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Qual faculdade fazer? É melhor escolher aquilo que dá dinheiro ou o que gosto?

por Natália Plascak Jorge em 11/01/18 530 visualizações

Muita gente que está decidindo qual faculdade fazer fica com uma dúvida tremenda entre escolher aquilo que pode gerar mais dinheiro no futuro ou o que gosta mais de fazer. Para isso, não há uma receita ou fórmula pronta que garanta uma decisão mais acertada, afinal, as pessoas podem dar pesos diferentes para esses critérios. A única certeza nessa hora é de que é preciso fazer algumas análises e pesquisas para se chegar a uma conclusão mais consciente e consistente.

A expectativa de muita gente é de terminar o Ensino Médio e seguir logo para a faculdade. Algumas pessoas seguem um caminho diferente, entrando no mercado de trabalho pela necessidade de complementar o orçamento da família e depois focam no Ensino Superior. O fato é que alguma hora a decisão de qual faculdade fazer precisa ser tomada.

Para ajudar aqueles que ainda estão um pouco perdidos e precisando de orientação, a Revista QB conversou com alguns especialistas no assunto. Dê só uma olhada nos pontos que podem ser analisados para se fazer essa escolha. Basicamente, é necessário olhar para dentro de si e para fora, para saber mais sobre os cursos e o mercado de trabalho.

O que considerar na hora de escolher qual faculdade fazer

  1. Busque autoconhecimento
    Isso significa ter uma consciência maior sobre as suas preferências e competências. Aqui a ideia é que você faça uma análise profunda sobre o que você gosta, como disciplinas e coisas que você possui mais afinidade. O importante é que você tenha autonomia e seja protagonista dessa escolha.
  2. Converse com pessoas que atuam no mercado de trabalho
    Falar com profissionais dessas áreas que você selecionou como possibilidades também ajuda. Assim, você pode solucionar possíveis dúvidas sobre os cursos e a atuação no mercado de trabalho. Essa pode ser uma ótima oportunidade para desmistificar muitos aspectos das carreiras.
  3. Pesquise sobre as universidades
    A pesquisa é uma grande parceira nessa tomada de decisão. Um leque de alternativas pode se abrir e a visão sobre o curso ficar ainda mais ampliada. Você pode estudar tudo sobre ele: grade curricular, estrutura, instalações das faculdades, especialidades (algumas universidades são mais voltadas para a parte acadêmica; outras são mais práticas e direcionadas para o mercado).
  4. Discuta isso em família
    Os pais podem ser grandes aliados e dar suporte nesse momento de decisão com o incentivo à busca de referências com profissionais, pesquisa de informações e ao ganho de confiança para tomar as melhores decisões. "É muito difícil não influenciar, mas é importante que os pais saibam que o que mais os filhos precisam é de apoio. Eles precisam se sentir encorajados para o que está por vir. Os pais podem ser bons ouvintes também e ajudar seus filhos na busca por autoconhecimento", afirmou  Milie Haji, gerente de projetos da Cia de Talentos.

Quais perguntas podem ser feitas quando se está decidindo qual faculdade fazer

  • O que gosto de fazer?
  • Em que tenho mais afinidade?
  • No que dizem que sou bom?
  • Meus amigos me procuram para pedir ajuda em que situações?
  • Como está o mercado de trabalho nesta área?
  • Conheço alguém para perguntar sobre o dia a dia?

Fonte: gerente de projetos da Cia de Talentos, Milie Haji.

O que é importante quando se está decidindo qual faculdade fazer?

É importante considerar interesses pessoais, possibilidades de formação e ter o máximo possível de informações sobre o curso e a profissão. Vale aqui o alerta de não se basear apenas em uma fonte de informação, pois ela pode representar parte da realidade.

Segundo Maria da Conceição Uvaldo, coordenadora do Centro-Escola do Instituto de Psicologia da USP e psicóloga do Serviço de Orientação Profissional da USP, as recomendações são:

  • leia sites especializados e guias de profissões;
  • converse com profissionais e com alunos dos cursos;
  • visite as faculdades;
  • compartilhe essa discussão com seus pais.

Enfim, faça uma busca ativa de informações em fontes diversificadas. Esse processo de poderá contar com o auxílio dos pais. É importante que eles compreendam que o mundo do trabalho é bastante complexo e mutante, portanto algumas máximas, como "essa profissão dá dinheiro, essa não", ou ainda "sempre haverá mercado para essa carreira", devem ser no mínimo questionadas e se procurar informações atualizadas.

Profissões clássicas como a de médico, por exemplo, tem passado por grandes reformulações e vão continuar passando a ponto de alguns profissionais considerarem que a Medicina que conhecemos hoje terá pouco a ver com a prática daqui a cerca de 10 anos. A própria função do médico mudou no decorrer do tempo. Hoje, dificilmente uma avaliação médica não precise de exames e da tecnologia.

Essas mudanças ocorrem em maior ou menor grau em todas as profissões, daí a importância de se criar o hábito de estar sempre atento às mudanças não apenas na sua especialidade, mas no mundo do trabalho como um todo. Essa forma de organização gera muitas possibilidades e inovações. A carreira vai sendo construída no decorrer do tempo e não está mais pré-desenhada como em outros tempos. Por isso, a orientação profissional nesse sentido passa a ser uma possibilidade de ajuda em todo esse percurso e não apenas na época da escolha de curso.

A Pesquisa Carreira dos Sonhos, realizada pela Cia de Talentos (uma consultoria de recrutamento), traz um dado curioso sobre o mercado brasileiro: a expectativa de que trabalho e felicidade caminhem juntos une as três faixas de profissionais analisadas. Ser feliz com o que se faz motiva 60% dos jovens, 54% da média gestão e 61% da alta liderança.

E se você errar no meio do caminho?

Muita gente também fica com medo de errar, não é mesmo? Para essas pessoas, o conselho é claro. “Costumo dizer que quanto mais jovem, mais tempo para errar você tem e mais tempo para buscar a melhor solução também. Acredito que o erro seja bem comum e, muitas vezes, necessário para encontrar as respostas. As escolhas equivocadas trazem maturidade, conquistas, superação e, quando se é jovem, fica mais fácil ainda, pois você terá bastante tempo para acertar. Certamente, quem escolheu um curso de forma errada, pode ter experiências diferentes, aprender algo novo, nunca é perdido. No mundo tão dinâmico em que vivemos, a coragem para assumir suas escolhas, erros, experiências e mudanças é mais do que necessária, ela abre portas!”, destacou Milie.

Outro ponto importante é que, diferentemente de outras épocas, a escolha de um curso técnico ou superior não é necessariamente a escolha de uma atividade, carreira ou profissão. “O mundo do trabalho está cada vez mais complexo e a formação é apenas uma base para o desenvolvimento profissional. Assim, é comum encontrarmos biólogos trabalhando como administradores, engenheiros em Marketing e psicólogos em Publicidade. Ou seja, o curso não é determinante na função que será ocupada no mundo do trabalho. O que é imprescindível é uma boa formação, atualização e observação constante das mudanças que estão ocorrendo na sua prática profissional. É fundamental que o jovem tenha esse tipo de perspectiva para poder pensar na sua carreira, ou seja, a escolha de um curso é um primeiro passo e um passo importante, mas apenas o primeiro passo”, lembrou Maria da Conceição. 

Fique de olho

  • Você sabia que muitas universidades possuem visitas monitoradas para que os estudantes conheçam mais sobre os cursos? Dê uma olhada e veja se as instituições em que você tem interesse possuem esse tipo de serviço.
  • As feiras de profissões, comuns em muitas universidades, também podem ajudar porque mostram o funcionamento de seus cursos por meio de relatos de calouros, veteranos e coordenadores. Fica a dica!
  • Uma boa alternativa para quem está nessa fase de decisão é o Serviço de Orientação Profissional. A USP (Universidade de São Paulo), por exemplo, atende qualquer pessoa com mais de 14 anos e tem atendimentos específicos: preparação para a escolha, 2ª e 3ª escolha, nova escolha para universitários com dúvidas de continuidade de curso, planejamento de carreira para recém-formados, orientação de carreira para profissionais e orientação para aposentadoria. 

Ainda não sabe qual faculdade fazer? Compartilhe com a gente nos comentários.


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Vestibular e Enem

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