Qual a origem do Dia da Mentira?
A origem exata do Dia da Mentira, celebrado em 1º de abril, é incerta e envolta em várias teorias. Uma das explicações mais populares remonta à França do século XVI, relacionada à adoção do calendário gregoriano.
Antes de 1582, o Ano Novo era celebrado no final de março ou início de abril, marcando o fim da semana do equinócio da primavera. Contudo, quando o Papa Gregório XIII introduziu o calendário gregoriano, o início do ano novo foi movido para 1º de janeiro.
Diz a lenda que aqueles que se esqueceram da mudança ou se recusaram a aceitá-la e continuaram a celebrar o Ano Novo durante o período do final de março ao início de abril foram ridicularizados e apelidados de “tolos de abril”. Eles receberam convites para festas falsas e presentes inúteis, dando origem à tradição de pregar peças nesse dia.
Existem também outras teorias que apontam para tradições e festividades antigas que podem ter influenciado o Dia da Mentira, como festas romanas como a Hilaria, celebrada no final de março, durante a qual as pessoas se disfarçavam e brincavam uns com os outros.
No Brasil, a tradição do Dia da Mentira teve início em 1828, marcada pela publicação do jornal mineiro chamado “A Mentira”. Na sua edição de estreia, datada de 1º de abril, o jornal destacou uma notícia falsa anunciando o falecimento de Dom Pedro I em sua capa, introduzindo assim a prática das pegadinhas de 1º de abril no país.
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O dia 1º de abril é feriado?
Não, o Dia da Mentira, celebrado em 1º de abril, não é considerado um feriado nacional no Brasil. É um dia culturalmente reconhecido para pregar peças e contar histórias fictícias, mas não é observado como um feriado. Ou seja, as empresas, escolas e organizações governamentais costumam operar em seus horários normais.