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Filosofia

Estoicismo

Natália Cruz
Publicado por Natália Cruz
Última atualização: 15/10/2018

Introdução

O Estoicismo foi criado na Grécia por volta do ano 300 a. C e faz parte do período helenístico da Filosofia.

A corrente de pensamento estóica foi criada pelo grego Zenão de Cítio e foi bastante popular entre os pensadores gregos e romanos até meados do século III d.C.

O foco da corrente estóica era o total apego e fidelidade pelo conhecimento, com isso, sentimentos, emoções e paixões deveriam ser descartados para que o homem pudesse encontrar a verdadeira e duradoura felicidade.

A filosofia socrática influencia os estóicos na busca pela virtude, o conhecimento verdadeiro. As paixões e sentimentos são, para os pensadores dessa corrente, vícios da alma.

Os estóicos não fazem distinção entre amor, ódio, raiva ou compaixão, todos os sentimentos são considerados prejudiciais a racionalidade do indivíduo. O afastamento das reações externas e sentimentos garantia aos estóicos a racionalidade e o posicionamento imparcial diante de ideias e conflitos.

Filosofia Estoica

Além do afastamento das emoções e o apego ao conhecimento para garantir a felicidade, a filosofia estóica possui ainda outras características:

  • O mundo se constitui daqui que pode ser observado;
  • A única maneira de entender a ordem e funcionamento do cosmos é a partir da racionalidade e conhecimento;
  • A ética deve ser constantemente ensinada aos homens;
  • Os problemas e dificuldades da vida devem ser desprezados;
  • A virtude é o caminho para a felicidade;
  • Negação dos prazeres e emoções;
  • Uso da apatia e indiferença;
  • Deus não é o criador de todas as coisas, no entanto,  Ele está presente em tudo.

As fases do Estoicismo

A corrente estóica é dividida em três fases com algumas características particulares.

Período Ético

Desenvolvimento do estoicismo: foco na ética e transformação do estoicismo no modelo que conhecido na atualidade.

Período Eclético

O movimento tem pensamentos mais ecléticos e menos rígidos, mas ainda seguindo as principais características. Os pensamentos de Sócrates e Platão são incorporados ao pensamento dos filósofos estóicos. Nesse período, os romanos conheceram o estoicismo.

Período Religioso

Os filósofos desse período entendem a corrente filosófica como prática religiosa e não apenas como ciência.

Principais Filósofos

Alguns pensadores gregos e romanos figuram entre os importantes nomes na construção e disseminação do estoicismo tanto pela Grécia quanto por Roma.

Zenão de Cítio (333 a.C - 263 a.C)

Criador do estoicismo, defende a busca pela virtude e conhecimento e o afastamento das paixões e emoções externas para atingir a felicidade.

Cleantes de Assos (330 a. C- 230 a.C)

Discípulo de Zenão, é o responsável pelo desenvolvimento do estoicismo e inserção do materialismo entre os pensamentos estóicos.

Panécio de Rodes (185 a.C - 109 a.C)

Filósofo grego que colaborou com a disseminação do estoicismo entre os romanos.

Sêneca (4 a.C- 75 d.C)

Um dos mais importantes pensadores do Império Romano e representante da terceira fase do estoicismo. Sêneca concentrou seus trabalhos nas áreas de ética, física e lógica ligados ao estoicismo.

Marco Aurélio (121 d.C- 181 d.C)

Imperador Romano e representante da terceira fase encara o estoicismo como prática religiosa.

Estoicismo vs. Epicurismo

A corrente filosófica criada por Epicuro, o epicurismo é considerada oposta ao estoicismo. Para os estóicos, a felicidade é encontrada a partir da virtude, do conhecimento e da negação total das paixões e emoções externas, que são consideradas vícios da alma humana. Os estóicos cultivam a Apathea, que é a indiferença a tudo externo ao indivíduo.

Os epicuristas, por sua vez, buscam os prazeres terrenos, entre eles, o amor, sexo e bens materiais. Os homens deveriam buscar nos prazeres o caminho para a felicidade.

A felicidade, portanto, é atingida segundo estóicos e epicuristas por caminhos bem distintos, considerados opostos.


Exercícios

Exercício 1
(UNISC/2012)

Nas suas Meditações, o filósofo estóico Marco Aurélio escreveu:

“Na vida de um homem, sua duração é um ponto, sua essência, um fluxo, seus sentidos, um turbilhão, todo o seu corpo, algo pronto a apodrecer, sua alma, inquietude, seu destino, obscuro, e sua fama, duvidosa. Em resumo, tudo o que é relativo ao corpo é como o fluxo de um rio, e, quanto á alma, sonhos e fluidos, a vida é uma luta, uma breve estadia numa terra estranha, e a reputação, esquecimento. O que pode, portanto, ter o poder de guiar nossos passos? Somente uma única coisa: a Filosofia. Ela consiste em abster-nos de contrariar e ofender o espírito divino que habita em nós, em transcender o prazer e a dor, não fazer nada sem propósito, evitar a falsidade e a dissimulação, não depender das ações dos outros, aceitar o que acontece, pois tudo provém de uma mesma fonte e, sobretudo, aguardar a morte com calma e resignação, pois ela nada mais é que a dissolução dos elementos pelos quais são formados todos os seres vivos. Se não há nada de terrível para esses elementos em sua contínua transformação, por que, então, temer as mudanças e a dissolução do todo?”

Considere as seguintes afirmativas sobre esse texto:

I. Marco Aurélio nos diz que a morte é um grande mal.

II. Segundo Marco Aurélio, devemos buscar a fama, a riqueza e o prazer.

III. Segundo Marco Aurélio, conseguindo fama, podemos transcender a finitude da vida humana.

IV. Para Marco Aurélio, a filosofia é valiosa porque nos permite compreender que a morte é parte de um processo da natureza e assim evita que nos angustiemos por ela.

V. Para Marco Aurélio, só a fé em Deus e em Cristo pode libertar o homem do temor da morte.

VI. Para Marco Aurélio, o homem participa de uma realidade divina.

Assinale a alternativa correta.

Ilustração: Rapaz corpulento de camiseta, shorts e tênis acenando

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