Tirar uma boa nota na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é o desejo de todo estudante, afinal o resultado compõe 20% da média geral do exame. Por isso, quanto maior for a preparação, melhor será o desempenho na prova.
Além de praticar a escrita, outro ponto que contribui muito para atingir uma nota alta é aumentar o repertório sociocultural. O repertório serve para fundamentar os argumentos ao longo do texto e mostrar ao corretor a sua capacidade de refletir e criticar os fatos.
De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio de Teixeira (Inep), o repertório pode ser entendido como “toda e qualquer informação, fato, citação ou experiência vivida que, de alguma forma, contribui como argumento para a discussão proposta pelo participante”.
Como você viu, as citações são importantes! E vale tudo: citações de trechos de filmes, séries, músicas e também de personalidades importantes.
Pensando nisso, a Revista Quero listou 10 mulheres para você aumentar o seu repertório sociocultural e chegar mais perto da nota 1000. Confira!
A seguir, conheça 10 mulheres que tiveram grande impacto na sociedade e, portanto, são repertórios muito úteis para diversos temas de redação.
1. Hannah Arendt
Foto: Barbara Radloff
Filósofa política que nasceu na Alemanha em 1906 e vivenciou a ascensão do nazismo e a perseguição antissemita no país.
Arednt é conhecida pelo conceito de “banalidade do mal” presente no livro “Eichmann em Jerusalém”e por algumas obras como “As Origens do Totalitarismo”, “A Condição Humana” e “Entre o Passado e o Futuro”.
“A essência dos Direitos Humanos é o direito a ter direitos.” Hannah Arendt
Foi escritora, teórica social, ativista política e uma figura importante no feminismo moderno.
Beauvior publicou alguns romances que se destacaram como “A convidada” e “Mal Entendido em Moscou”, mas foi com o livro “O segundo sexo” que a autora se consagrou. A obra se tornou uma referência na segunda onda do feminismo na década de 60.
“Não se nasce mulher, torna-se mulher”, Simone de Beauvior
A filósofa, escritora e professora nasceu em 1944 nos Estados Unidos e aos 19 anos se mudou para estado de Massachusett com o objetivo de estudar na Universidade de Brandeis.
Davis é conhecida pela luta contra a segregação racial nos EUA e por abordar questões sobre feminismo, racismo e desigualdade social em suas obras.
“Se todas as vidas importassem, nós não precisaríamos proclamar enfaticamente que a vida dos negros importa.” Angela Davis
4. Virginia Woolf
Foto: George Beresford
Nasceu em 1882 na Inglaterra, foi escritora, publicou mais de 30 livros e se destacou com as obras “Um Teto Todo Seu”, “Mrs Dalloway” e “Ao Farol”.
Woolf e é uma das figuras mais importantes do feminismo porque abordava questões sobre o papel feminino em sua época. Em 1941 a autora suicidou.
“Os olhos dos outros são prisões; seus pensamentos nossas celas”, Virginia Woolf
5. Chimamanda Ngozi Adichie
Reprodução Wikimedia
Chimamanda nasceu em 1977 na Nigéria e é escritora, filósofa, educadora e ativista. A nigeriana foi para os Estados Unidos aos 19 anos e aos 26 publicou seu primeiro livro.
A autora é conhecida por abordar temas como feminismo, intolerância religiosa e desigualdades social em suas produções. Entre suas obras, alguns destaques são “Meio Sol Amarelo”, “No seu Pescoço” e “Hibisco Roxo”.
“Não quero que me digam o que pensar”, Chimamanda Ngozi
Djamila é filósofa formada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e também escritora e colunista no o jornal Folha de S. Paulo. Ribeiro se tornou referência quando o assunto é ativismo negro e feminismo.
Entre suas obras destaque podemos citar “Pequeno Manual Antirracista”, “Quem Tem Medo do Feminismo Negro?” e “O Que é Lugar de Fala?”.
“Os avanços são fruto da luta. E não têm volta!”, Djamilla Ribeiro
7. Malala Yousafzai
Foto: Russell Watkins
Malala é uma jovem paquistanesa conhecida por defender o acesso à educação em sua região, principalmente aos direitos das mulheres. Quando tinha 15 anos foi atingida por um grupo talibã quando saía da escola e o caso teve repercussão mundial.
Por seu ativismo e popularidade, Malala ganhou o Nobel da Paz em 2014, quando tinha 17 anos.
“Nos deixe pegar nossos livros e nossas canetas, eles são as armas mais poderosas”, Malala Yousafzai
8. Frida Kahlo
Reprodução Wikimedia
Frida nasceu em 1907 no México e se tornou uma das pintoras mais conhecidas em nível mundial. Sua marca era o autorretrato e as obras que abordavam questões de identidade e de gênero.
“Pés, para que os amo, se tenho asas para voar”, Frida Kahlo
9. Marilena Chauí
Foto: Ivone Perez
Chauí é escritora e uma das filósofas mais influentes do Brasil. Suas obras abordam questões como democracia, liberdade, ética, cultura e outras temáticas relacionadas à política.
Algumas obras de destaque são “Cultura e Democracia. O discurso competente e outras falas”, “Convite à filosofia” e “A Nervura do Real”.
“A política não é uma ciência. É uma arte, uma ação que se inventa”, Marilena Chauí
Clarice nasceu na Ucrânia, mas se mudou para o Brasil quando tinha apenas dois anos. Jornalista e escritora, Lispector foi uma das mulheres de mais destaque na Literatura brasileira e do Modernismo.
Trechos de seus livros, poemas e contos aparecem frequentemente em questões de vestibulares. As três obras de mais destaque da autora são “A hora da estrela”, “A Paixão Segundo G.H.” e “Felicidade Clandestina”.
“Não basta existir, é preciso também pertencer”, Clarice Lispector
Na redação do Enem, os estudantes precisam desenvolver um texto dissertativo-argumentativo de até 30 linhas. A prova é avaliada em até 1000 pontos, divididos em cinco competências.
Veja o que é esperado do estudante em cada uma delas:
Competência 1: Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da Língua Portuguesa;
Competência 2: Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro da estrutura do texto dissertativo-argumentativo;
Competência 3: Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista;
Competência 4: Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação;
Competência 5: Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.
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