GestãoNegócios e Empreendedorismo

Agile Trends 2026: o que está mudando na agilidade e no mercado

O Agile Trends 2026 coloca em debate a maturação da agilidade, o uso de IA, novas métricas e as competências exigidas dos profissionais.



Em resumo:

  • A agilidade em 2026 caminha para modelos mais adaptados ao contexto das empresas, com menos foco em frameworks rígidos.
  • A inteligência artificial passa a integrar atividades do fluxo ágil, como análise de backlog, planejamento e acompanhamento de indicadores.
  • O mercado valoriza profissionais capazes de combinar princípios ágeis, diagnóstico organizacional, facilitação e uso estratégico de IA.

Veja mais informações a seguir!

+ Clique aqui para acessar gratuitamente podcast, newsletter e materiais para download do Mario Trentim

Planejamento visual de revisões ajustado conforme a lembrança e as lacunas de cada conteúdo

O Agile Trends 2026, um dos principais eventos sobre agilidade empresarial da América Latina, acontece em setembro de 2026, em São Paulo.

O encontro reúne profissionais para discutir práticas, desafios e transformações que estão impactando a aplicação de métodos ágeis nas organizações.

Mais do que apresentar novas ferramentas, o evento ajuda a observar como a agilidade nas empresas está mudando.

O cenário de 2026 indica uma fase de maturação: o debate deixou de se concentrar apenas na adoção de frameworks e passou a envolver resultados, contexto organizacional, inteligência artificial e geração de valor.

+ Agile para PMEs: o que funciona na prática

Teste vocacional

Qual carreira combina com o seu perfil?

Responda as perguntas e descubra o curso certo e as bolsas ideais para você!

O que está mudando na agilidade em 2026

A discussão sobre métodos ágeis ganhou novos contornos nos últimos anos. Algumas práticas que tiveram grande adesão nas empresas passaram a ser questionadas, enquanto outras ganharam espaço.

Entre as principais tendências de agilidade para 2026 estão:

  • adoção de práticas ágeis orientada por problemas;
  • integração da inteligência artificial ao fluxo de trabalho;
  • busca por modelos mais leves de agilidade em escala;
  • substituição de métricas de velocidade por indicadores de valor.

Da adoção obrigatória à agilidade orientada por problemas

Uma das mudanças está na forma como as empresas encaram a transformação ágil.

Em vez de implementar Scrum ou outro framework de maneira uniforme em toda a organização, cresce a busca por soluções adaptadas aos problemas de cada equipe e área.

Nesse cenário, a pergunta deixa de ser “qual framework devemos implementar?” e passa a ser “qual abordagem ajuda a resolver este problema?”.

A mudança também reduz a importância de aplicar cerimônias apenas porque elas fazem parte de determinado método. O foco passa a estar na capacidade de gerar resultados, obter feedback e ajustar processos.

Inteligência artificial entra no fluxo ágil

A inteligência artificial na agilidade também está entre os principais temas de 2026.

O debate não se limita à possibilidade de a IA substituir funções como a de Scrum Master. Uma questão mais imediata é como essas ferramentas podem apoiar profissionais e equipes no trabalho cotidiano.

Alguns exemplos de aplicação incluem:

  • análise de backlog;
  • identificação de dependências;
  • apoio ao planejamento de Sprints;
  • organização de informações de reuniões;
  • geração de registros de retrospectivas;
  • análise de dados históricos;
  • identificação de padrões em indicadores de desempenho.

Nesse contexto, o profissional ágil passa a ter mais uma ferramenta para analisar informações e apoiar a tomada de decisão. O uso da IA, porém, não elimina a necessidade de compreender o contexto da equipe e da organização.

Agilidade em escala busca alternativas aos modelos tradicionais

A agilidade em escala também passa por mudanças.

O SAFe, sigla para Scaled Agile Framework, ganhou espaço como uma alternativa para organizações que precisavam aplicar princípios ágeis em estruturas maiores. Com o tempo, porém, surgiram críticas relacionadas à complexidade dos processos e ao volume de coordenação necessário.

Em 2026, outras abordagens aparecem no debate sobre escalabilidade, incluindo o LeSS, adaptações do chamado Spotify Model e modelos desenvolvidos de acordo com as características de cada organização.

A tendência reforça uma ideia presente em outras discussões sobre agilidade: não existe necessariamente um único framework adequado para todas as empresas.

Métricas de valor ganham espaço

Outra mudança importante está na forma de avaliar o desempenho dos times.

A velocity, tradicionalmente utilizada por equipes Scrum para estimar a quantidade de trabalho realizada em um Sprint, pode ser útil para planejamento interno. Porém, ela não necessariamente demonstra o valor gerado para o cliente ou para o negócio.

Por isso, outras métricas ganham importância, como:

  • cycle time, que mede o tempo necessário para concluir uma entrega;
  • taxa de defeitos em produção;
  • satisfação do cliente;
  • indicadores de uso do produto;
  • retorno associado às funcionalidades desenvolvidas.

A mudança desloca o foco de “quanto foi entregue?” para perguntas como “qual resultado foi gerado?” e “qual impacto essa entrega teve para o usuário?”.

+ Agile fora de TI: como aplicar metodologias ágeis em marketing, RH e educação

O que continua relevante na agilidade

Apesar das transformações, os princípios do Manifesto Ágil continuam presentes no debate.

Entre eles estão:

  • entregas incrementais;
  • feedback frequente;
  • colaboração entre profissionais e clientes;
  • autonomia dos times;
  • capacidade de responder a mudanças;
  • valorização das pessoas e das interações.

A discussão atual não representa necessariamente um abandono da agilidade. Em muitos casos, trata-se de uma revisão da forma como seus princípios são aplicados nas organizações.

O questionamento está mais relacionado ao uso rígido de frameworks do que aos valores que fundamentam o pensamento ágil.

+ Scrum vs cascata: quando cada modelo funciona e quando não funciona

Qual é o perfil do profissional ágil em 2026?

As mudanças nas empresas também afetam as competências esperadas de quem trabalha com agilidade.

O mercado tende a valorizar profissionais que vão além do domínio de uma metodologia específica. Saber utilizar Scrum, Kanban ou outro framework continua sendo importante, mas a capacidade de avaliar o contexto e escolher a abordagem adequada ganha relevância.

Entre as competências associadas ao profissional ágil estão:

  • conhecimento dos princípios e métodos ágeis;
  • facilitação de reuniões e processos colaborativos;
  • coaching de equipes;
  • diagnóstico organizacional;
  • capacidade de trabalhar com métricas;
  • comunicação e colaboração;
  • uso de ferramentas de inteligência artificial;
  • capacidade de adaptar métodos ao contexto.

Isso significa que conhecer um framework é diferente de saber aplicar a agilidade.

Um profissional pode dominar Scrum, por exemplo, e ainda precisar desenvolver a capacidade de identificar quando outro método ou uma combinação de práticas seria mais adequada para determinada equipe.

+ IA para pequenas empresas: como começar sem precisar de TI em 2026

Certificações continuam relevantes para a carreira?

As certificações em agilidade continuam sendo uma possibilidade para quem busca ingressar ou se especializar na área.

Entre as certificações conhecidas estão:

  • PSM;
  • PSPO;
  • PMI-ACP;
  • PMP, do PMI, incluindo conhecimentos relacionados a abordagens ágeis.

Entretanto, uma certificação não substitui a experiência prática. À medida que o profissional avança na carreira, conhecimentos como diagnóstico, liderança, facilitação, gestão de mudanças e tomada de decisão tendem a ganhar importância.

Por isso, o desenvolvimento profissional em agilidade passa por uma combinação entre conhecimento técnico, experiência e capacidade de interpretar diferentes contextos organizacionais.

+ PMP vs CAPM vs PMI-ACP: qual certificação escolher em 2026

++ Transformação digital: o que é, como funciona e como implementar nas empresas

As discussões de 2026 apontam para uma agilidade menos concentrada na aplicação de frameworks e mais relacionada à geração de valor, adaptação e resultados.

A inteligência artificial adiciona uma nova camada a esse cenário ao automatizar tarefas, ampliar a capacidade de análise e apoiar atividades que antes consumiam mais tempo das equipes.

Ao mesmo tempo, competências humanas continuam importantes. Facilitação, comunicação, colaboração, negociação e compreensão do contexto organizacional são difíceis de substituir por ferramentas ou processos padronizados.

O principal movimento, portanto, é de maturação. A discussão sobre agilidade passa a envolver menos a pergunta sobre qual método seguir e mais a reflexão sobre como trabalhar melhor, tomar decisões com mais informação e gerar resultados para clientes e organizações.

+ Product Owner: o que faz, diferença para gerente de projetos e salário em 2026


Sobre o autor

Mario H. Trentim é membro do Board of Directors do PMI, Reitor da Allevo Tech / Qeevo Group, doutorando do ITA e autor de 13 livros sobre gestão e execução estratégica.

Atua como conselheiro e conector estratégico em organizações em transformação.

+ Clique aqui para acessar gratuitamente podcast, newsletter e materiais para download do Mario Trentim

Logo do Querobolsa

Gostando da matéria?

Inscreva-se e receba nossos principais posts no seu e-mail

Banner FOQA Últimas Notícias

Revista Vídeos

As profissões mais bem pagas em 2026

Postado em 31/03/2026

Como estudar pro ENEM 2026 do ZERO

Postado em 23/04/2026


Pronto para estudar pagando menos?

Bolsas de até 80% de desconto em milhares de faculdades por todo o Brasil.
Encontrar minha bolsa