
Estágio em Engenharia Civil: o que faz e como conseguir uma vaga
| 11/09/26Saiba quando fazer estágio em Engenharia Civil, como funciona a rotina, quais atividades são realizadas e onde encontrar vagas.
Saiba como incluir uma credencial da CSUN ou SUNY no CV e no LinkedIn e entenda como apresentar a formação internacional para recrutadores.
Em resumo:

Depois de anos como professor e coordenador de programas internacionais na California State University Northridge (CSUN) e na State University of New York (SUNY), observei dois padrões recorrentes.
Profissionais que apresentam corretamente uma credencial internacional no currículo e no LinkedIn conseguem contextualizar melhor sua formação para recrutadores, empresas globais e contatos profissionais.
Já aqueles que não registram a experiência ou a apresentam de maneira imprecisa podem perder uma oportunidade de demonstrar sua trajetória internacional.
A credencial já existe. O programa foi realizado. O próximo passo é apresentar essa formação de forma clara, precisa e compatível com o documento emitido pela universidade.
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O primeiro ponto é identificar corretamente onde a formação deve aparecer no currículo.
Quando se trata de um programa realizado em uma universidade americana, a experiência pode ser apresentada na seção de formação acadêmica, desde que a nomenclatura utilizada corresponda ao programa efetivamente cursado.
Evite classificações que atribuam ao programa um grau acadêmico que ele não concede. Também não é recomendável apresentar uma formação universitária como se fosse uma certificação profissional independente, caso essa não seja a natureza da credencial.
Para o programa da CSUN, por exemplo, uma possibilidade de apresentação é:
Extended Studies — Advanced Topics in PMO Governance, California State University Northridge (CSUN) · 2025
Para o programa da SUNY:
Competitive Project Management, State University of New York (SUNY) · 2025
A nomenclatura oficial deve ser a referência principal. Se o programa não corresponde a uma pós-graduação, MBA ou outro grau acadêmico específico, não atribua essa classificação ao currículo.
Essa precisão é importante porque uma credencial internacional precisa ser facilmente compreendida por quem analisa o currículo.
O objetivo não é aumentar artificialmente o título da formação, mas deixar claro onde o programa foi realizado, qual era sua denominação e quando foi concluído.
No LinkedIn, a seção Education é o espaço mais adequado para registrar uma formação realizada em uma universidade.
Uma publicação no feed pode comunicar a conclusão do programa, mas não substitui o registro da experiência na seção dedicada à formação acadêmica.
Ao cadastrar a experiência, procure utilizar a denominação da instituição e o nome oficial do programa.

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A configuração exata dos campos pode variar de acordo com as opções disponibilizadas pelo LinkedIn. Por isso, o mais importante é manter a nomenclatura fiel ao programa realizado.
Registrar a formação na seção Education também ajuda a deixar mais evidente a relação entre o profissional e a instituição de ensino. Isso é diferente de mencionar genericamente, no campo “About”, que você fez “um programa nos Estados Unidos em 2025”.
O registro deve funcionar como parte da trajetória profissional, e não apenas como uma publicação comemorativa.
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Adicionar a credencial ao CV e ao LinkedIn é apenas uma parte do processo. O profissional também precisa saber explicar o que aquela experiência acrescentou à sua trajetória.
Uma boa estratégia é preparar duas ou três frases sobre:
Evite descrições genéricas como “foi uma experiência transformadora” ou “foi uma oportunidade incrível”. Essas expressões dizem pouco sobre o que o profissional efetivamente aprendeu.
Uma resposta mais específica pode mostrar como a experiência foi incorporada à prática profissional:
“Estudei com executivos de oito países discutindo os mesmos casos de gestão de portfólio. O que me surpreendeu foi a diferença de abordagem entre profissionais de contextos de alta incerteza regulatória, como Brasil e México, e profissionais de contextos mais estáveis. Isso mudou como estruturo conversas de priorização com meus stakeholders.”
O exemplo funciona porque relaciona formação, contexto internacional e aplicação profissional.
A experiência deixa de ser apenas uma linha no currículo e passa a fazer parte da história profissional que o candidato consegue contar.
A formação internacional também pode gerar um ativo que vai além do próprio certificado: a rede de contatos.
Os profissionais encontrados durante o programa podem se tornar conexões relevantes no LinkedIn, especialmente quando existe uma experiência compartilhada que facilita o relacionamento.
Uma mensagem enviada a um ex-colega de turma, por exemplo, pode mencionar uma discussão realizada durante o curso, um tema profissional em comum ou um assunto que voltou a ser relevante depois do programa.
Isso tende a ser mais contextualizado do que uma abordagem completamente fria.
Manter a rede ativa não exige necessariamente grande quantidade de contatos ou mensagens frequentes. O mais importante é estabelecer uma relação que faça sentido.
Uma estratégia simples é entrar em contato periodicamente com alguns colegas e compartilhar algo relacionado ao setor de atuação deles, como:
A rede construída durante uma experiência internacional pode ganhar valor com o tempo, principalmente quando as conexões continuam sendo cultivadas depois do encerramento do programa.
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Uma formação internacional pode cumprir diferentes funções na carreira. Ela registra uma experiência acadêmica, demonstra exposição a outros contextos profissionais e pode ampliar a rede de contatos.
Para aproveitar melhor esse investimento, três etapas ajudam:
1. Registrar corretamente a formação
Use o nome oficial do programa e da universidade e evite atribuir à credencial um grau que ela não concede.
2. Tornar a experiência visível
No LinkedIn, mantenha a formação registrada na seção adequada e utilize informações que permitam compreender rapidamente o programa realizado.
3. Transformar a experiência em narrativa profissional
Em entrevistas e conversas profissionais, explique o que você estudou, quais situações encontrou e como a experiência influenciou sua atuação.
A credencial registra o que foi feito. A forma como você apresenta essa experiência ajuda a explicar por que ela importa para a sua trajetória.
Acompanhe a série completa Carreira Internacional no Substack do Prof. Mario Trentim, com artigos sobre como executivos brasileiros estão construindo credenciais internacionais nos Estados Unidos.

Mario H. Trentim é membro do Board of Directors do PMI, Reitor da Allevo Tech / Qeevo Group, doutorando do ITA e autor de 13 livros sobre gestão e execução estratégica.
Atua como conselheiro e conector estratégico em organizações em transformação.


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