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Negócios

Biotech: saiba como negócios unem ciência e tecnologia

Entenda o que é biotech, como essas empresas funcionam, quais tecnologias usam e por que o setor cresce no Brasil e no mundo

Em resumo:

  • Biotech são startups que aplicam ciência e tecnologia para criar soluções inovadoras em saúde, agricultura e sustentabilidade.
  • Elas surgiram nos anos 1970 com a aproximação da ciência acadêmica ao empreendedorismo.
  • Essas empresas utilizam descobertas científicas, como genética e microbiologia, para desenvolver produtos e serviços aplicáveis ao mercado.
  • O funcionamento de uma biotech envolve etapas rigorosas de pesquisa, testes e validação antes de transformar descobertas científicas em soluções viáveis.
  • Tecnologias como inteligência artificial, biologia sintética e engenharia genética estão acelerando a inovação e a aplicação de soluções biotecnológicas.
  • Startups de biotech no Brasil atraem investimentos devido à biodiversidade única e ao potencial em saúde, agronegócio e bioenergia.

Dentro da biotecnologia, cresce um ecossistema de startups que estão revolucionando o mercado: as biotechs. Essas empresas combinam ciência e tecnologia para transformar descobertas científicas em soluções escaláveis.

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Segundo um levantamento da consultoria EY, já são cerca de 350 empresas ativas no Brasil, o que coloca o país na 9ª posição mundial em número de biotechs fundadas. O avanço acompanha uma tendência global de expansão das startups de base científica, impulsionadas por novas tecnologias e pela demanda por inovação.

As biotechs utilizam recursos como inteligência artificial, biologia sintética e edição genética para desenvolver inovações capazes de mudar a forma como medicamentos são criados, alimentos são produzidos e recursos naturais são utilizados.

Neste artigo, saiba como funcionam as biotechs, quais as tecnologias que impulsionam esse mercado e como essas startups estão moldando o futuro da biotecnologia no Brasil e no mundo.

O que é biotech?

Derivado do inglês biotechnology, o termo biotech é usado para designar empresas que aplicam a biotecnologia de forma orientada à inovação e ao mercado, especialmente startups. 

Na prática, são negócios que utilizam conhecimento científico, como genética, microbiologia e bioquímica, para desenvolver produtos, processos ou serviços com aplicação real em setores como saúde, agricultura, alimentos, energia e sustentabilidade.

Enquanto a biotecnologia tradicional costuma estar ligada a grandes indústrias, centros de pesquisa e multinacionais — com ciclos longos e foco em produção em larga escala —, as biotechs operam com estruturas mais enxutas, alto grau de especialização e forte aposta em inovação tecnológica. 

Essas empresas nascem com o objetivo de transformar descobertas científicas em soluções aplicáveis ao mercado, muitas vezes explorando nichos específicos, tecnologias emergentes e modelos de negócio escaláveis.

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Como surgiram as startups de biotech?

As startups de biotech surgiram da aproximação entre ciência acadêmica e empreendedorismo, a partir dos anos 1970. Até então, as descobertas em biotecnologia permaneciam restritas a universidades e laboratórios, com pouca conexão com o mercado. Esse cenário mudou quando cientistas e investidores passaram a identificar o potencial econômico dessas pesquisas.

Um marco desse movimento foi a criação da Genentech, em 1976, nos Estados Unidos. Fundada por um pesquisador e um investidor de risco, a empresa mostrou que avanços em engenharia genética podiam se transformar em produtos farmacêuticos viáveis, dando origem a um novo modelo de negócio baseado em ciência. 

A partir desse momento, a biotech se consolidou como um setor próprio, combinando pesquisa científica, capital de risco e inovação tecnológica. Com o avanço da biologia molecular, do sequenciamento genético e, mais recentemente, da inteligência artificial, o ecossistema de biotechs se expandiu globalmente, inspirando a criação de startups em diversos países, inclusive no Brasil.

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Como funciona uma startup de biotech?

Uma startup de biotech opera a partir de uma lógica diferente da maioria das empresas de tecnologia. O ponto de partida costuma ser uma descoberta científica ou uma hipótese desenvolvida em laboratório, que passa por etapas rigorosas até se transformar em um produto ou serviço viável. 

Esse caminho inclui pesquisa inicial, validação experimental, testes pré-clínicos, fases clínicas — no caso de soluções em saúde — e, por fim, a aprovação regulatória necessária para a entrada no mercado.

Esse processo é longo, caro e bem controlado. Diferentemente de startups digitais, uma biotech pode levar anos até comprovar a segurança, a eficácia e a viabilidade técnica de sua solução. 

Durante esse período, a empresa depende de investimentos contínuos para financiar pesquisa e desenvolvimento, infraestrutura especializada e equipes multidisciplinares que reúnem cientistas, engenheiros, profissionais regulatórios e gestores de negócios.

Os desafios mais comuns do setor envolvem altos custos de pesquisa, exigências regulatórias rigorosas e um longo intervalo até o retorno financeiro. Em muitos casos, o modelo de negócio vai além da venda direta, incluindo parcerias com grandes indústrias, licenciamento de tecnologias e acordos de co-desenvolvimento.

Os produtos e serviços criados por startups de biotech são diversos. Na saúde, incluem medicamentos, vacinas, terapias avançadas e soluções de diagnóstico. Já na agricultura e na sustentabilidade, envolvem biofertilizantes, ingredientes alternativos, novos materiais e processos biológicos mais eficientes e sustentáveis.

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Tecnologias que estão transformando as startups de biotech

O avanço das startups de biotech está diretamente ligado ao uso de tecnologias capazes de acelerar pesquisas, reduzir custos e expandir as opções de aplicação da biotecnologia. 

Recursos que antes eram restritos a grandes centros de pesquisa hoje fazem parte da rotina dessas empresas, permitindo ganhos de escala e inovação em diferentes setores. 

A seguir, confira as principais tecnologias que vêm moldando o funcionamento e o crescimento das biotechs.

Inteligência artificial em biotech

A inteligência artificial tem papel central no desenvolvimento de soluções em biotech, especialmente na área da saúde. Algoritmos são usados para analisar grandes volumes de dados biológicos, identificar padrões e prever o comportamento de moléculas, o que acelera a descoberta de novos medicamentos. 

Essa tecnologia também contribui para o desenvolvimento de tratamentos mais personalizados, ao cruzar informações genéticas, clínicas e laboratoriais, reduzindo o tempo e o custo de etapas que antes levavam anos.

Biologia sintética e engenharia genética

A biologia sintética e a engenharia genética permitem modificar ou criar sistemas biológicos com maior precisão. Nas startups de biotech, essas áreas são aplicadas no desenvolvimento de terapias avançadas, como a terapia gênica, que atua na correção ou substituição de genes associados a doenças. 

Elas também são usadas para criar organismos ou células capazes de produzir substâncias específicas, aumentando as chances de tratamento e prevenção em diferentes condições de saúde.

Outras tecnologias emergentes

Além das tecnologias mais conhecidas, as biotechs também exploram soluções como a bioconversão de resíduos e o desenvolvimento de biofertilizantes — impactando outras cadeias produtivas.

Esses recursos usam processos biológicos para transformar resíduos orgânicos em insumos úteis para indústrias, agricultura e iniciativas de sustentabilidade. 

Exemplos de empresas de biotech

O mercado de biotech conta com centenas de empresas inovadoras que estão trazendo soluções disruptivas em áreas como saúde, sustentabilidade e agricultura.

Um exemplo é a Moderna, empresa que se destacou globalmente com sua vacina contra a COVID-19, uma inovação que pode abrir portas para tratamentos de diversas doenças.

Outro destaque no contexto mundial é a Hera Biotech. A empresa foca no diagnóstico de endometriose, desenvolvendo métodos rápidos e precisos para facilitar a detecção precoce e melhorar a qualidade de vida das mulheres afetadas. 

No Brasil, algumas biotech também estão se destacando, como a Crop Labs, uma startup brasileira especializada em pesquisa pré-clínica, oferecendo testes de segurança, eficácia e controle de qualidade para acelerar a transição de inovações científicas para o mercado.

Mais uma empresa nacional relevante é a Regenera Moléculas do Mar, que explora a biodiversidade química marinha brasileira para desenvolver soluções sustentáveis, focando na prospecção de moléculas e microrganismos para diferentes setores.

O mercado de biotech no Brasil e no mundo

No cenário global, o setor de biotecnologia tem impulsionado avanços científicos que buscam enfrentar desafios atuais como crise alimentar, futuras pandemias e mudanças climáticas.

Segundo um relatório da Endeavor, o financiamento para startups de biotech superou 65 bilhões de dólares em 2023, com os Estados Unidos liderando a captação de recursos. Os investidores têm sido atraídos pelas inovações em áreas como proteínas vegetais, carne cultivada, terapias gênicas e vacinas.

No Brasil, apesar do ecossistema de biotechs ainda estar se consolidando, com muitas startups em estágio inicial, as perspectivas de crescimento são promissoras.

O país encabeça o desenvolvimento científico da América Latina, sendo responsável 77% dos pesquisadores da região, além de ocupar o 5º lugar em número de publicações científicas na área, segundo o “Brazilian Healthcare Biotech Startups Guide”.

Como discutido no podcast do MIT Technology Review Brasil (vídeo abaixo) sobre essa temática, o país está atraindo investimentos globais, principalmente por sua biodiversidade única e seu potencial de inovação em áreas como saúde, agronegócio sustentável e bioenergia.

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