
Uma nova queda
Com o passar do tempo, a mesma sensação que sentia em Goiás voltava a me tomar. Comecei a pensar no que estaria errado, revi alguns passos, tentei achar coincidências e achei o possível motivo: por mais que gostasse de História e tenha interesse na docência, não era algo que realmente me via fazendo durante toda minha vida.
Pensei novamente em uma troca, mas para onde? Havia uma resposta que estava debaixo do meu nariz o tempo todo: a área de tecnologia da informação. Desde meus 12 anos, mexo com informática e sempre me dei bem, aliás, era algo que minha família sempre achou que eu fosse fazer. Por medo da matemática, acabei desistindo da ideia no Ensino Médio, mas decidi tentar dessa vez. Afinal, um medo bobo de uma matéria não pode te fazer desistir das coisas.
Reações familiares e um novo começo
Como era de se esperar, várias pessoas disseram que eu estava maluco de largar uma universidade federal. Acho que isso é uma afirmação de praxe para quem toma essa escolha. Até hoje meus amigos me chamam de uma espécie de “andarilho”, porque estou “vivendo” entre um curso de cada vez hehe.
Atualmente, estou matriculado em Sistemas de Informação (EaD) na Estácio. Creio que dessa vez, o andarilho aqui finalmente irá se fixar e concluir o curso (é bacana também para que vocês saibam que meus textos daqui para frente serão mais focados em tecnologia e o sistema da Estácio como um todo).
Muita gente me pergunta se realmente “agora vai” ou se vou mudar mais uma vez. Para quem passa por isso ou vai passar, se acalme: a sociedade nos empurra para que com 18 anos já saibamos o que queremos pro resto da nossa vida. Eu nunca soube e agora, com quase 21 anos, creio que estou decidido.