
Misoginia, machismo e misandria: entenda a diferença
Isabella Baliana | 25/03/26Misoginia, machismo e misandria não são a mesma coisa. Entenda o significado de cada termo e veja exemplos no cotidiano.
Misoginia, machismo e misandria não são a mesma coisa. Entenda o significado de cada termo e veja exemplos no cotidiano.
Em resumo:
Entenda melhor abaixo!
Nos últimos dias, o termo misoginia voltou a ganhar destaque no debate público brasileiro após o Senado aprovar um projeto de lei que prevê a criminalização dessa prática, equiparando-a ao crime de racismo, que ficou conhecida como “lei da misoginia”.
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Mas afinal, qual a diferença entre misoginia e machismo? E o que seria a misandria? Embora os termos sejam parecidos, eles possuem significados bem diferentes.
A seguir, você entende melhor o que cada um deles representa.

Misoginia é o termo utilizado para descrever o ódio, desprezo ou aversão direcionada às mulheres. A palavra tem origem no grego antigo, formada por misein (odiar) e gyné (mulher), podendo ser traduzida literalmente como “ódio às mulheres”.
No entanto, nas ciências sociais o conceito é mais amplo. A misoginia não se limita apenas a atitudes individuais de hostilidade, mas também envolve práticas, discursos e padrões culturais que desvalorizam o feminino e reforçam desigualdades entre homens e mulheres.
Na prática, a misoginia pode se manifestar de diferentes maneiras, alguns exemplos incluem:
Com o crescimento das redes sociais, outro conceito que ganhou destaque é o de misoginia digital, que envolve campanhas de assédio, insultos e tentativas de silenciar mulheres na internet, especialmente jornalistas, políticas, pesquisadoras e criadoras de conteúdo.
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Embora estejam relacionados, misoginia, machismo e misandria não significam a mesma coisa. Cada termo descreve uma forma específica de atitude ou sistema de crença ligado às relações de gênero.
Machismo
O machismo é uma ideologia ou sistema cultural que defende a superioridade masculina e coloca os homens em posição de autoridade ou poder. Ele está presente em normas sociais, práticas culturais e estruturas institucionais que favorecem os homens.
Exemplos comuns de machismo incluem:
Misoginia
A misoginia representa uma forma mais extrema e hostil dessa lógica. Enquanto o machismo sustenta a crença de que os homens são superiores, a misoginia se manifesta como aversão, desprezo ou ódio direcionado às mulheres, especialmente quando elas desafiam normas sociais ou papéis de gênero tradicionais.
Em outras palavras, o machismo cria a estrutura de desigualdade, enquanto a misoginia aparece muitas vezes como uma reação agressiva contra mulheres, podendo se manifestar por meio de insultos, assédio, ataques nas redes sociais, violência psicológica, sexual ou física.
Misandria
A misandria, por sua vez, é o termo usado para descrever o ódio ou desprezo direcionado aos homens ou à masculinidade.
Diferentemente da misoginia, que possui forte base histórica e estrutural ligada ao patriarcado, a misandria costuma ser entendida mais como uma atitude individual ou reação a experiências negativas relacionadas ao sexismo.
Apesar das diferenças, tanto misoginia quanto misandria são formas de preconceito baseadas no gênero e podem gerar conflitos, hostilidade e discriminação.
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Uma pessoa misógina é aquela que expressa ou reproduz atitudes de ódio, desprezo ou desvalorização direcionadas às mulheres.
Esse comportamento pode ocorrer de forma explícita, por meio de agressões, insultos ou violência, ou de maneira mais sutil, através de discursos e atitudes que reforçam estereótipos e desigualdades.
Entre alguns comportamentos associados à misoginia estão:
Em muitos casos, atitudes misóginas estão ligadas a visões tradicionais sobre papéis de gênero, nas quais homens são vistos como naturalmente superiores ou mais aptos para ocupar posições de poder.
É importante destacar que a misoginia não aparece apenas em ações individuais. Ela também pode estar presente em padrões culturais, discursos sociais e estruturas institucionais que historicamente limitaram a participação feminina em áreas como política, mercado de trabalho e liderança.
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