
Vai ter horário de verão no Brasil em 2026? Entenda
Juliana Gottardi | 27/03/26A discussão sobre o possível retorno da medida volta e meia reaparece, principalmente quando surgem debates sobre economia de energia ou mudanças climáticas
A discussão sobre o possível retorno da medida volta e meia reaparece, principalmente quando surgem debates sobre economia de energia ou mudanças climáticas
Em resumo:
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Enquanto vários países da Europa já se preparam para adiantar os relógios em 2026, muitos brasileiros acabam se perguntando a mesma coisa todos os anos: será que o horário de verão vai voltar ao Brasil?
A dúvida reaparece especialmente quando chegam as notícias sobre a mudança de horário no exterior e muita gente até pensa que o país também fará o mesmo.
Na Europa, por exemplo, a mudança ocorre tradicionalmente no último domingo de março, quando os relógios são adiantados em uma hora para aproveitar melhor a luz natural durante os meses mais quentes. Em 2026, a alteração acontecerá em 29 de março, seguindo o calendário adotado por diversos países do continente.
Mas no Brasil a situação é diferente: o horário de verão foi suspenso há alguns anos e, desde então, permanece cercado de dúvidas e debates. A seguir, entenda por que a medida deixou de existir no país e se há chance de ela voltar.

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Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), a possibilidade de retorno da medida não está totalmente descartada, mas depende de avaliações técnicas.
O governo informa que o tema continua sendo analisado periodicamente pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE). A análise considera fatores como mudanças climáticas, transformação da matriz energética e novas dinâmicas de consumo de eletricidade no país.
Ou seja, por enquanto, não há previsão oficial de retorno do horário de verão, mas a política pública segue sendo monitorada pelo setor elétrico.
Não há consenso absoluto sobre a origem da ideia, mas um dos primeiros registros da proposta é atribuído a Benjamin Franklin, em 1784. Na época, ele observou que o sol nascia antes de muitas pessoas acordarem e sugeriu que o adiantamento dos horários poderia ajudar a aproveitar melhor a luz natural, o que, naquele período, significaria economizar velas.
Apesar da sugestão, a ideia só ganhou força muito tempo depois. A primeira aplicação em larga escala ocorreu na Europa durante a Primeira Guerra Mundial, quando países como Alemanha, França e Reino Unido adotaram a medida para reduzir o consumo de energia.
Após períodos de abandono e retomada, especialmente durante a Segunda Guerra Mundial, o horário de verão voltou a ganhar popularidade na década de 1970, em meio à crise energética global.
No Brasil, a política foi instituída pela primeira vez em 1931, durante o governo de Getúlio Vargas, por meio do Decreto nº 20.466.
Historicamente, o principal objetivo do horário de verão era reduzir o consumo de energia elétrica, principalmente no período noturno. Ao adiantar os relógios em uma hora, as atividades do dia terminariam ainda com luz natural, diminuindo a necessidade de iluminação artificial.
No entanto, estudos realizados em 2019 mostraram que os hábitos de consumo de energia haviam mudado. Com o uso mais intenso de aparelhos eletrônicos, ar-condicionado e outros equipamentos ao longo do dia, o pico de consumo passou a ocorrer no período da tarde.
Com isso, o horário de verão deixou de trazer os benefícios esperados para o setor elétrico. A medida foi então revogada pelo Decreto nº 9.772, de 25 de abril de 2019, que suspendeu oficialmente a política no país.
Antes da suspensão, a regra era definida por decreto federal. O horário de verão começava à meia-noite do primeiro domingo de novembro e terminava à meia-noite do terceiro domingo de fevereiro do ano seguinte.
Quando a data de encerramento coincidia com o domingo de Carnaval, o término era adiado para o domingo seguinte.
Não. A medida não era adotada em todas as regiões do país.
O horário de verão era mais eficaz em locais mais distantes da Linha do Equador, onde há maior variação na duração do dia entre verão e inverno. Por esse motivo, a política se concentrava nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
Já nos estados do Norte e Nordeste, os impactos no consumo de energia eram considerados pequenos, o que levou à não aplicação da medida nessas regiões na maior parte das edições.
Quando ainda estava em vigor, o horário de verão era adotado nos seguintes estados e no Distrito Federal:
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