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Vestibular e Enem

USP 2021: "o mundo contemporâneo está fora de ordem?" é de tema de redação da Fuvest

O primeiro dia da segunda fase do vestibular da Universidade de São Paulo (USP) é formado por dez questões de português sobre interpretação de texto, gramática e literatura e uma redação.

Nessa edição, o tema para a dissertação foi a seguinte pergunta: "o mundo contemporâneo está fora de ordem?". Na opinião de Felipe Leal, professor de redação do Curso Anglo, o tema escolhido foi algo "bem típico" da banca da Fuvest, responsável pela elaboração da prova, que busca em suas propostas busca tematizar o mundo em que os jovens vivem provocando uma visão crítica e autoral. 

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Para auxiliar os participantes, foram disponibilizados cinco textos na coletânea, entre eles, o trecho de um poema de Carlos Drummond de Andrade, uma música de Caetano Veloso, uma charge do ilustrador argentino Quino e um fragmento do discurso da ativista Greta Thumberg.


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"Na coletânea, os textos base da Fuvest não devem ser a principal referência para o texto, já que a própria banca tradicional não estimula o uso do aparato, mas eles são uma excelente orientação de recorte temático. Então, chama a atenção ali, principalmente, duas questões: econômica e ambiental", explica o professor de redação.

Na questão econômica, Felipe destaca o neoliberalismo, que resulta na criação de uma socidade desigual: "Há uma sugestão de que isso é mais amplo, como uma espécie de maquinização do mundo, com a figura da 'A Máquina do Mundo', que parece que de certa forma ela submete sobre a natureza e a todos nós uma espécie de ordem desumanizadora."

Sobre a temática ambiental, o discurso da Greta Thumberg relembra as mudanças climáticas. Para o profesor essas duas questões, podem ser relacionadas com o uso do consumismo, por exemplo, que resulta em uma visão exploratória da natureza na obtenção de lucros, utilizando a natureza apenas como fonte de recurso, o que provoca o problema ambiental.

"Como a pergunta é muito ampla e a banca não impede que você vá além da coletânea, ela estimula isso quem quis falar de política, por exemplo, de crise da democracia contemporânea, surgimento de tendências extremistas também caberia", sugere. 

Veja na íntegra a análise da proposta feita pelo Anglo Resolve

Nesta edição de 2021, a Fuvest seguiu a tradição de solicitar dos alunos uma dissertação em prosa sobre um tema bastante amplo e bem atual. Seguindo a tendência dos últimos anos, o tema foi exposto por meio de uma pergunta: “O mundo contemporâneo está fora de ordem?”. Trata-se, sem dúvidas, de um assunto muito significativo e de grande relevância ao momento que estamos vivendo, já que se relaciona a diversas questões sociais, econômicas e políticas, além de ser uma temática que deve fazer parte da reflexão de qualquer aluno concluinte de Ensino Médio. Entretanto, apesar de ser uma proposta que não traz grande desconforto aos candidatos, alguns dos textos demandaram uma atenção especial, a fim de que o recorte temático fosse compreendido de maneira correta, e o aluno pudesse encaminhar adequadamente a discussão em seu texto.

A coletânea é composta por cinco textos de apoio. O primeiro, de Pierre Dardot e Christian Laval, discorre sobre a lógica neoliberalista presente na maioria dos países. Fica muito claro, a partir do trecho, que os pensadores franceses acreditam que a lógica neoliberalista – de absoluta liberdade de mercado com pouca ou nenhuma intervenção estatal – define o padrão de vida das sociedades atuais, as quais são permeadas pela intensa competição econômica. Todo esse processo acaba afetando tanto as relações sociais como os indivíduos, que devem “(...) comportar-se como uma empresa”.
O texto 2 é um trecho do famoso poema de Carlos Drummond de Andrade, “A máquina do mundo”. O autor traz reflexões sobre a existência humana e seu lugar no mundo além de observar que existe uma ordem maior (o neoliberalismo?) que faz com que o ser humano aja de maneira automática e repetitiva. Em nome da técnica, o mundo passa por uma eliminação das interações sociais, da racionalidade e do diferente.

O terceiro texto, um trecho da música de Caetano Veloso, “Fora de Ordem”, explicita a visão claramente pessimista do cantor em relação ao Brasil, que está em “ruínas”. Ainda que a letra tenha sido escrita em um contexto completamente diferente, o significado nela contido ainda é muito atual, já que vivemos em um cenário crítico no país, relacionado a crises de saúde, econômica, política etc.

No texto quatro, uma charge do cartunista Quino, Mafalda é apresentada cuidando de um mundo notadamente doente. Essa imagem leva o leitor à reflexão de que as atitudes humanas e o modo como se tem “conduzido” o mundo têm degradado cada vez mais o planeta Terra, seja no que tange a questões ambientas, seja no tocante a questões sociais.

Para finalizar, o texto 5 é parte de um discurso de Greta Thunberg, realizado no Fórum de Davos no ano de 2019. A ativista, conhecida por protestos relacionados à pauta ambientalista, deixa clara a sua indignação frente às ações humanas: os homens não devem apenas proferir discursos de esperança, mas sim mudar seu comportamento e agir a favor de mudanças significativas no clima e no meio ambiente.

Encaminhamentos possíveis:
Por se tratar de tema bastante amplo, há diversos encaminhamentos possíveis, desde que se responda à pergunta proposta. Os textos da coletânea sugerem uma abordagem crítica que enfatize o que, no mundo, não estaria em ordem, especialmente em dois eixos: o econômico e o ambiental.

A abordagem poderia se concentrar em um dos dois ou relacioná-los, por exemplo, mostrando como a ordem econômica, por meio do consumismo e do pensamento individualista e de curto prazo, é uma causa relevante do problema ambiental. Seria possível, ainda, tratar de outros aspectos, como a política, quer denunciando a desordem subjacente, quer defendendo a tentativa de imposição de uma nova ordem, não democrática.

O tema permite, ainda, reflexões e problematizações acerca da própria noção de ordem, o que poderia ser relacionado com os diferentes aspectos da questão.

Nesse contexto, destacamos alguns possíveis encaminhamentos nos seguintes eixos:

Econômico
- A proposta faz pensar no contexto mundial do final do século XX, em que, a partir do fim da União Soviética, o mundo estaria entrando em uma nova ordem, na qual a liberdade de mercado e as instituições democráticas liberais apenas se expandiriam mais e mais. O que se viu, no entanto, foram processos de aumento de desigualdade, revertendo a tendência do século XX, como tem mostrado o trabalho do economista francês Thomas Piketty, além da emergência de uma crise da própria democracia. Tal desigualdade tem sido, ainda, mais aprofundada e evidenciada no contexto da pandemia provocada pelo novo coronavírus.

- Outro aspecto importante é o modo como a dinâmica econômica, marcada por aspectos como a concorrência exacerbada, a crise econômica e o desemprego estrutural impacta nos indivíduos, reduzindo-os, muitas vezes, ao universo de um trabalho pouco autônomo. Aqui pode-se pensar, por exemplo, na chamada sociedade do cansaço, como conceituada pelo filósofo sul coreano Byung-Chul Han: cobrando a si mesmos por uma produtividade irrealizável, os indivíduos atingem um estado de cansaço extremo, muitas vezes ligado a problemas de saúde mental, como a ansiedade e a depressão.

- Por fim, é possível tratar da dinâmica do consumo. Em um mundo em que consumir está ligado à valorização social, como mostra o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, as relações de consumo tornam-se um modelo em que, às vezes, os próprios indivíduos tornam-se mercadorias e em que a felicidade se torna uma promessa sempre inalcançável. Além disso, há um consumo excessivo de recursos naturais, que agrava a emissão de gases poluentes e de dejetos de alto impacto ambiental.

Ambiental
- A proposta faz pensar em como a atual ordem econômica e política, no fundo, seria uma desordem, já que o sistema vigente parece não ser capaz de lidar com o desafio trazido pelas mudanças climáticas, acirradas nos últimos anos. Com isso, há o desafio de se criarem novos valores e propostas, seja por movimentos protagonizados por novas gerações, seja por projetos de políticas públicas como do “green new deal”, que buscam aliar a resolução de problemas ambientais à geração de emprego e renda e à diminuição da desigualdade.

- O tema do meio ambiente pode ser bem comentado a partir das ideias do filósofo Hans Jonas, segundo o qual a ética, no mundo contemporâneo, deve levar em conta os efeitos de nossas ações para as gerações futuras de seres humanos, o que demanda agir com precaução e responsabilidade.

Política
- A esfera política tem sido palco de diversas crises e transformações nos últimos tempos. A insatisfação com a não representatividade dos sistemas democráticos ocidentais tem levado a mudanças como a entrada de novos atores políticos, entre os quais encontram-se defensores de mudanças capazes de minar a própria democracia, como se vê em países como Rússia, Estados Unidos, Hungria, Índia, Polônia e Brasil, por exemplo. As redes sociais, como nova esfera pública, certamente contribuem para a tentativa de imposição de uma nova ordem, nem sempre democrática.

- Entre os eventos ligados a esse aspecto, podem-se citar grandes manifestações, desde a Primavera Árabe, passando pelos movimentos “occupy” até as manifestações de junho de 2013 no Brasil. Também se destacam aqui os questionamentos da ordem ligados às questões de gênero e raça, como uma nova e heterogênea onda de movimentos feministas e as lutas antirracismo que têm um exemplo forte em movimentos como como o “black lives matters” ou “vidas negras importam”.
Veja também: Saiba como é calculada a nota final da Fuvest

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