Vestibular e Enem

Como fazer uma proposta de intervenção completa para a Redação do Enem?

Veja dicas de especialista para alcançar nota máxima nessa competência

Em resumo:

  • A proposta de intervenção vale 200 pontos (20% da nota da redação do Enem) e precisa apresentar cinco elementos obrigatórios: ação, agente, modo ou meio, efeito e detalhamento;
  • Segundo a professora Tati Fadel, usar verbos de ação, conectivos como “por meio de” e “com o objetivo de” e evitar gerúndios ajuda a construir uma proposta mais clara e facilita a identificação dos critérios pelos corretores;
  • Treinar com redações nota mil e reservar de 10 a 15 minutos para elaborar a proposta são estratégias recomendadas para desenvolver uma intervenção completa e aumentar as chances de alcançar a nota máxima na Competência 5.

Continue lendo e entenda melhor!

A proposta de intervenção é uma das partes mais importantes da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Além de encerrar o texto, ela é responsável por avaliar a capacidade do candidato de apresentar uma solução para o problema discutido ao longo da dissertação-argumentativa.

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Embora muitos estudantes concentrem seus esforços na introdução e nos argumentos, deixar a proposta de intervenção incompleta pode custar até 200 pontos, o equivalente a 20% da nota final da redação.

Mas afinal, como fazer uma proposta de intervenção completa no Enem? Confira abaixo quais são os elementos obrigatórios, os erros mais comuns e as orientações de uma especialista para construir uma proposta que atenda aos critérios de correção.

Redação do Enem 2026

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O que é a proposta de intervenção do Enem?

A proposta de intervenção é a solução apresentada pelo candidato para enfrentar o problema social discutido ao longo da redação.

Ela deve respeitar os direitos humanos e estar diretamente relacionada aos argumentos desenvolvidos no texto. Além disso, precisa apresentar uma solução viável e detalhada.

No Enem, essa etapa corresponde à Competência 5, uma das cinco competências avaliadas pelos corretores.

Quanto vale a proposta de intervenção?

A proposta de intervenção vale 200 pontos, o equivalente a 20% da nota total da redação.

Segundo a professora de redação do curso pré-vestibular Oficina do Estudante, Tati Fadel, esse peso faz dela uma das partes mais importantes do texto.

“A proposta de intervenção é importantíssima porque representa 20% da nota final da redação. São cinco competências, cada uma valendo de 0 a 200 pontos, e a proposta de intervenção corresponde justamente a uma delas. Ou seja, ela vale 200 pontos, o equivalente a 20% da nota final”, reforça Fadel.

Quais são os cinco elementos obrigatórios?

Para que a proposta seja considerada completa, ela precisa conter cinco elementos.

1. Ação

É aquilo que será feito para solucionar ou reduzir o problema apresentado. A especialista recomenda que a ação seja escrita utilizando um verbo.

Em vez de:

“É necessária a construção de novos hospitais.”

Prefira:

“É necessário que o Estado construa novos hospitais.”

Isso torna a proposta mais objetiva e evita ambiguidades.

2. Agente

É quem será responsável por executar a ação. Dependendo do tema, o agente pode ser:

  • Governo federal;
  • Estados ou municípios;
  • Ministério da Educação;
  • escolas;
  • empresas;
  • organizações não governamentais (ONGs);
  • mídia;
  • famílias;
  • sociedade civil;
  • Judiciário;
  • iniciativa privada.

Segundo Tati Fadel, identificar corretamente quem deve executar a ação é um passo essencial no planejamento da proposta.

“Primeiro, é preciso definir qual será a ação e quem será o responsável por executá-la. Esse agente pode ser o Estado, em qualquer uma de suas esferas, a sociedade civil, uma ONG, os órgãos de mídia, a iniciativa privada, a igreja, os sindicatos, as famílias, o próprio indivíduo, a polícia, a Justiça, enfim, é importante saber quem é o responsável, na sociedade, pela execução daquela ação”, esclarece Fadel.

3. Modo ou meio

Mostra como a proposta será colocada em prática. Uma dica é utilizar conectivos que facilitem a identificação desse elemento. Segundo a professora, “vale usar expressões como ‘por meio de’. Esse ‘por meio de’ ajuda bastante a identificar esse elemento”.

Exemplos:

  • por meio de campanhas educativas;
  • por meio de investimentos públicos;
  • por meio da contratação de profissionais;
  • por meio da criação de políticas públicas.

4. Finalidade (efeito)

Explica qual resultado se espera alcançar com a ação. Algumas expressões ajudam a deixar esse elemento claro:

  • com o objetivo de;
  • para que;
  • com a finalidade de;
  • a fim de.

Tati Fadel destaca: “esses conectivos mostram que o estudante sabe identificar cada elemento da proposta de intervenção, facilitando o trabalho do corretor na hora de reconhecer esses aspectos e atribuir a nota”.

5. Detalhamento

O detalhamento consiste em explicar, justificar ou exemplificar qualquer um dos outros quatro elementos. Pode ser:

  • um exemplo;
  • um dado;
  • uma justificativa;
  • uma explicação.

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Quais erros mais tiram pontos?

Alguns erros aparecem com frequência nas redações do Enem. Segundo Tati Fadel, os principais são:

  • esquecer o detalhamento;
  • não diferenciar claramente cada elemento da proposta;
  • utilizar linguagem pouco interventiva;
  • usar gerúndio, o que pode gerar ambiguidades.

Ela recomenda substituir expressões como “o governo poderia fazer” por construções mais assertivas.

Outro cuidado é evitar verbos no gerúndio: “o gerúndio, muitas vezes, produz uma ambiguidade que faz com que o corretor não saiba identificar se aquele trecho representa o modo ou meio de execução ou o efeito da proposta”.

Como treinar a proposta de intervenção?

Treinar esse tipo de conclusão durante a preparação para o Enem pode fazer diferença na nota final.

Uma das sugestões da professora é utilizar redações nota mil: “uma das maneiras mais interessantes de treinar a elaboração da proposta de intervenção é procurar na internet redações com nota alta ou nota máxima, ler todo o desenvolvimento do texto e não ler a proposta de intervenção. Depois, o estudante deve elaborar a própria proposta e compará-la com a proposta da redação nota mil”.

Ela também recomenda repetir uma estrutura-base até que ela se torne natural. “O importante é treinar esse modelo para que ele, apesar de seguir uma estrutura relativamente padronizada, fique quase automatizado no momento da prova”, aconselha Fadel.

Quanto tempo dedicar à proposta durante a prova?

Como toda a redação deve ser produzida em aproximadamente uma hora e vinte minutos a uma hora e meia, a proposta de intervenção não precisa consumir grande parte desse tempo.

Segundo Tati Fadel, entre 10 e 15 minutos costumam ser suficientes. “Como a proposta de intervenção vale bastante, mas não é o único critério de avaliação, acredito que seja possível reservar cerca de 20% desse tempo para elaborá-la. Em média, entre 10 e 15 minutos são suficientes para construir uma boa proposta de intervenção”, aponta a especialista.

Checklist para não esquecer nenhum elemento

Antes de passar a redação a limpo, confira se sua proposta responde às seguintes perguntas:

  • O que será feito? (ação)
  • Quem fará? (agente)
  • Como será feito? (modo ou meio)
  • Para quê? (efeito)
  • Há algum exemplo, explicação ou justificativa? (detalhamento)

Se a resposta for “sim” para todas elas, há boas chances de que a proposta atenda aos critérios da Competência 5 e contribua para uma pontuação mais alta na redação do Enem.

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