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Biografias

Niels Bohr

Gabriela Costa Costa
Publicado por Gabriela Costa Costa
Última atualização: 11/4/2019

Introdução

as aulas de Química, sobre modelos atômicos, somos apresentados a diversas propostas construídas por cientistas após anos de estudos. Um desses modelos é o do físico dinamarquês Niels Bohr.

Os trabalhos de Bohr sobre a estrutura do átomo rendeu a ele o Prêmio Nobel de Física, em 1922.

Niels Borh (1885 - 1952) físico que ganhou o Prêmio Nobel com suas pesquisas e descobertas

Essas pesquisas, além de trazer compreensões fundamentais para o estudo de átomos, moléculas e elementos no geral, contribuíram também para a área de Física Quântica.

Biografia

Bohr nasceu dia 07 de outubro de 1885, em Copenhagem, na Dinamarca. Filho de Christian Bohr, um professor de Fisiologia na Universidade de Copenhagem, e Ellen Adler Bohr, uma jovem de uma rica e proeminente família judia.

Seu irmão era Harald Bohr, um matemático e jogador de futebol olímpico e que atuou na Seleção Dinamarquesa de Futebol. Assim como seu irmão, Niels Bohr também foi um jogador de futebol apaixonado. Tomava a posição de goleiro em partidas nas quais ele e seu irmão participavam.

A família de Bohr era ativa no mundo das ciências. Seu avô paterno, Henrik Georg Christian Bohr, por exemplo, também foi professor, seguindo para as áreas de Teologia e História. E seu filho, Aage Niels Bohr, também ganharia o Prêmio Nobel de Física em 1975.

Trajetória

Bohr mostrou talento e dedicação à pesquisa cientista quando ainda era estudante. A Academia de Ciências de Copenhague anunciou um prêmio para quem resolvesse um determinado problema científico.

Prontamente, Bohr iniciou uma investigação teórica e experimental sobre a tensão da superfície provocada pela oscilação de jatos fluidos.

Este trabalho, desenvolvido no laboratório de seu pai, ganhou o prêmio da Academia e foi publicado em “Transactions of the Royal Society”, em 1908.

Sua tese de Doutorado abordou propriedades dos metais, com a ajuda da teoria dos elétrons que ainda hoje é um clássico no campo da Física.

No outono de 1911, Bohr mudou-se para Cambridge, onde trabalhou no Laboratório Cavendish e foi orientado por Joseph John Thomson, que havia desenvolvido uma pesquisa a respeito de modelos atômicos. O seu ficou popular e conhecido como Modelo Atômico de Thomson, o “pudim de passas”.

No ano seguinte, Bohr passou a trabalhar no laboratório do professor Ernest Rutherford, em Manchester. Ali, realizou um trabalho sobre a absorção de raios alpha, que foi publicado em 1913.

Trabalhos e descobertas

Bohr passou a dedicar-se ao estudo da estrutura do átomo, baseando-se na descoberta do núcleo atômico, realizada por Rutherford.

No mesmo ano, Bohr se casou com Margrethe Norlund, com quem viria a ter seis filhos. Casado, porém não afastado de seus estudos, Bohr procurou estender ao modelo atômico proposto por Rutherford os conceitos quânticos de Planck.

Planck foi um físico alemão, considerado o pai da Física Quântica. Suas pesquisas serviram de base para vários outros cientistas ampliarem teorias em diversas áreas, como a mecânica quântica e a energia nuclear.

Bohr acreditava que, criando este novo modelo atômico, seria possível explicar a forma como os elétrons absorvem e emitem energia radiante.

Estudando o átomo de hidrogênio, Bohr formulou um novo modelo atômico, concluindo que o elétron do átomo não emitia radiações enquanto permanecesse na mesma órbita, emitindo-as apenas quando em deslocamento de um nível de maior energia para outro de menor energia.

teoria de Bohr foi sucessivamente enriquecida e representou um passo decisivo no conhecimento do átomo. A publicação de tal trabalho sobre a constituição do átomo teve uma enorme repercussão no mundo científico.

Com apenas 28 anos de idade, Bohr ganhou fama e traçou carreira brilhante. De 1914 a 1916, foi professor de Física Teórica na Universidade de Victoria, em Manchester.

Mais tarde, voltou para Copenhagem, onde foi nomeado diretor do Instituto de Física Teórica, em 1920. Dois anos depois, recebeu o Prêmio Nobel de Física, que tornou sua produção internacionalmente reconhecida.

Nesse mesmo período, Bohr escreveu o livro “The Theory of Spectra and Atomic Constitution”.

Bohr dedicou-se, também, ao estudo do núcleo atômico. O modelo de núcleo em forma de “gota de água” revelou-se muito favorável para a interpretação do fenômeno da fissão do urânio, que abriu caminho para a utilização da energia nuclear. 

O físico viu uma grande oportunidade de se aproveitar essa energia e foi até a Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, para se encontrar com Einstein e Fermi, a fim de analisar estas questões.

Com as perseguições na Segunda Guerra Mundial, Bohr teve de interromper suas pesquisas para escapar dos nazistas com sua mãe e sua esposa. Afinal, eram de origem judaica.

Seguiram para os Estados Unidos e para o projeto atômico de Los Alamos, no Novo México, e só retornou com o fim da Guerra.

Quando a bomba atômica mostrou seu poder de destruição, causando uma grande catástrofe em Hiroshima e Nagasaki, Bohr pediu imediato controle internacional, sem êxito.

Nomeado presidente da Comissão de Energia Atômica da Dinamarca, no ano de 1955, em Genebra, Bohr recebeu o Prêmio Ford “Átomos para a Paz”.

Niels Bohr faleceu em Copenhague, na Dinamarca, no dia 18 de novembro de 1962.

Ilustração: Rapaz corpulento de camiseta, shorts e tênis acenando

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