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Oii, Mariana! Tudo bem? A resposta mais precisa para a sua pergunta é que os supersalários são o resultado da interação entre esses dois fatores. A força corporativa age como a causa estrutural, o motor que move a máquina em busca de vantagens. São os grupos de interesse que possuem os meios, a organização e a persistência para furar o teto e criar os penduricalhos. A irresponsabilidade política age como a causa permissiva, a falha nos freios e contrapesos do sistema. É a incapacidade (ou falta de vontade) dos poderes constituídos — que deveriam representar o interesse público — de conter esses avanços corporativos. Portanto, não é uma questão de "ou um, ou outro". Os supersalários são um fenômeno complexo que evidencia tanto o poder dos grupos de pressão internos do Estado quanto a fragilidade e a falta de isenção do sistema político para arbitrar o conflito entre o interesse público e os interesses privados (corporativos) que atuam dentro da própria máquina estatal. A crise fiscal apenas escancara essa contradição, tornando-a insustentável aos olhos da sociedade.