Na última semana, o Conselho Universitário da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) aprovou a adoção do sistema de cotas étnico-raciais para o ingresso nos cursos de pós-graduação de toda a instituição.
A aplicação das cotas nos programas de pós-graduação deve começar a valer a partir dos próximos processos seletivos, segundo a universidade. O percentual mínimo de vagas para cotas é 25% do total, mas a previsão é que esse número chegue a 37,2%, valor proporcional à fatia de moradores autodeclarados pretos e pardos no estado de São Paulo.
No entanto, um fato importante de se destacar é que, antes mesmo da aprovação, a Unicamp já possuía 11 faculdades e institutos de pós-graduação que ofereciam vagas para cotistas, a começar pelo Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), que foi pioneiro e aderiu à política de cotas em 2015.
A grande mudança é que, a partir de agora, a medida irá valer para todos as áreas e institutos, contribuindo para o aumento da inclusão e pluralidade na universidade, conforme afirmou a pró-reitora de Pós-Graduação Rachel Meneguello:
“A aprovação dessa ampliação das ações afirmativas por meio de cotas étnico-raciais nos programas de pós-graduação é um passo fundamental na política de inclusão da Unicamp”, disse. Respondendo a demandas da sociedade, a Universidade vem adotando várias medidas que buscam aperfeiçoar as condições de funcionamento que qualificam a sua natureza pública e democrática”, disse.
Possuem direito às cotas ético-raciais nos cursos de pós-graduação todos aqueles que são autodeclarados pretos, pardos e indígenas e fizeram todo o ensino médio em escolas da rede pública de ensino.
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