
Qual é a nota máxima do Enem? A resposta não é 1000 (e a TRI explica o motivo)
Juliana Gottardi | 16/01/26Entenda como funciona o cálculo da nota do Enem 2025
Entenda como funciona o cálculo da nota do Enem 2025
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Quem vê a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) pela primeira vez costuma imaginar uma lógica simples: acertou tudo, tirou 1.000. Mas isso só vale para a redação. Nas provas objetivas, a história é outra: não existe um “teto” fixo definido antecipadamente, porque a pontuação é calculada pela Teoria de Resposta ao Item (TRI), método que considera a coerência dos acertos e o nível de dificuldade das questões.
A consequência é que as notas máximas (e mínimas) das provas objetivas variam em cada edição e podem mudar de uma área para outra. O Inep só divulga esses extremos quando publica os resultados oficiais.

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Nas quatro áreas objetivas (Linguagens, Ciências Humanas, Ciências da Natureza e Matemática), não há um valor máximo predefinido. Isso acontece porque a TRI não calcula a nota só com base no total de acertos: ela observa se o padrão de respostas foi consistente (por exemplo, acertar questões difíceis tende a pressupor acertos nas fáceis).
Por isso, o Inep explica que as notas mínima e máxima dependem do conjunto de itens da prova. Como as questões mudam a cada ano, os limites também mudam.
A redação do Enem tem, sim, uma escala fixa: a pontuação vai até 1.000 pontos, somando cinco competências avaliadas (0 a 200 em cada uma). Esse é o único componente do exame em que faz sentido falar em “nota máxima” como um número fechado.
A Teoria de Resposta ao Item (TRI) é a metodologia usada para calcular as notas das provas objetivas do Enem. Diferentemente de modelos que consideram apenas o número de acertos, a TRI avalia como o candidato respondeu às questões, levando em conta a coerência do padrão de respostas e o nível de dificuldade de cada item. O objetivo é medir a proficiência real do participante e reduzir o impacto de acertos ao acaso.
Na prática, isso significa que acertar questões difíceis pressupõe o domínio das habilidades mais básicas, representadas pelas questões fáceis. Quando esse padrão não aparece — por exemplo, erros em itens simples e acertos em itens complexos — o sistema entende que pode ter havido chute e ajusta a nota.
Essa metodologia é adotada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira para tornar a correção mais precisa e comparável entre diferentes edições do exame.
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