Se você também tem essa dúvida, confira o que diz o edital do exame sobre isso e quais são as recomendações em relação a essa parte da prova!
Afinal, quantas linhas tem a redação do Enem 2025?
Segundo a Cartilha do Participante, documento divulgado pelo órgão que aplica a prova em todo o país (Inep), a redação do Enem deve ser escrita em até 30 linhas.
Um ponto relevante para se ter em mente aqui é que existe um também um número mínimo de linhas que deve ser respeitado, afinal, redações com até 7 linhas são consideradas insuficientes e recebem nota zero, ok?
Bom, como o formato da redação do Enem é o dissertativo-argumentativo (aquele que apresenta Introdução, Desenvolvimento e Conclusão), o texto costuma ter de 4 parágrafos, geralmente.
Veja a seguir alguns exemplos de redação que receberam boas notas em edições anteriores da prova para verificar isso:
Camila de São Tiago Silva
A música “Bença”, do cantor e compositor Djonga, reflete criticamente, ao longo de seus versos, os empasses enfrentados por pessoas pretas na sociedade. Concomitantemente, é notório que a crítica feita pelo cantor destaca um problema social recorrente na realidade contemporânea, tendo em vista que cresce, na atual conjuntura brasileira, os desafios para a valorização da herança africana no Brasil. Nessa perspectiva, surge uma problemática agravante no país, que se potencializa, principalmente, devido ao legado histórico e à lacuna educacional.
Sob esse viés, é imprescindível destacar o legado histórico como agravador da falta de valorização da herança africana. Nesse sentido, a escravidão no Brasil, marco histórico nacional, foi movida e estruturada por uma série de preconceitos étnicos e raciais que, na época, evidenciaram a crença de superioridade dos europeus em relação aos povos nativos e africanos. Paralelamente, na sociedade brasileira atual, fica claro que as sequelas históricas do passado ainda têm efeito no presente, visto que a desvalorização da cultura negra e de sua herança é recorrente, tanto na série de representações esteriotipadas, quanto no contínuo apagamento de sua história.
Ademais, a lacuna educacional também impacta na problemática. Segundo o filósofo Immanuel Kant “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”, compreendendo, dessa forma, a importância da educação na construção do ser humano. Entretanto, é fato que a crítica tecida por Kant não se concretiza na realidade, uma vez que a falta de atuação das instituições educacionais acomete o razo conhecimento acerca da origem afro-brasileira, bem como sua forte representação histórica e cultural no território nacional, o que desencadeia o desconhecimento sobre a importância de valorizá-la.
Conclui-se, portanto, que medidas devem ser tomadas para enfrentar os desafios para a valorização da herança africana no país. Por isso, cabe ao Ministério da Cultura, órgão responsável por garantir a valorização cultural no Brasil, assegurar que o legado afro-brasileiro seja devidamente reconhecido, por meio de políticas públicas e campanhas voltadas à cultura, para fins de promover maior inclusão social e étnica. Além disso, é dever do Ministério da educação, responsável por administrar os setores educacionais, dar maior visibilidade à história afrodescendente, por meio de atividades educativas e palestras pedagógicas voltadas às grandes personalidades negras do território nacional, para assim promover uma melhora do quadro no Brasil.
Eduarda Ferreira Almeida do Nascimento
A população brasileira atual derivou-se de um contínuo processo de missigenação causado pela imigração de indivíduos das mais variadas etnias, apesar disso, as que mais influenciaram na cultura brasileira foram os portugueses e os africanos. Contudo, ainda que detenham uma grande importância para a formação do Brasil, muitas das heranças de matriz africana são desvalorizadas por causa de preconceitos realizados pelos habitantes do território nacional. Sob esse viés, torna-se nítido a invisibilidade social e o desinteresse educacional como principais fatores de permanência desta realidade.
Sob essa perspectiva, a situação de invisibilidade social da cultura de origem africana colabora para sua desvalorização. Segundo a filósofa contemporânea Djamila Ribeiro, para que se mude algo, antes é necessário tira-lo da invisibilidade. Além de filósofa, autora do livro “Pequeno manual antirracista”, Djamila aborda em sua obra a realidade preconceituosa do Brasil, desde termos presentes no dialeto brasileiro com origens racistas até a discriminação sofrida por pessoas descendentes de africanos na prática de suas crenças, e como este fato afeta diretamente na valorização dessa herança. Nesse contexto, para que a cultura deixada pelos ancestrais trazidos da África seja melhor aceita na sociedade atualmente presente no território brasileiro, necessita-se de uma mudança na persepção dos demais integrantes sociais a respeito das heranças deixadas por seus antepassados
Ademais a invisibilidade social, o desinteresse educacional por temas relacionados a legados africanos também colabora para a desvalorização desta. Nessa óptica, para a ocorrência da preservação de uma crença ou tradição, é indispensável que os indivíduos encarregados de transmiti-las possuam uma conecção ou então, algum tipo de respeito e consideração por esta. No entanto, devidou ao passado de escravidão do povo africano no Brasil e a sua abolição ainda recente, assinada pela princesa Isabel no final do século XIX, muitas de suas heranças são vistas de maneira negativa até os dias atuais. Por isso, cabem as instituições de ensino abordarem de maneira gradual porém progressiva, elementos vindos da população africana trazida e nascida no território nacional para aumentar o senso de pertencimento dos jovens afro-brasileiros.
Portanto, tendo em vista a invisibilidade social e o desinteresse educacional das heranças africanas como os principais fatores para a desvalorização destas, evidencia-se a carência de transformações. Nesse sentido, o governo, mais especificamente o Ministério da Educação, e as escolas de todo o país agirão em conjunto na criação e execução do projeto “Meu passado, minha identidade”, onde serão realizados postagens nas redes sociais além de palestras abordando a influência dos africanos na cultura brasileira, mostrando o desde as heranças linguísticas e culinárias até aos utensílios e crenças que foram deixados por esse povo para suas gerações futuras, mantendo a herança viva e ajudando com os que possuem preconceitos contra esse legado histórico a se reconhecerem como pertencentes a grande mistura de cultura do território brasileiro.
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