
Gag, FOMO, old: veja o significado das gírias da geração Z
Isabella Baliana | 17/04/26Veja o significado das gírias da Geração Z, como “gag”, “fomo”, “delulu”, “plot” e “old”, e aprenda como usá-las.
Em resumo:
Após o Congresso Nacional deliberar sobre o crime de misoginia nesta terça-feira (24), o assunto repercutiu nas redes sociais, expondo um desconhecimento coletivo sobre o termo.
Na plataforma X (antigo Twitter), parte dos usuários questiona o significado da palavra, enquanto a busca “o que é misoginia?” atinge os trending topics (assuntos mais buscados) do Google.
Para responder a essa dúvida comum, a Revista Quero explica, a seguir, o que é a misoginia, qual é a origem do termo e por que o tema é relevante quando se trata de políticas públicas.

De forma direta, a misoginia é o ódio, a aversão ou o preconceito extremo contra mulheres.
Trata-se de um conjunto de ações que visam desvalorizar, silenciar e hostilizar a figura feminina na sociedade.
A misoginia é um dos motores da violência de gênero e pode ser considerada o braço mais agressivo e radical do machismo estrutural.
A palavra tem origem no idioma grego antigo e é formada pela união de dois termos:
Embora a palavra exista há séculos, o conceito ganhou força acadêmica e social a partir do século XX, com os estudos feministas e de sociologia, que passaram a usar o termo para explicar a violência direcionada às mulheres.
Uma pessoa misógina é aquela que nutre o ódio, aversão ou profundo desprezo por mulheres.
Por vezes, trata-se de um indivíduo integrado à sociedade, mas que demonstra sua aversão por meio de comportamentos e crenças limitantes.
Suas atitudes costumam incluir:
Essa é uma das dúvidas mais comuns quando o assunto ganha as redes sociais. Embora intimamente relacionados, os conceitos têm diferenças fundamentais:
A aversão às mulheres não se resume apenas a agressões físicas. Ela se infiltra em diferentes camadas da sociedade, apresentando-se por meio de:
Nesta terça-feira (24), o Senado Federal aprovou por unanimidade um projeto de lei que inclui a misoginia na Lei do Racismo (Lei nº 7.716/1989). Na prática, a medida equipara o ódio e a aversão às mulheres aos crimes de preconceito de cor, etnia, religião e nacionalidade.
Com a deliberação, os crimes de misoginia passam a ser inafiançáveis e imprescritíveis — ou seja, o acusado não pode pagar fiança para responder em liberdade e o crime não perde a validade com o passar do tempo.
As penas variam conforme a gravidade do ato:
Agora, o projeto de lei segue para análise da Câmara dos Deputados. Se for aprovado sem alterações no texto-base, o projeto será encaminhado para a sanção presidencial para, então, virar lei.
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