RQB: Como se sente numa turma predominantemente formada por mulheres?
GG: O fato de eu estar numa turma predominantemente formada de mulheres faz de mim um privilegiado. Sinto o esforço delas em estudar e buscar, aliando o curso superior muitas vezes com casa, marido, trabalho, filhos, dentre outras atribuições. O fato de eu não ter esses afazeres me ajuda muito na frequência e absorção das aulas. Contudo, mesmo assim elas se destacam e são detentoras da minha admiração, são guerreiras!
Sinto-me lisonjeado em testemunhar as lutas delas na busca por mais dignidade, algumas por formação continuada, outras por independência financeira, mas todas muito focadas e certas do que querem.
RQB: O curso de Pedagogia oferece um leque de atuações para o seu egresso. Com qual área você mais se identifica e pretende trabalhar?
GG: Dentro da Pedagogia o que me atrai é esse ofício de sala de aula, mesmo porque desenvolvo um trabalho voluntário há 12 anos em escolas e amo as interações entre professor/escola, professor/aluno, professor/comunidade. Para mim, uma jornada de 20h é o suficiente, nada de jornada dupla ou tripla. Pretendo conciliar com outras áreas que já atuo e isso já me trará uma satisfação e realização pessoal muito grande.
RQB: Deixe algumas considerações para pessoas do sexo masculino que queiram ingressar nessa área.
GG: Uma dica que eu posso deixar é que sendo homem ou mulher: não se importe com que os outros pensem ou digam! Não é o fato de ser homem ou mulher que vai fazer de você melhor ou pior profissionalmente. A dignidade está em você se manter e pagar suas contas.
Não importa a profissão, desde que seja ética e honesta. Não é a sociedade que deve ditar o que você vai fazer. Arte é tudo aquilo que você faz e tudo aquilo que você faz com amor, essa é sua arte. Faça com amor, dedicação, perseverança e se destaque que com certeza os bons resultados serão consequência.