O Censo Escolar 2025 mostra que o Brasil atingiu o maior percentual de estudantes em educação em tempo integral, alcançando a meta do PNE;
A jornada ampliada pode trazer benefícios e mais apoio à rotina das famílias quando bem estruturada;
Para escolher a melhor escola em tempo integral, é essencial avaliar a proposta pedagógica, a infraestrutura e a rotina completa oferecida ao aluno.
O Brasil acaba de bater um marco importante na educação básica: mais alunos estão estudando em tempo integral. Os dados do Censo Escolar 2025 acendem um alerta positivo: o modelo está crescendo e impactando diretamente a rotina das famílias.
Para muitos pais e responsáveis, a educação em tempo integral deixou de ser tendência e passou a ser necessidade — seja pela rotina de trabalho ou pela busca por uma formação mais completa para os filhos.
Mas, na prática, o que esse crescimento significa para as famílias? E como a educação em tempo integral pode impactar o desenvolvimento dos estudantes?
Ao longo deste artigo, você vai entender os principais dados do censo Inep 2025, os benefícios do modelo e o que considerar antes de escolher uma escola com jornada ampliada.
Confira os tópicos que vamos abordar:
O que o Censo Escolar 2025 revela sobre a educação em tempo integral?
O que é considerado educação em tempo integral?
Por que a educação em tempo integral está crescendo no Brasil?
Educação em tempo integral vale a pena para todas as famílias?
Como escolher uma boa escola em tempo integral?
O que o Censo Escolar 2025 revela sobre a educação em tempo integral?
Os números mais recentes do Censo Escolar 2025 INEP confirmam uma mudança importante no cenário educacional brasileiro: mais alunos estão permanecendo por mais tempo na escola.
Segundo o levantamento, 25,8% dos estudantes da rede pública já estão matriculados em jornada ampliada, o maior percentual registrado nos últimos anos.
Com esse resultado, o Brasil atingiu a Meta 6 do Plano Nacional de Educação (PNE), que previa ao menos 25% dos alunos da educação básica em tempo integral.
O avanço aparece em diferentes etapas do ensino básico:
Educação Infantil (creches): cerca de 60% das crianças de 0 a 3 anos matriculadas estão em jornada integral;
Pré-escola: as matrículas em tempo integral representam 18,3% do total;
Ensino Fundamental — anos iniciais (1º ao 5º): o percentual chegou a 20,9%;
Ensino Fundamental — anos finais (6º ao 9º): o índice alcançou 23,7%;
Ensino Médio: o percentual saltou de 16,7% (2022) para 26,8% (2025).
A educação em tempo integral é o modelo em que o estudante permanece na escola por um período ampliado, com atividades pedagógicas organizadas ao longo do dia.
Segundo as diretrizes do governo federal e do Censo Escolar 2025 INEP, é considerada jornada integral quando o aluno cumpre:
pelo menos 7 horas diárias na escola; ou
mínimo de 35 horas semanais de atividades escolares.
Esse tempo maior deve estar vinculado a uma proposta pedagógica estruturada — ou seja, não se trata apenas de “ficar mais tempo” na escola.
Qual a diferença para o turno estendido?
Essa é uma dúvida comum entre as famílias. Veja as principais diferenças entre os dois modelos:
Tempo integral: jornada ampliada com atividades pedagógicas integradas ao currículo (esporte, cultura, reforço, projetos etc.);
Turno estendido: o aluno permanece mais tempo na escola, mas nem sempre há uma proposta pedagógica complementar estruturada.
Na prática, a educação em tempo integral busca ampliar as oportunidades de aprendizagem e desenvolvimento, enquanto o turno estendido pode ter foco mais assistencial ou de permanência.
Como funciona a educação em tempo integral na prática?
Nas escolas que adotam o modelo de educação em tempo integral, a rotina do estudante é organizada para ir além das aulas tradicionais.
O período ampliado combina os componentes curriculares obrigatórios com atividades complementaresque enriquecem a aprendizagem.
Na prática, o aluno participa das aulas regulares e, ao longo do dia, pode ter acesso a reforço em leitura e matemática, práticas esportivas e culturais, projetos interdisciplinares e momentos de estudo orientado.
A proposta é aproveitar melhor o tempo na escola para trazer uma formação mais completa — acadêmica, social e emocional.
Por que a educação em tempo integral está crescendo no Brasil?
O avanço da educação em tempo integral não acontece por acaso. Os dados do Censo Escolar 2025 indicam que o crescimento é resultado de uma combinação de políticas públicas, necessidades pedagógicas e mudanças na rotina das famílias brasileiras.
A iniciativa já recebeu cerca de R$4 bilhões por meio do Ministério da Educação para apoiar estados e municípios na ampliação de matrículas com jornada igual ou superior a 7 horas diárias (ou 35 horas semanais).
Mas o movimento vai além do financiamento. Veja os fatores que ajudam a explicar por que a educação em tempo integral está ganhando espaço:
1 – Combate à evasão escolar
Manter o estudante mais tempo na escola fortalece o vínculo com a aprendizagem e com a comunidade escolar, reduzindo as chances de abandono.
2 – Reforço pedagógico e melhoria da aprendizagem
A jornada ampliada cria mais oportunidades para aprofundar conteúdos, desenvolver habilidades de leitura e matemática e oferecer acompanhamento individualizado.
3 – Proteção social para crianças e adolescentes
Especialistas apontam que a permanência por mais tempo na escola pode reduzir a exposição de estudantes a situações de vulnerabilidade e violência, especialmente em regiões mais sensíveis.
4 – Maior demanda das famílias
Para muitos responsáveis, a educação em tempo integral passou a ser necessária, principalmente para quem trabalha em período integral e busca uma rotina mais estruturada e segura para os filhos.
Com esse conjunto de fatores, a tendência é que o modelo continue avançando nos próximos anos, consolidando-se como uma das principais estratégias para melhorar a permanência e a qualidade da educação básica no país.
Educação em tempo integral vale a pena para todas as famílias?
Apesar do crescimento do modelo, a educação em tempo integral não é uma solução única para todos. A decisão deve considerar questões como o perfil do aluno, a rotina familiar e a qualidade da proposta da escola.
Escolas que oferecem atividades diversificadas (esporte, cultura, reforço);
Propostas com foco no desenvolvimento integral.
Pontos de atenção
Clareza da proposta pedagógica no contraturno;
Equilíbrio entre estudo, descanso e atividades lúdicas;
Infraestrutura adequada para permanência prolongada;
Qualidade das atividades (não apenas “tempo preenchido”).
O que avaliar na escola
Antes da matrícula, vale investigar:
O que o aluno faz no período ampliado;
Se há acompanhamento pedagógico estruturado;
Quais atividades complementares são oferecidas;
Como funciona a rotina de alimentação e descanso.
Quando bem planejada, a educação em tempo integralpode trazer ganhos importantes — mas a escolha deve sempre considerar a realidade de cada família.
Como escolher uma boa escola em tempo integral?
Com o crescimento da educação em tempo integral, escolher a escola certa faz toda a diferença para que o modelo realmente beneficie o aluno — e não apenas amplie o tempo de permanência.
Por isso, antes de tomar a decisão, pais e responsáveis devem olhar além da carga horária e avaliar a qualidade da proposta pedagógica.
Veja pontos importantes a se observar antes de fazer a matrícula:
✔️ Verifique a proposta do período integral
✔️ Avalie a infraestrutura
✔️ Entenda a rotina do aluno
✔️ Converse com a equipe pedagógica
Se depois disso, a educação em tempo integral continuar a fazer sentido para sua família, o próximo passo é buscar uma escola em tempo integral de qualidade que caiba no orçamento.
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Assim, fica muito mais fácil transformar os dados do Censo Escolar 2025 em uma decisão segura para a educação da sua família.
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