
30 métricas que todo Analista de Dados deve conhecer
| 27/08/26De CAC e LTV a ROI e Churn Rate. Conheça as principais métricas de negócios que todo analista de dados deve conhecer
Descubra o que significa ETL, entenda como funciona a limpeza de dados corporativos e conheça as ferramentas mais exigidas
Em resumo:
Vivemos na era do Big Data, em que os dados são considerados o recurso mais valioso do mundo corporativo. É por isso que, mais do que nunca, ter informações claras à disposição é inegociável.
Para garantir o acesso a bases de dados limpas entra em cena o processo de ETL (Extração, Transformação e Carga). A prática garante que as informações brutas sejam traduzidas em registros precisos.
A seguir, entenda como o fluxo funciona e por que essa habilidade se tornou um requisito obrigatório nas vagas mais bem pagas do setor.

ETL é a sigla em inglês para Extract, Transform, Load (Extração, Transformação e Carga). Trata-se de um processo em que as informações são coletadas, limpas, padronizadas e, por fim, enviadas para um banco de dados centralizado.
O processo antecede a construção de relatórios e elimina redundâncias, garantindo métricas confiáveis para a tomada de decisão.
Para entender a importância dessa rotina, é preciso destrinchar as três etapas sequenciais que dão nome à sigla. Todo processo de integração de dados segue esta ordem:
Se você pesquisar por vagas de analista de dados, cientista de dados ou analista de BI, verá que a sigla ETL está na lista de requisitos obrigatórios. O motivo é simples: nenhum painel de Business Intelligence e nenhum modelo preditivo funciona com dados sujos.
Profissionais que sabem estruturar rotinas de ETL são disputados no mercado de trabalho porque são eles que garantem a “verdade” dos dados.
O mercado oferece dezenas de soluções de integração, desde opções voltadas para quem gosta de escrever códigos do zero até plataformas visuais onde basta “arrastar e soltar” blocos de comando.
As principais ferramentas exigidas nas vagas atuais são:
Historicamente, o desenvolvimento de rotinas de ETL era uma responsabilidade exclusiva do engenheiro de dados.
Ele era o profissional de TI focado em construir os “encanamentos” (pipelines) que transportavam os dados dos servidores brutos até o banco de dados final.
Hoje, no entanto, essa linha divisória praticamente desapareceu. Com o barateamento e a simplificação das ferramentas, as empresas exigem que os analistas de dados tenham cada vez mais autonomia.
Em vez de abrir um chamado e esperar semanas para que a equipe de engenharia limpe uma planilha nova do setor de marketing, o próprio analista deve ter a capacidade de extrair esse arquivo, aplicar as transformações necessárias e integrar a tabela ao seu relatório.
Se você está mergulhando na área de dados, é muito provável que já tenha se deparado com uma variação sutil, porém estrutural, da sigla: o ELT (Extract, Load, Transform).
Note que a ordem das duas últimas letras foi invertida. Essa mudança reflete a evolução tecnológica dos servidores.
Em décadas passadas, as empresas precisavam transformar e limpar os dados antes de salvá-los no banco final. Hoje, com a computação em nuvem (Cloud Computing) tornou-se comum extrair os dados brutos e carregá-los (Load) diretamente no repositório final.
A limpeza e a transformação (Transform) são feitas depois, apenas sob demanda. Isso tornou o processamento de grandes volumes de Big Data muito mais rápido e flexível.
A melhor maneira de aprender as técnicas de extração e transformação não é lendo tutoriais, mas “sujando as mãos” com dados reais.
Você não precisa trabalhar em uma grande empresa para começar a construir o seu portfólio. A internet está repleta de bases de dados gratuitas que simulam perfeitamente o caos do mundo real e que você pode usar para praticar.
O primeiro passo é acessar portais como o Kaggle ou o Portal de Dados Abertos do Governo, baixar arquivos, escolher uma ferramenta inicial e importar esses dados.
Também pratique a remoção de valores nulos, divida colunas que vieram agrupadas de forma errada e padronize os textos.
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