
Escala 6×1: veja como funciona hoje e se o fim foi aprovado
Juliana Gottardi | 10/02/26A escala 6×1 é um modelo de jornada de trabalho em que o empregado trabalha seis dias consecutivos e descansa um dia na semana
A escala 6×1 é um modelo de jornada de trabalho em que o empregado trabalha seis dias consecutivos e descansa um dia na semana
Em resumo:
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A discussão sobre o fim da escala 6×1, modelo em que o trabalhador atua seis dias e descansa um, voltou ao centro do debate político em 2026 e mobiliza Congresso, governo e setores produtivos.
A proposta ganhou força após articulações na Câmara dos Deputados e no Senado, com expectativa de votação nos próximos meses.
O tema envolve uma mudança na organização da jornada de trabalho no Brasil e pode impactar milhões de trabalhadores contratados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
De um lado, defensores argumentam que a redução da jornada acompanha a evolução tecnológica e melhora a qualidade de vida. De outro, críticos alertam para possíveis impactos econômicos.
Mas afinal: a escala 6×1 já foi aprovada? O que exatamente muda nas propostas em discussão? E quando a nova regra poderia começar a valer? A seguir, entenda como funciona hoje e o que está em jogo no Congresso.

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A “escala 6×1” é um modelo em que o trabalhador atua por seis dias consecutivos e tem um dia de descanso na semana.
Ela se encaixa no desenho atual de jornada do país porque a Constituição permite a organização do trabalho respeitando limites máximos (como teto semanal), e a legislação garante o repouso semanal remunerado de pelo menos 24 horas consecutivas, preferencialmente aos domingos.
Na prática, muitos setores que operam todos os dias, comércio, serviços, logística, saúde, adotam escalas e revezamentos para cumprir esses limites e manter a operação funcionando.
Não. Até esta terça-feira (10), não há aprovação final de mudança constitucional que “acabe” com a 6×1. O que há é:
Ou seja: o debate avançou, mas a regra atual segue valendo até que uma mudança seja aprovada e promulgada.
A proposta associada à deputada Erika Hilton estabelece que a jornada normal:
O texto também prevê que a mudança entraria em vigor 360 dias após a promulgação.
No Senado, a PEC 148/2015 prevê aumento do descanso mínimo semanal de um para dois dias e redução do teto semanal de trabalho de 44 para 36 horas, com implementação gradual, sem permitir redução de salário para compensar a mudança.
Esse texto já foi aprovado na CCJ e depende de votações em plenário para seguir adiante.
Para uma PEC virar regra:
Na Câmara, isso significa 308 votos em cada turno; no Senado, 49 votos em cada turno. Depois, a PEC precisa ser aprovada nas duas Casas com o mesmo texto para ser promulgada.
Nada muda imediatamente. Mesmo com o avanço do debate e com a sinalização de votação em maio, a escala 6×1 segue possível até que haja aprovação e promulgação de uma mudança constitucional (ou outra alteração legal aplicável).
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