O que muda com o Novo Ensino Médio?
O modelo de aprendizagem do Novo Ensino Médio garante a possibilidade para que jovens terminem o ciclo de ensino com uma formação técnica e profissionalizante. Dessa forma, foi preciso fazer uma série de mudanças em sua estrutura curricular.
A alteração da grade curricular é uma das principais mudanças do Novo Ensino Médio. O novo modelo passará a ser dividido em áreas de conhecimento, assim como é no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Assim, as antigas disciplinas serão diluídas em tais áreas, ficando da seguinte forma:
-
linguagens e suas tecnologias (abordará as disciplinas de Arte, Educação Física, Língua Portuguesa e Inglesa);
-
matemática e suas tecnologias (abordará a disciplina de Matemática);
-
ciências da natureza e suas tecnologias (abordará as disciplinas de Biologia, Física e Química) ;
-
ciências humanas e sociais aplicadas (abordará as disciplinas de História, Geografia, Sociologia e Filosofia);
Além disso, no antigo modelo os alunos tinham que cumprir 2.400 horas ao longo dos três anos. Agora, a carga horária mudou para 3.000 horas, que foi dividida em: 1.800 horas para formação básica dos estudantes e 1.200 horas destinadas aos itinerários formativos.
O que são os itinerários formativos?
Os itinerários formativos são conjuntos de disciplinas, projetos e oficinas que os alunos poderão escolher cursar durante o Ensino Médio. Assim, através de tais itinerários, eles poderão aprofundar suas competências de uma a duas áreas de conhecimento que tenham interesse.
Portanto, a partir das opções de itinerários formativos que a escola oferecer, o aluno deverá escolher aquele que se identifica mais. Segundo Áquila Barros, especialista em formação complementar e gestor de projetos educacionais da BEĨ Educação, “os estudantes podem diversificar e enriquecer sua formação, descobrir afinidades e exercitar competências necessárias para a vida adulta.”
Porém, a escolha desses itinerários formativos pode ser difícil. Assim, Barros dá 5 dicas para que os estudantes consigam aproveitar melhor os itinerários formativos. São elas:
1) Se interessar pelo itinerário escolhido:
De acordo com ele, o intuito da criação dos itinerários formativos não é para que os estudantes se limitem. Portanto, é preciso que eles sintam um verdadeiro interesse pelos assuntos escolhidos.
2) Utilizar os itinerários como teste para uma futura escolha profissional:
A escolha de um curso na faculdade pode ser muito difícil para os jovens. É muito comum, por exemplo, eles começarem a cursar algo e, após algum tempo, acabarem não se identificando com a escolha. De acordo com Áquila, isso pode mudar com os itinerários formativos pois:
“Os itinerários podem servir como uma simulação prática do que o jovem irá estudar em determinado curso, então essa é uma grande vantagem para testar escolhas profissionais”.
Leia também:
+ Como ajudar meu filho a escolher a profissão certa?
3) Estar aberto a conhecer assuntos:
Os estudantes precisam estar dispostos a conhecerem novos temas e assuntos. Assim, através da formação complementar, eles podem descobrir vocações que nem eles mesmos sabiam.
4) Conversar com professores e psicólogos
A indecisão no processo de escolha dos itinerários formativos é muito comum. Por isso, Barros aconselha que os alunos aproveitem e tirem dúvidas, conversem sobre suas expectativas em relação ao Ensino Médio e o que desejam nessa etapa com os profissionais da escola. Com certeza eles irão dar uma excelente orientação para eles.
5) Interaja com colegas e fortaleça laços
As matérias optativas são ótimas formas para os alunos enriquecerem os assuntos. Porém, para Áquila, elas também são oportunidades deles aprenderem a trabalhar em grupo e fortalecer laços sociais.
Atualmente, as competências socioemocionais são muito valiosas para a vida adulta. Portanto, compreender as diferenças, saber conciliar interesses e saber quando ouvir e falar são questões que algumas escolas costumam deixar de lado. Porém, conhecer pessoas novas e a possibilidade de trabalhar em grupo são os benefícios dos itinerários formativos, de acordo com Barros.
Leia também:
+ Vacina obrigatória: as escolas devem exigir o passaporte vacinal?
+ Confira os melhores estados para a educação