Os números segundo o Censo da Educação Superior
No Brasil, atualmente, a rede privada possui 75,3% dos alunos do ensino superior, contra 24,7% das instituições estatais. Em 2016, eram 6.058.623 estudantes matriculados em faculdades e universidades particulares e outros 1.990.078 em instituições públicas.

Fonte: Censo da Educação Superior 2016/Inep
E como anda a empregabilidade?
Uma pesquisa realizada no ano passado pelo Semesp (Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior) mostra um pouco o cenário da empregabilidade entre universitários de faculdades públicas e privadas.
Dois a cada três alunos que concluíram o Ensino Superior estão trabalhando atualmente, sendo que a maioria em sua área de formação. Um total de 44,4% dos concluintes que saíram das instituições públicas não estão trabalhando no momento, e continuam estudando em cursos de pós-graduação (56,2%), principalmente na modalidade stricto sensu (53,1% em mestrado ou doutorado). Já entre os 29,5% que não trabalham no momento e saíram de instituições privadas, a maioria (60,5%) não está fazendo outro curso atualmente.

Fonte: Semesp – Panorama dos Concluintes do Ensino Superior
A pesquisa foi realizada no primeiro semestre de 2017, com o envio de formulário eletrônico para um banco de dados de 120 mil e-mails. Participaram alunos e ex-alunos de 379 Instituições Mantidas de Ensino Superior, entre privadas e públicas, em todas as regiões do país e em 135 cursos diferentes. Foram 1.445 respostas, das quais 1.089 de participantes que já concluíram o ensino superior, sendo que a maior parte deles se formou recentemente (em 2015 e 2016), somando 69,9% do total.
O que dizem os especialistas em recrutamento
No final, o que todo mundo pensa é como essa formação vai ser vista pelo mercado, certo? As chances vão ser maiores para quem fez uma faculdade pública ou para quem estudou em uma faculdade particular?
A resposta para essa pergunta é simples. Para Ligia Oliveira, consultora de educação para carreira da Cia de Talentos, uma empresa de recrutamento, o foco é o perfil do candidato. “Felizmente, as empresas não têm triado os candidatos com base nas instituições de ensino. O enfoque da seleção é no perfil do candidato, ou seja, competências técnicas e socioemocionais que são avaliadas ao longo do processo seletivo”, destaca.
Bom, depois de todos esses pontos o mais importante é lembrar que a dedicação do aluno faz toda diferença independentemente do tipo de instituição em que ele estuda. É possível encontrar excelentes alunos nas instituições públicas e nas particulares, como também estudantes nem um pouco comprometidos nos dois tipos de instituições.
E você? Já teve que defender a sua escolha por uma faculdade pública ou particular?
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