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Técnico em eletrônica tem CREA? Entenda como funciona o registro profissional

Técnico em eletrônica tem CREA? Veja como funciona o registro no CRT, diferenças e como atuar legalmente.

Em resumo:

  • O técnico em eletrônica não tem CREA, mas deve ter registro no CRT, conforme a Lei nº 13.639/2018.
  • O CRT emite o TRT, equivalente à ART do CREA, permitindo responsabilidade técnica.
  • O registro é obrigatório para atuar legalmente e amplia oportunidades no mercado.

Técnico em eletrônica tem CREA? Essa é uma das dúvidas mais comuns entre quem está pesquisando sobre a profissão ou pensando em iniciar um curso técnico na área. Afinal, o registro profissional é essencial para atuar legalmente, assinar projetos e conquistar melhores oportunidades no mercado de trabalho.

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Neste conteúdo, você vai entender como funciona a regulamentação da profissão, qual é o conselho correto para registro, as diferenças entre CREA e CRT, o que é o TRT e por que o registro é tão importante para a carreira. Ao final, também mostramos como encontrar uma bolsa de estudos para começar sua formação.

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Imagem de freepik

O que faz um técnico em eletrônica?

O técnico em eletrônica é um profissional de nível médio com formação técnica especializada, preparado para atuar diretamente na instalação, manutenção, diagnóstico, testes e reparo de sistemas e equipamentos eletrônicos. Sua atuação é essencial para garantir o funcionamento correto de máquinas, dispositivos e sistemas automatizados utilizados em indústrias, empresas e diversos setores tecnológicos.

Esse profissional trabalha com componentes eletrônicos, circuitos analógicos e digitais, sistemas de controle, dispositivos automatizados e instrumentação técnica. Sua rotina envolve atividades práticas que exigem precisão, raciocínio lógico e domínio de normas técnicas e de segurança.

Entre suas principais atribuições estão:

  • Montagem, manutenção preventiva e corretiva de equipamentos eletrônicos
  • Diagnóstico e análise de falhas em circuitos
  • Instalação e configuração de sistemas de automação industrial
  • Leitura e interpretação de diagramas elétricos e esquemas técnicos
  • Testes e medições com multímetros, osciloscópios e outros instrumentos
  • Suporte técnico em processos produtivos e industriais
  • Implementação de melhorias em sistemas eletrônicos

O técnico em eletrônica pode atuar tanto em campo quanto em ambientes internos, como fábricas, laboratórios, centros de manutenção, empresas de tecnologia e telecomunicações.

Com o avanço da indústria 4.0, automação industrial e digitalização de processos, esse profissional passou a ter papel ainda mais estratégico nas organizações.

Técnico em eletrônica tem CREA?

Não. Essa é uma dúvida muito comum entre estudantes e profissionais da área. Desde 2018, os técnicos industriais de nível médio deixaram de integrar o sistema Confea/Crea.

A mudança ocorreu com a promulgação da Lei nº 13.639/2018, que instituiu o CFT (Conselho Federal dos Técnicos Industriais) e os CRTs (Conselhos Regionais dos Técnicos Industriais).

A partir dessa legislação, os técnicos passaram a ter conselho profissional próprio, desvinculado do CREA.

Portanto, o técnico em eletrônica deve realizar seu registro no CRT da sua região, e não no CREA.

Por que o técnico não é registrado no CREA?

O CREA (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia) é destinado exclusivamente a profissionais de nível superior, como:

  • Engenheiros
  • Agrônomos
  • Geocientistas
  • Tecnólogos

Já o técnico em eletrônica possui formação técnica de nível médio, o que o enquadra no sistema CFT/CRT.

Essa distinção respeita a diferença de formação acadêmica e atribuições profissionais entre técnicos e engenheiros. Embora ambos possam atuar em áreas semelhantes, suas responsabilidades legais e limites técnicos são definidos de maneira específica pela legislação.

Por que houve a separação entre CREA e CRT?

A separação teve como principal objetivo garantir maior representatividade e autonomia administrativa aos técnicos industriais.

Antes da criação do CFT, técnicos e engenheiros estavam vinculados ao mesmo sistema. No entanto, havia demandas por um conselho específico que compreendesse melhor as atribuições técnicas de nível médio.

A Lei nº 13.639/2018 estabeleceu:

  • Criação do CFT
  • Criação dos CRTs
  • Estrutura própria de fiscalização
  • Definição de atribuições profissionais específicas
  • Independência administrativa em relação ao sistema Confea/Crea

Com isso, os técnicos passaram a ter regulamentação própria, normas específicas e maior organização institucional, fortalecendo a categoria profissional.

O que é o TRT e qual sua importância?

O TRT (Termo de Responsabilidade Técnica) é o documento emitido pelo CRT que permite ao técnico assumir formalmente a responsabilidade técnica por determinado serviço ou atividade.

Ele funciona de maneira equivalente à ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) emitida pelo CREA, porém é exclusivo para profissionais técnicos de nível médio.

O TRT é fundamental para:

  • Formalizar a execução de serviços técnicos
  • Garantir respaldo jurídico ao profissional
  • Comprovar habilitação e regularidade
  • Atuar em contratos empresariais
  • Participar de processos licitatórios
  • Assumir responsabilidade por instalações e manutenções

Sem o TRT, o técnico não pode assumir oficialmente determinados serviços que exigem responsabilidade técnica registrada.

Registro no CRT é obrigatório?

Sim. O registro no CRT é obrigatório para o exercício legal da profissão.

Sem esse registro, o profissional pode:

  • Ter impedimentos legais para atuar
  • Não conseguir emitir TRT
  • Enfrentar dificuldades de contratação formal
  • Sofrer sanções administrativas

Empresas que atuam de forma regular exigem que seus técnicos estejam devidamente registrados para garantir conformidade com a legislação.

Documentos necessários para registro no CRT

Após concluir o curso técnico, o profissional deve solicitar seu registro no CRT correspondente ao estado onde irá atuar.

Normalmente, são exigidos:

  • Diploma ou certificado de conclusão do curso técnico
  • Histórico escolar
  • Documento oficial com foto
  • Comprovante de residência
  • Pagamento da taxa de registro

O processo costuma ser realizado online, diretamente no site do CRT regional.

Manter o registro ativo é essencial para garantir segurança jurídica, credibilidade e atuação profissional regular.

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Mercado de trabalho para técnico em eletrônica

O mercado de trabalho para técnicos em eletrônica é amplo e diversificado. Com o avanço da automação, da robótica e dos sistemas inteligentes, a demanda por profissionais capacitados aumentou significativamente.

O técnico pode atuar em:

  • Indústrias de manufatura
  • Empresas de automação industrial
  • Telecomunicações
  • Empresas de manutenção e assistência técnica
  • Setor de energia
  • Empresas de tecnologia
  • Centros de pesquisa e desenvolvimento

Além disso, muitos profissionais atuam de forma autônoma, prestando serviços técnicos especializados.

Ter registro no CRT aumenta a credibilidade profissional e amplia as oportunidades de atuação.

Quanto ganha um técnico em eletrônica?

A remuneração do técnico em eletrônica varia conforme região, porte da empresa, experiência e nível de especialização.

Em média:

  • Profissionais iniciantes: entre R$ 2.000 e R$ 3.500
  • Profissionais com experiência: podem ultrapassar R$ 5.000
  • Técnicos que assumem responsabilidade técnica e atuam em ambientes industriais complexos podem alcançar rendimentos ainda maiores

A especialização contínua e a atualização tecnológica são fatores que impactam diretamente no crescimento salarial.

Vale a pena fazer o curso técnico em eletrônica?

Sim. O curso técnico em eletrônica é uma excelente opção para quem deseja entrada rápida no mercado de trabalho, boa empregabilidade e atuação em um setor estratégico da economia.

Entre os principais benefícios estão:

  • Formação mais rápida que uma graduação
  • Investimento financeiro mais acessível
  • Alta demanda profissional
  • Possibilidade de crescimento na carreira
  • Base sólida para cursar engenharia futuramente

Além disso, a formação técnica proporciona experiência prática e contato direto com tecnologias industriais, o que aumenta a empregabilidade.

Como se tornar técnico em eletrônica?

Para atuar na área, é necessário concluir um curso técnico reconhecido pelo MEC.

Durante a formação, o estudante desenvolve competências em:

  • Eletricidade básica e aplicada
  • Circuitos analógicos e digitais
  • Sistemas embarcados
  • Automação industrial
  • Instrumentação e medições técnicas
  • Segurança do trabalho
  • Normas técnicas e regulamentações

Após a conclusão do curso, o próximo passo é solicitar o registro no CRT, tornando-se oficialmente habilitado para exercer a profissão.

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