
Agile Trends 2026: o que está mudando na agilidade e no mercado
| 06/10/26O Agile Trends 2026 coloca em debate a maturação da agilidade, o uso de IA, novas métricas e as competências exigidas dos profissionais.
O Agile Trends 2026 coloca em debate a maturação da agilidade, o uso de IA, novas métricas e as competências exigidas dos profissionais.
Em resumo:
Veja mais informações a seguir!

O Agile Trends 2026, um dos principais eventos sobre agilidade empresarial da América Latina, acontece em setembro de 2026, em São Paulo.
O encontro reúne profissionais para discutir práticas, desafios e transformações que estão impactando a aplicação de métodos ágeis nas organizações.
Mais do que apresentar novas ferramentas, o evento ajuda a observar como a agilidade nas empresas está mudando.
O cenário de 2026 indica uma fase de maturação: o debate deixou de se concentrar apenas na adoção de frameworks e passou a envolver resultados, contexto organizacional, inteligência artificial e geração de valor.
A discussão sobre métodos ágeis ganhou novos contornos nos últimos anos. Algumas práticas que tiveram grande adesão nas empresas passaram a ser questionadas, enquanto outras ganharam espaço.
Entre as principais tendências de agilidade para 2026 estão:
Uma das mudanças está na forma como as empresas encaram a transformação ágil.
Em vez de implementar Scrum ou outro framework de maneira uniforme em toda a organização, cresce a busca por soluções adaptadas aos problemas de cada equipe e área.
Nesse cenário, a pergunta deixa de ser “qual framework devemos implementar?” e passa a ser “qual abordagem ajuda a resolver este problema?”.
A mudança também reduz a importância de aplicar cerimônias apenas porque elas fazem parte de determinado método. O foco passa a estar na capacidade de gerar resultados, obter feedback e ajustar processos.
A inteligência artificial na agilidade também está entre os principais temas de 2026.
O debate não se limita à possibilidade de a IA substituir funções como a de Scrum Master. Uma questão mais imediata é como essas ferramentas podem apoiar profissionais e equipes no trabalho cotidiano.
Alguns exemplos de aplicação incluem:
Nesse contexto, o profissional ágil passa a ter mais uma ferramenta para analisar informações e apoiar a tomada de decisão. O uso da IA, porém, não elimina a necessidade de compreender o contexto da equipe e da organização.
A agilidade em escala também passa por mudanças.
O SAFe, sigla para Scaled Agile Framework, ganhou espaço como uma alternativa para organizações que precisavam aplicar princípios ágeis em estruturas maiores. Com o tempo, porém, surgiram críticas relacionadas à complexidade dos processos e ao volume de coordenação necessário.
Em 2026, outras abordagens aparecem no debate sobre escalabilidade, incluindo o LeSS, adaptações do chamado Spotify Model e modelos desenvolvidos de acordo com as características de cada organização.
A tendência reforça uma ideia presente em outras discussões sobre agilidade: não existe necessariamente um único framework adequado para todas as empresas.
Outra mudança importante está na forma de avaliar o desempenho dos times.
A velocity, tradicionalmente utilizada por equipes Scrum para estimar a quantidade de trabalho realizada em um Sprint, pode ser útil para planejamento interno. Porém, ela não necessariamente demonstra o valor gerado para o cliente ou para o negócio.
Por isso, outras métricas ganham importância, como:
A mudança desloca o foco de “quanto foi entregue?” para perguntas como “qual resultado foi gerado?” e “qual impacto essa entrega teve para o usuário?”.
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Apesar das transformações, os princípios do Manifesto Ágil continuam presentes no debate.
Entre eles estão:
A discussão atual não representa necessariamente um abandono da agilidade. Em muitos casos, trata-se de uma revisão da forma como seus princípios são aplicados nas organizações.
O questionamento está mais relacionado ao uso rígido de frameworks do que aos valores que fundamentam o pensamento ágil.
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As mudanças nas empresas também afetam as competências esperadas de quem trabalha com agilidade.
O mercado tende a valorizar profissionais que vão além do domínio de uma metodologia específica. Saber utilizar Scrum, Kanban ou outro framework continua sendo importante, mas a capacidade de avaliar o contexto e escolher a abordagem adequada ganha relevância.
Entre as competências associadas ao profissional ágil estão:
Isso significa que conhecer um framework é diferente de saber aplicar a agilidade.
Um profissional pode dominar Scrum, por exemplo, e ainda precisar desenvolver a capacidade de identificar quando outro método ou uma combinação de práticas seria mais adequada para determinada equipe.
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As certificações em agilidade continuam sendo uma possibilidade para quem busca ingressar ou se especializar na área.
Entre as certificações conhecidas estão:
Entretanto, uma certificação não substitui a experiência prática. À medida que o profissional avança na carreira, conhecimentos como diagnóstico, liderança, facilitação, gestão de mudanças e tomada de decisão tendem a ganhar importância.
Por isso, o desenvolvimento profissional em agilidade passa por uma combinação entre conhecimento técnico, experiência e capacidade de interpretar diferentes contextos organizacionais.
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As discussões de 2026 apontam para uma agilidade menos concentrada na aplicação de frameworks e mais relacionada à geração de valor, adaptação e resultados.
A inteligência artificial adiciona uma nova camada a esse cenário ao automatizar tarefas, ampliar a capacidade de análise e apoiar atividades que antes consumiam mais tempo das equipes.
Ao mesmo tempo, competências humanas continuam importantes. Facilitação, comunicação, colaboração, negociação e compreensão do contexto organizacional são difíceis de substituir por ferramentas ou processos padronizados.
O principal movimento, portanto, é de maturação. A discussão sobre agilidade passa a envolver menos a pergunta sobre qual método seguir e mais a reflexão sobre como trabalhar melhor, tomar decisões com mais informação e gerar resultados para clientes e organizações.
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Mario H. Trentim é membro do Board of Directors do PMI, Reitor da Allevo Tech / Qeevo Group, doutorando do ITA e autor de 13 livros sobre gestão e execução estratégica.
Atua como conselheiro e conector estratégico em organizações em transformação.


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