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Valuation: saiba como calcular o valor de uma empresa

Entenda o conceito de valuation, seus principais métodos e como determinar o valor financeiro de uma empresa

Em resumo:

  • Valuation é o processo para determinar o valor financeiro de uma empresa, fundamental para decisões de investimentos, aquisições e estratégias de mercado.
  • O método de Fluxo de Caixa Descontado (DCF) calcula o valor com base nos fluxos de caixa futuros, ajustados pela taxa de risco do mercado.
  • Múltiplos de Mercado comparam empresas utilizando indicadores financeiros como P/E e EV/EBITDA, baseados em empresas semelhantes.
  • Valuation de startups utiliza métodos como comparáveis de mercado e projeção de receitas, devido à falta de dados históricos.
  • Valuation de empresas em crescimento foca no crescimento da receita e na escalabilidade, utilizando múltiplos como preço sobre vendas (P/S).
  • O passo a passo para calcular o valuation envolve definir o objetivo, escolher o método, coletar dados financeiros, projetar fluxos de caixa e aplicar a taxa de desconto.

O conceito de valuation é fundamental no mundo dos negócios, sendo a chave para entender o valor de uma empresa. Seja para investidores, empreendedores ou profissionais da área financeira, entender como calcular e interpretar o valuation é essencial para tomar decisões estratégicas.

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Neste texto, entenda o que é valuation, os métodos mais utilizados para calcular o valor de uma empresa e os erros comuns que devem ser evitados ao realizar uma avaliação empresarial.

O que é e como é feito o valuation de uma empresa?

O valuation é o processo utilizado para determinar o valor de uma empresa, considerando diversos fatores financeiros e operacionais. Ele permite tomar decisões informadas sobre aquisições, investimentos e estratégias de mercado.

O cálculo de valuation envolve diferentes métodos, cada um com suas particularidades e aplicabilidades. Os dois métodos mais comuns são o método de Fluxo de Caixa Descontado (DCF) e os Múltiplos de Mercado. Abaixo, veja como cada um funciona.

Método de Fluxo de Caixa Descontado (DCF)

O método de Fluxo de Caixa Descontado (DCF) calcula o valor de uma empresa a partir do dinheiro que ela deve gerar no futuro. A lógica é simples: projetam-se os fluxos de caixa dos próximos anos e, em seguida, esses valores são trazidos ao presente por meio de uma taxa de desconto — que considera riscos do negócio, do setor e do mercado.

De acordo com a obra “Investment Valuation”, de Aswath Damodaran, o DCF conecta a capacidade futura de geração de caixa ao valor econômico atual da empresa. Quanto mais estáveis e previsíveis forem esses fluxos, maior tende a ser o valuation.

O processo tem três etapas principais:

  1. Projetar os fluxos de caixa para um período definido.
  2. Calcular o valor residual, que representa o desempenho da empresa após o período projetado.
  3. Aplicar a taxa de desconto, que ajusta essas projeções ao risco envolvido.

Por exemplo, se uma empresa tem previsão de gerar R$ 500 mil por ano pelos próximos cinco anos. Esse valor é estimado ano a ano e depois descontado por uma taxa — como 10% ao ano — para descobrir quanto esse fluxo futuro vale hoje. A soma desses valores resulta em uma estimativa do valor econômico da empresa.

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Múltiplos de Mercado

Os múltiplos de mercado são uma forma de estimar o valor de uma empresa a partir da comparação com outras do mesmo setor. Em vez de projetar fluxos de caixa, a análise parte de indicadores financeiros já observados no mercado.

Entre os exemplos mais usados está o P/E (price-to-earnings), que relaciona o preço da ação ao lucro por ação. Outro indicador comum é o EV/EBITDA, que considera o valor da empresa (enterprise value) em relação ao seu EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), permitindo comparações entre negócios com estruturas de capital diferentes.

O método funciona como uma “referência de mercado”: se empresas semelhantes são negociadas por determinado múltiplo, é possível usar esse parâmetro para estimar quanto outra empresa poderia valer.

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Diferença entre valuation e evaluation

Apesar de parecerem semelhantes, valuation e evaluation têm significados diferentes. Enquanto o valuation determina o valor financeiro de uma empresa, o evaluation se refere à avaliação de desempenho, qualidade ou eficiência — não ao valor monetário.

Além dos aspectos financeiros, o processo de evaluation pode analisar fatores como resultados operacionais, satisfação de clientes, processos internos e métricas de desempenho.

Tipos de valuation: como escolher o método certo?

Existem diferentes métodos de valuation, e a escolha do mais adequado depende de vários fatores, como o tipo de empresa, o estágio de desenvolvimento e os dados disponíveis. Cada abordagem tem suas vantagens e limitações. Por isso, é importante entender o contexto em que cada uma é mais eficaz.

Além dos métodos Fluxo de Caixa Descontado (DCF) e os múltiplos de mercado, outros métodos também são muito usados, como o valuation por comparáveis de mercado ou o valuation baseado em receita projetada.

A seguir, veja os tipos de valuation mais usados para startups e empresas em crescimento.

Valuation de startups

Valuar startups é um desafio, pois elas geralmente não têm um histórico financeiro consistente ou lucros previsíveis. Por isso, as técnicas tradicionais de valuation, como o Fluxo de Caixa Descontado (DCF), podem não ser tão eficazes. Em vez disso, métodos alternativos são usados, como o valuation por comparáveis e o método de receita projetada.

O valuation por comparáveis envolve comparar a startup com empresas similares no mercado, considerando o preço por usuário ou valor por receita. Já o método de receita projetada foca na previsão de receitas futuras, ajustando-as para o risco e a incerteza típicos de negócios novos.

De acordo com as publicações de Aswath Damodaran, referência mundial em avaliação de empresas, a falta de dados históricos exige um foco maior na análise de potenciais futuros e no risco envolvido, fazendo com que a avaliação de startups dependa mais da visão sobre o futuro do que da performance passada.

Valuation de empresas em crescimento

O valuation de empresas em crescimento foca na capacidade da empresa de expandir suas operações e aumentar suas receitas ao longo do tempo. Nesse caso, os métodos tradicionais, como o Fluxo de Caixa Descontado (DCF), ainda podem ser usados, mas com uma atenção maior às projeções futuras e ao risco envolvido.

As principais métricas usadas para avaliar empresas em expansão são o crescimento da receita e o EBITDA ajustado, que indicam não apenas a lucratividade, mas também a escalabilidade do modelo de negócio.

Múltiplos como preço sobre vendas (P/S) também são comuns, pois refletem a relação entre o valor de mercado da empresa e suas vendas.

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Como calcular o valuation: passo a passo

O modelo de valuation apresentado no livro “Financial Modeling and Valuation” de Paul Pignataro, fundador e CEO da renomada New York School of Finance, oferece um guia prático para avaliar investimentos com técnicas analíticas avançadas, semelhantes às empregadas por analistas de Wall Street.

Ao seguir seu método, é possível obter uma análise profunda da saúde financeira de uma empresa e realizar valuations bem fundamentados. Na sequência, confira o passo a passo para calcular o valuation de uma empresa com precisão, de acordo com Pignataro:

  • Definir o objetivo do valuation: Determinar a finalidade da avaliação, seja para aquisição, investimento ou planejamento estratégico.
  • Escolher o método de valuation: Decidir entre métodos como Fluxo de Caixa Descontado (DCF), múltiplos de mercado ou outras abordagens, com base nas características da empresa.
  • Coletar dados financeiros da empresa: Reunir informações essenciais, como demonstrações financeiras, balanços patrimoniais e demonstrativos de resultados.
  • Projetar fluxos de caixa futuros: Estimar as receitas e despesas futuras da empresa, considerando o seu desempenho atual e as expectativas de crescimento.
  • Calcular o valor residual: Determinar o valor da empresa após o período de projeção, utilizando um múltiplo ou taxa de crescimento constante.
  • Definir a taxa de desconto: Escolher uma taxa que reflita os riscos do negócio, do mercado e do setor em que a empresa está inserida.
  • Descontar os fluxos de caixa futuros ao valor presente: Aplicar a taxa de desconto nos fluxos de caixa futuros para calcular o valor presente, ou seja, o valor da empresa no momento atual.
  • Aplicar múltiplos de mercado: Se necessário, utilizar múltiplos financeiros como P/E (preço/lucro) ou EV/EBITDA para comparar a empresa com outras do mercado.
  • Obter o valor final (valuation): Somar os fluxos descontados e o valor residual para calcular o valuation final da empresa.
  • Analisar e ajustar os resultados: Revisar os cálculos e ajustar os pressupostos se necessário, levando em conta possíveis variações no mercado ou na empresa.

Erros comuns em valuation: como evitar

Durante o processo de valuation, alguns erros podem ocorrer devido à análise superficial, falta de dados consistentes ou má interpretação de premissas fundamentais. A seguir, veja os principais erros na hora de calcular o valuation.

1. Otimismo exagerado nas previsões de fluxo de caixa

É comum exagerar nas previsões de fluxos de caixa futuros, levando a uma avaliação superestimada. Para evitar isso, é importante basear as projeções em dados concretos e revisar as premissas com uma visão realista e conservadora.

2. Erros no cálculo do valor residual

O cálculo inadequado do valor residual, muitas vezes com suposições irreais sobre o desempenho futuro, pode distorcer o valuation. Para evitar esse erro, deve-se usar uma taxa de crescimento perpétuo condizente com o setor e o mercado.

3. Confundir valor com preço

Confundir o valor da empresa com seu preço de mercado é um erro comum, pois o preço pode ser influenciado por fatores temporários. O valuation deve focar na capacidade de geração de fluxos de caixa, e não nas flutuações do preço de mercado.

4. Usar múltiplos de forma inadequada

O uso inadequado de múltiplos de mercado, como comparações com empresas não semelhantes ou desatualizadas, pode resultar em avaliações erradas. É importante garantir que os múltiplos utilizados sejam relevantes e aplicáveis à empresa analisada.

5. Não considerar a estrutura de capital ao determinar a taxa de desconto

Ignorar a estrutura de capital ao calcular a taxa de desconto pode levar a uma avaliação incorreta. Deve-se considerar a combinação de dívida e capital próprio para determinar uma taxa de desconto realista e alinhada ao risco da empresa.

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