acirramento das disputas entre as póleis rivais. Atenas liderava uma confederação de cidades chamada Confederação de Delos, enquanto Esparta liderava a Liga do Peloponeso.

Entre 431 e 404 a.C. as cidades-estados estiveram em conflito, alternando períodos de hegemonia. Mas, esses conflitos acabaram provocando o declínio da civilização grega e facilitando a ação de invasores.

Helenístico (III – II a.C.)

Com o enfraquecimento das cidades-estados, a Grécia foi conquistada por Filipe II, rei da Macedônia. O filho de Filipe II, Alexandre, o Grande, havia sido aluno de Aristóteles em Atenas e compartilhava da cultura grega.

Ao expandir os domínios do pai, Alexandre não apenas dominou vastas áreas e conquistou outros impérios, como difundiu a cultura grega pelo Oriente. Essa fusão entre a cultura grega e a cultura oriental, promovida pelas expedições de Alexandre, ficou conhecida como Helenismo.

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