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Geografia

Geopolítica no Pós-Guerra

Gabriela Costa Costa
Publicado por Gabriela Costa Costa
Última atualização: 9/8/2019

Introdução

O período de Pós-Guerra inicia em 1945, após a Segunda Guerra Mundial e se estende até a Queda do Muro de Berlim, em 1991. Também chamado de Guerra Fria, termo cunhado em 1947 pelo assessor presidencial americano Bernard Baruch, esse período é marcado por disputas ideológicas entre Estados Unidos e União Soviética (URSS).

Essas disputas foram expressas na famosa fórmula “paz impossível, guerra improvável”, criada pelo sociólogo francês Raymond Aron. Com duas superpotências em disputa pelo poder, a Ordem Mundial organizou-se de modo bipolar ideológica, capitalismo (EUA) x socialismo (URSS).

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Contexto

Com o fim da Segunda Guerra Mundial, o mundo havia assistido a uma das maiores destruições da história.  Esperava-se, desse modo, que houvesse uma cooperação entre os países aliados (EUA, Inglaterra e URSS) em um período que, acreditava-se, seria de recuperação e paz. 

No entanto, iniciou-se o período da Guerra FriaE a competição entre as duas potências do lado vencedor, EUA e URSS, exigiu que tais potências se organizassem de acordo com suas apostas ideológicas: Capitalista (EUA) e Socialista (URSS).

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O bloco capitalista 

Devido às tensões provocadas pelas disputas entre Estados Unidos e União Soviética, novas alianças foram criadas entre países.

Com o advento da Guerra Fria, o presidente Harry Truman realizou, em 1947, um discurso no Congresso Nacional afirmando a necessidade de os países capitalistas protegerem-se da ameaça socialista. Esse discurso ficou identificado como Doutrina Truman, e afirmava a rivalidade ideológica entre países capitalistas e socialistas. Desse modo, o mundo começou se organizando de acordo com as afinidades ideológicas.

Daí, viriam iniciativas mais concretas, como alinhamentos econômicos. Uma das primeiras iniciativas dos EUA foi o Plano Marshall, auxílio financeiro para os países aliados da Europa que necessitavam se recuperar do desfalque da Segunda Guerra Mundial.

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), por sua vez, foi criada em 1949 e tinha como maior objetivo conter o avanço do bloco socialista na Europa. Consistia, desse modo, em uma aliança militar entre países capitalistas, sob direção dos Estados Unidos.

Bloco socialista

Como resposta à OTAN, o bloco socialista criou o Pacto de Varsóvia, em 1955. Era uma aliança militar que tinha, portanto, o objetivo de conter a expansão capitalista no continente europeu.

Antes disso, em 1949, formou-se no bloco socialista a Comecon, que visava a integração econômica das nações do Leste Europeu e o impedimento do avanço do Plano Marshall sobre a região. A Comecon viria se extinguir em 1991, com o fim da União Soviética

Principais conflitos do Pós-Guerra

Como os confrontos não ocorriam diretamente entre as superpotências, alguns conflitos-chave marcaram táticas de uso de aliados em conflitos militares. 

Guerra da Coreia (1950-1953) marcou o início dessas táticas. Os soviéticos, apoiavam a Coreia do Norte, e os norte-americanos, a Coreia do Sul. Esta Guerra começou quando a Coreia do Norte invadiu a Coreia do Sul. A Guerra da Coreia foi resultado direto da divisão arbitrária daquela península por EUA e URSS durante a Conferência de Potsdam, em julho de 1945. Ao fim, não houve mudanças drásticas de fronteira. 

Guerra do Vietnã (1962-1975) é considerada um desdobramento direto de outro conflito que havia acontecido no Vietnã de 1946 a 1954: a Guerra da Indochina.  Com o fim dessa Guerra, ficou acertado que a unificação do Vietnã aconteceria a partir dos resultados das eleições gerais de 1955. O governo do Sul, porém, recusou participar das eleições, alegando não acreditar na capacidade do governo do Norte em conduzir eleições livres.

A intervenção dos Estados Unidos aconteceria apenas em 1964, quando Lyndon Johnson chegou à presidência americana, após o assassinato de John F. Kennedy, e  deu-se em função da insatisfação com a incapacidade do governo sul-vietnamita de combater as tropas comunistas.

Crise dos Mísseis (1962) foi o auge desse período de conflitos. Durante treze dias o mundo abalou-se diante da possibilidade de um ataque nuclear entre as duas potências. O então presidente John F. Kennedy anunciou em transmissão televisiva que os EUA procederiam com um bloqueio naval em Cuba, após a instalação de mísseis nucleares na baía da ilha.

Após esse pronunciamento, a frota naval soviética aproximou-se dos navios norte-americanos que faziam o bloqueio à ilha. Depois da grande tensão, Nikita Khrushchev, retirou os mísseis de Cuba em troca da promessa de Kennedy de que os Estados Unidos não invadiriam Cuba.

Mesmo após a solução da crise, a disputa entre os dois países prosseguiu. O último conflito marcante foi Guerra do Afeganistão (1979–1989), também conhecida como "Invasão Soviética do Afeganistão".

Só em meados dos anos 80 as tensões diminuíram para, então, em 1991, com a Queda do Muro de Berlim e o fim da URSS, termos o fim da Guerra Fria. Quando temos o estabelecimento de uma Nova Ordem Mundial.


Exercícios

Exercício 1
(ENEM)

Os 45 anos que vão do lançamento das bombas atômicas até o fim da União Soviética, não foram um período homogêneo único na história do mundo. (…) dividem-se em duas metades, tendo como divisor de águas o início da década de 70. Apesar disso, a história deste período foi reunida sob um padrão único pela situação internacional peculiar que o dominou até a queda da URSS.

(HOBSBAWM, Eric J. Era dos Extremos. São Paulo: Cia das Letras,1996)

O período citado no texto e conhecido por “Guerra Fria” pode ser definido como aquele momento histórico em que houve:

Ilustração: Rapaz corpulento de camiseta, short e tênis acenando

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