Em vez de elaborar um cronograma com várias horas diárias e abandoná-lo depois de algumas semanas, considere quanto tempo você realmente tem disponível e distribua os estudos ao longo da semana.
Também é importante conhecer a prova que você pretende fazer. Atualmente, o Enem é composto por 180 questões objetivas, divididas entre quatro áreas do conhecimento, além da redação.
As questões avaliam competências e habilidades de Linguagens, Ciências Humanas, Ciências da Natureza e Matemática.
Para começar, algumas estratégias podem ajudar:
- avalie seus conhecimentos: faça questões ou uma prova anterior para identificar quais conteúdos ainda domina e onde estão suas principais dificuldades;
- organize horários realistas: encaixe os estudos nos períodos que realmente estão disponíveis na rotina;
- comece aos poucos: depois de anos sem estudar, períodos menores podem ajudar a reconstruir o hábito antes de aumentar a carga;
- combine teoria e exercícios: após revisar um conteúdo, resolva questões relacionadas a ele;
- inclua revisões no planejamento: retome periodicamente conteúdos já estudados, principalmente aqueles em que costuma errar;
- reserve tempo para a redação: pratique a produção do texto dissertativo-argumentativo exigido pelo exame;
- acompanhe seu desempenho: registre erros e acertos para saber quais assuntos precisam de mais atenção.
A ideia é evitar um cronograma genérico. Quem trabalha o dia inteiro, por exemplo, pode ter uma hora disponível em alguns dias da semana e períodos maiores no fim de semana.
Nesse cenário, é mais útil construir a preparação a partir desse tempo do que estabelecer uma rotina incompatível com o cotidiano.
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Quem está há anos sem estudar não precisa tentar reaprender todo o conteúdo do Ensino Médio antes de começar a resolver questões. Uma alternativa é fazer primeiro um diagnóstico do próprio conhecimento.
Para isso, escolha uma prova anterior do Enem e resolva algumas questões de cada área, mesmo que inicialmente você não saiba responder várias delas. Depois, use o gabarito para identificar não apenas quantas acertou, mas por que errou cada questão.
No site do Inep você confere todas as provas e gabaritos de edições anteriores do Enem. Também vale consultar a Matriz de Referência do Enem, documento oficial que apresenta competências, habilidades e objetos de conhecimento que orientam a elaboração da prova.
Depois de fazer o teste inicial em alguma prova antiga, você pode separar os resultados em três grupos:
- conteúdos que ainda domina: precisam principalmente de exercícios e revisões;
- conteúdos que reconhece, mas esqueceu: precisam de uma revisão da teoria seguida de questões;
- conteúdos que não lembra ou nunca aprendeu bem: precisam entrar com mais espaço no cronograma.
A partir daí, transforme esse diagnóstico em uma rotina. Não é necessário começar estudando todos os dias. Para alguém que está há muitos anos sem abrir um livro, por exemplo, estudar 40 minutos ou uma hora em três ou quatro dias da semana pode ser um ponto de partida mais viável. Com o hábito estabelecido, o tempo pode ser ampliado gradualmente.
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Também não existe um único cronograma que funcione para todos. O planejamento deve acompanhar a rotina de cada pessoa. Veja alguns exemplos:
Para quem trabalha de segunda a sexta e folga nos fins de semana:
- segunda: 1 hora de Matemática;
- terça: 1 hora de Linguagens;
- quarta: descanso ou revisão curta;
- quinta: 1 hora de Ciências da Natureza;
- sexta: 1 hora de Ciências Humanas;
- sábado: 2 horas para conteúdos com maior dificuldade e exercícios;
- domingo: redação ou simulado, seguido da correção dos erros.
Para quem trabalha de segunda a sábado:
Nesse caso, pode ser mais realista concentrar sessões curtas durante a semana e deixar a atividade mais longa para o domingo. Por exemplo: estudar de 40 minutos a uma hora em três noites, alternando Matemática, Linguagens e Ciências da Natureza; usar outro dia para Humanas; e reservar parte do domingo para redação, questões e revisão.
Para uma mãe que cuida dos filhos e da casa:
Em vez de esperar aparecer um período de três ou quatro horas livres, o estudo pode ser dividido nos momentos que a rotina permite. Uma possibilidade é reservar 30 ou 40 minutos enquanto os filhos estão na escola ou descansando para revisar a teoria e outro período curto, mais tarde, para resolver questões. Em um dia com mais disponibilidade, ela pode fazer a redação ou um bloco maior de exercícios.
Esses exemplos não precisam ser seguidos à risca. Eles servem para mostrar que a rotina de estudos deve caber na vida que a pessoa já tem, e não depender de uma reorganização completa do cotidiano.
Dentro de cada sessão, também é possível dividir o tempo. Se houver uma hora disponível, por exemplo, você pode dedicar cerca de 30 minutos à teoria e os outros 30 minutos à resolução e correção de questões sobre aquele conteúdo.