Quanto ao fato de ainda não existir a competência de engenheiro aeroespacial no Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), órgão responsável por regulamentar as profissões de Engenharia e Agronomia, o coordenador assegura que isso não reflete na contratação desses profissionais. “Os engenheiros aeroespaciais têm se inserido com muita facilidade no mercado de trabalho, em especial na Embraer, e até mesmo criado empresas como a AERON, de egressos nossos, de grande sucesso no mercado. Existem aqueles também que têm supervisionado oficinas de manutenção e revisão de aeronaves em todo o Brasil, função esta que exige as atribuições plenas de engenharia aeronáutica, conforme estabelecido nos Regulamentos Brasileiros de Homologação Aeronáutica (RBHA). Também temos muitos egressos trabalhando no INPE, tendo a nossa ênfase astronáutica”, acrescenta.
Para se destacar na área, Papini evidencia a importância de se comunicar bem, ter inteligência emocional nos momentos de crise e ter conhecimentos sobre macroeconomia.
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Engenharia Aeronáutica
A duração da graduação em Engenharia Aeronáutica também é de cinco anos, mas o curso é voltado para o trabalho, projeto, construção e manutenção de aviões e helicópteros.
O perfil dos alunos e profissionais dessa área é semelhante ao dos engenheiros aeroespaciais, mas o coordenador Luis Henrique Santos adiciona algumas características:
- Ser curioso;
- Ter capacidade para solucionar problemas;
- Ter autonomia;
- Ter iniciativa.
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Ele também dá destaque para a importância de falar pelo menos um segundo idioma. Para aqueles que desejam ir além, saber se comunicar em francês também pode ser um diferencial. “Na aviação a gente utiliza o inglês como língua padrão, e uma segunda língua é o francês. O inglês porque os Estados Unidos é muito forte na aviação e convencionou-se dentro da indústria aeronáutica utilizar o inglês independente da nacionalidade. E o francês em função da Airbus, uma fabricante muito forte na Europa, e como grande parte do seu parque industrial está alocado na França, então o francês seria um segunda língua muito importante para se aprender”, esclarece Santos.
No Brasil, o coordenador conta que os profissionais formados podem atuar, além da indústria de fabricação e montagem de aeronaves, em obras e serviços ligados à infraestrutura aeroportuária, construção de aeroportos e gerenciamento do tráfego aéreo.
Mas para aqueles que possuem interesse em construir uma carreira internacional, Santos aconselha participar de grupos de estudo internacionais de estudo ainda na formação e, se possível, realizar um intercâmbio. Esse pode ser um grande diferencial e, por isso, é muito importante consultar quais instituições oferecem esses serviços aos alunos antes de efetuar a matrícula.
Após a formação, o coordenador recomenda o ingresso em uma especialização. “É muito interessante que o concluinte da engenharia aeronáutica continue estudando. A indústria aeronáutica é uma das indústrias mais tecnológicas dentre as demais, então é necessário que o engenheiro aeronáutico continue fazendo uma atualização dos conhecimentos constantemente”, destaca. Por isso, os cursos de pós-graduação são muito importantes.
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