O horário de verão pode voltar ao Brasil?
Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), a possibilidade de retorno da medida não está totalmente descartada, mas depende de avaliações técnicas.
O governo informa que o tema continua sendo analisado periodicamente pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE). A análise considera fatores como mudanças climáticas, transformação da matriz energética e novas dinâmicas de consumo de eletricidade no país.
Ou seja, por enquanto, não há previsão oficial de retorno do horário de verão, mas a política pública segue sendo monitorada pelo setor elétrico.
Qual é a origem do horário de verão?
Não há consenso absoluto sobre a origem da ideia, mas um dos primeiros registros da proposta é atribuído a Benjamin Franklin, em 1784. Na época, ele observou que o sol nascia antes de muitas pessoas acordarem e sugeriu que o adiantamento dos horários poderia ajudar a aproveitar melhor a luz natural, o que, naquele período, significaria economizar velas.
Apesar da sugestão, a ideia só ganhou força muito tempo depois. A primeira aplicação em larga escala ocorreu na Europa durante a Primeira Guerra Mundial, quando países como Alemanha, França e Reino Unido adotaram a medida para reduzir o consumo de energia.
Após períodos de abandono e retomada, especialmente durante a Segunda Guerra Mundial, o horário de verão voltou a ganhar popularidade na década de 1970, em meio à crise energética global.
No Brasil, a política foi instituída pela primeira vez em 1931, durante o governo de Getúlio Vargas, por meio do Decreto nº 20.466.
Por que o horário de verão foi suspenso no Brasil?
Historicamente, o principal objetivo do horário de verão era reduzir o consumo de energia elétrica, principalmente no período noturno. Ao adiantar os relógios em uma hora, as atividades do dia terminariam ainda com luz natural, diminuindo a necessidade de iluminação artificial.
No entanto, estudos realizados em 2019 mostraram que os hábitos de consumo de energia haviam mudado. Com o uso mais intenso de aparelhos eletrônicos, ar-condicionado e outros equipamentos ao longo do dia, o pico de consumo passou a ocorrer no período da tarde.
Com isso, o horário de verão deixou de trazer os benefícios esperados para o setor elétrico. A medida foi então revogada pelo Decreto nº 9.772, de 25 de abril de 2019, que suspendeu oficialmente a política no país.