
Por que apenas 8% dos CEOs executam a estratégia com sucesso
| 29/09/26Entenda por que apenas 8% dos CEOs consideram bem-sucedida a execução da estratégia e quais práticas ajudam empresas a transformar planos em ações.
Entenda como funciona o planejamento estratégico em grandes empresas, quais são os desafios de escala e o papel da governança, PMO e execução.
Em resumo:
Veja mais informações a seguir!

O planejamento estratégico em grandes empresas envolve as mesmas perguntas fundamentais de qualquer organização: onde estamos, onde queremos chegar e como vamos chegar lá?
O que muda é a complexidade para transformar essas respostas em decisões e ações coordenadas.
Em uma empresa com 50 funcionários, a liderança consegue comunicar prioridades diretamente para boa parte da equipe. Em uma organização com milhares de pessoas, a estratégia passa por diferentes níveis de gestão, áreas, processos e estruturas de decisão antes de chegar à execução.
Por isso, entender o que muda com a escala é importante para quem trabalha em grandes corporações ou pretende atuar nesse ambiente.
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O crescimento da organização aumenta o número de pessoas envolvidas nas decisões, a quantidade de áreas que precisam estar alinhadas e a distância entre a liderança e as equipes responsáveis pela execução.
As perguntas estratégicas continuam semelhantes, mas a implementação passa a depender de mecanismos formais de comunicação, acompanhamento e governança.
Entre os principais desafios estão:
Nesse contexto, uma estratégia bem formulada não garante, por si só, uma boa execução.
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Um dos principais desafios do planejamento estratégico em grandes empresas é o desdobramento da estratégia.
Em uma organização menor, o CEO pode comunicar diretamente as prioridades para grande parte dos funcionários. Em uma corporação com milhares de profissionais, a mensagem passa por diferentes níveis de liderança antes de chegar às equipes.
Esse processo pode envolver VPs, diretores, gerentes, coordenadores e líderes de equipe. A cada etapa, existe o risco de a estratégia ser interpretada de maneira diferente ou perder prioridade diante de objetivos locais.
O desdobramento estratégico consiste justamente em transformar as prioridades corporativas em objetivos, metas e indicadores para áreas, equipes e funções.
Na prática, isso ajuda a responder perguntas como:
Sem esse alinhamento, uma empresa pode ter diferentes áreas trabalhando com prioridades que entram em conflito.
À medida que a empresa cresce, a tomada de decisão também precisa de estruturas mais claras.
Em grandes organizações, decisões estratégicas podem envolver comitês executivos, conselhos, diferentes áreas funcionais e processos de aprovação e alocação de recursos.
A governança estratégica estabelece como essas decisões devem acontecer.
Entre os pontos que precisam estar definidos estão:
Uma governança bem definida reduz a possibilidade de que cada departamento estabeleça prioridades próprias sem considerar os objetivos da organização como um todo.
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Um dos efeitos da falta de integração entre áreas é o surgimento dos chamados silos organizacionais.
Eles acontecem quando departamentos passam a trabalhar de forma excessivamente isolada, priorizando seus próprios indicadores e objetivos.
O problema é que uma área pode melhorar seu resultado individual enquanto prejudica o desempenho de outra ou dificulta o cumprimento de uma prioridade corporativa.
O planejamento estratégico precisa, portanto, conectar os objetivos das diferentes áreas e deixar claro como cada uma contribui para os resultados gerais da empresa.
Grandes organizações costumam contar com estruturas dedicadas ao acompanhamento de projetos e iniciativas estratégicas.
Entre elas estão os PMOs (Project Management Offices), escritórios de estratégia e COEs (Centers of Excellence).
Essas estruturas podem ajudar a organizar informações sobre as iniciativas em andamento e fornecer à liderança uma visão consolidada da execução.
Entre suas funções estão:
O objetivo não é substituir os gestores responsáveis pelas iniciativas, mas criar mecanismos para que a liderança tenha visibilidade sobre a execução da estratégia.
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Outro desafio do planejamento estratégico em grandes empresas é encontrar o equilíbrio entre flexibilidade estratégica e disciplina de execução.
Mercados mudam, novas tecnologias surgem, concorrentes alteram suas estratégias e condições econômicas podem modificar as premissas usadas na elaboração do planejamento.
Por isso, uma estratégia não pode ser tratada como algo completamente imutável.
Ao mesmo tempo, mudar constantemente as prioridades pode gerar efeitos negativos. As equipes podem perder clareza sobre o que deve ser feito, enquanto recursos e esforços investidos em iniciativas anteriores podem ser desperdiçados.
O desafio está em identificar quando uma mudança nas condições exige uma revisão da estratégia e quando é necessário manter o direcionamento definido.
Não existe um único modelo de planejamento estratégico que funcione da mesma maneira para todas as grandes empresas. O processo depende do setor, do tamanho da organização, da estrutura de gestão e da velocidade das mudanças no mercado.
Ainda assim, alguns elementos são recorrentes:
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O planejamento estratégico não muda completamente quando uma empresa passa de 50 para 5.000 ou 50.000 funcionários. As perguntas fundamentais continuam sendo as mesmas.
O que muda é a necessidade de criar mecanismos para coordenar pessoas, áreas, recursos e decisões em uma escala muito maior.
Nesse cenário, desdobramento estratégico, governança, indicadores, PMOs e processos de revisão deixam de ser apenas ferramentas de gestão e passam a fazer parte da infraestrutura necessária para transformar a estratégia em execução.
A questão central, portanto, não é apenas elaborar um bom plano. É criar as condições para que milhares de pessoas consigam tomar decisões coerentes com as prioridades estratégicas da organização.

Mario H. Trentim é membro do Board of Directors do PMI, Reitor da Allevo Tech / Qeevo Group, doutorando do ITA e autor de 13 livros sobre gestão e execução estratégica.
Atua como conselheiro e conector estratégico em organizações em transformação.


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