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Geografia

Placas Tectônicas

Angelo Carvalho
Publicado por Angelo Carvalho
Última atualização: 20/9/2018

Introdução

Você já parou para se perguntar por que ocorrem os terremotos? De onde surgiram as cordilheiras, que podem chegar a quase 9 mil metros de altitude? Todas as respostas podem ser obtidas a partir da teoria da Tectônica de Placas. Segundo esta teoria, a litosfera (camada sólida mais externa do nosso planeta) é constituída por placas que se movimentam constantemente e interagem entre si, resultando em atividade geológica.
 
Placas tectônicas e direção e de movimentação.Placas tectônicas e direção e de movimentação.
 O movimento das placas tectônicas é resultante de correntes de convecção de uma massa pastosa localizada logo abaixo da litosfera, chamada de magma. Existem sete grandes placas complementadas por outras placas menores:

  • Placa Africana
  • Placa da Antártida
  • Placa Australiana
  • Placa Euroasiática
  • Placa do Pacífico
  • Placa Norte-americana
  • Placa Sul-americana

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Teoria da Deriva Continental

A semelhança entre fósseis encontrados em diferentes continentes, o aparente encaixe entre continentes e outros estudos levaram o cientista alemão Alfred Wegener, no início do século XX, a formular a teoria chamada Deriva Continental.

A teoria diz que os continentes estão se separando e, há milhões de anos,estiveram todos juntos num grande continente chamado Pangeia. Com a evolução da tecnologia, foi possível comprovar que os continentes realmente estão se afastando, devido ao movimento das placas tectônicas, a partir de um ponto comum, que seria a Pangeia.

Encontro de placas tectônicas

Existem três tipos de encontro de placas tectônicas, são eles: encontro divergente, convergente e transformante (Figura 2). Estes encontros podem gerar montanhas, vulcões, terremotos e tsunamis.

Encontros de placas tectônicas.Encontros de placas tectônicas.

Encontro divergente

Com o movimento ascendente do magma, as placas são forçadas a se separarem e o magma, ao entrar em contato com a superfície, se solidifica, criando-se crosta. Deste modo, o encontro divergente está associado à criação de crosta, aumentando a área das placas tectônicas.


 Ocorrem geralmente no fundo dos oceanos e formam as chamadas dorsais meso-oceânicas, que podem chegar até 4000 metros de altitude. Também podem ocorrer nos continentes, promovendo atividades vulcânicas ou vales em rifte, como os observados no Mar Vermelho e no Golfo da Califórnia.

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Encontro convergente

Em encontros convergentes, uma placa se movimenta contra outra, ocorrendo o choque e a sobreposição das placas. É um encontro destrutivo, no qual a placa mais densa fica por baixo, ocorrendo subducção, e posteriormente fundindo-se e misturando-se ao magma. Devido ao atrito, a placa menos densa sofre orogênese, ou seja, se dobra ocasionando elevações que geram cordilheiras como a dos Andes e Himalaia.


 Podem ocorrer encontros convergentes dos tipos oceano-oceano, oceano-continente e continente-continente:

  • Oceano-oceano: neste caso, a placa oceânica menos densa irá dobrar até formar vulcões ou ilhas vulcânicas. O Japão é um exemplo de zona formada por esse tipo de convergência de placas.
  • Oceano-continente: Quando uma placa oceânica colide com uma placa continental, a oceânica sofre subducção (mergulha sob a continental), uma vez que é mais densa que a placa continental. A estrutura resultante desse tipo de colisão é semelhante à desenvolvida nas convergências oceano-oceano. A Cordilheira dos Andes é um exemplo desse fenômeno.
  • Continente-continente: Assim como na colisão oceano-oceano, a placa continental menos densa mergulha sob a outra continental. A consequência desse tipo de colisão é a formação de cadeias de montanhas. O Himalaia é um exemplo de formação desse caso.

Encontro transformante

Esse tipo de encontro ocorre quando duas placas se movem lateralmente, em direções opostas, sem haver consumo nem expansão de nenhuma delas. O exemplo clássico para esse caso é a Falha de San Andreas, na Califórnia (Figura 3).
 
Falha de San Andreas.Falha de San Andreas.

Ondas Sísmicas

As placas tectônicas estão em movimento constantemente, o que gera um acúmulo de tensões em profundidade. Quando a tensão acumulada excede um certo valor, ocorre uma ruptura dos materiais rochosos ao longo de uma falha, gerando um movimento vibratório que se propaga pelo interior da Terra e que se manifesta à superfície na forma de um sismo.


 Estes movimentos vibratórios que se propagam pelo interior da Terra denominam-se ondas sísmicas e podem apresentar diferentes características.

Ondas interiores ou profundas

São geradas nos focos sísmicos e se propagam no interior do globo. Podem ser de dois tipos:

  • Ondas P: são as mais rápidas, com velocidades da ordem de 10 km/s. As ondas P são ondas longitudinais, ou de compressão, assim como as ondas sonoras. Essas ondas podem se propagar através de sólidos e fluidos. Ao se deslocarem através da Terra, as ondas P comprimem e distendem as rochas ao longo da direção em que se propagam. Por serem de natureza longitudinal, as ondas P de um terremoto costumam não provocar muitos danos.
  • Ondas S: também são conhecidas como ondas de cisalhamento. Ao contrário das ondas P, as ondas S são transversais, deformando as rochas na direção perpendicular à direção de propagação, tal como uma onda oceânica. As ondas S viajam um pouco mais devagar do que as ondas P, e só se propagam através dos sólidos, uma vez que fluidos não suportam forças de cisalhamento. Elas costumam ser mais intensas e destrutivas que as ondas P.

Ondas superficiais

São formadas com a chegada das ondas interiores à superfície terrestre e se propagam com velocidade inferior às ondas P e S. Também há dois tipos de ondas de superfície, as ondas L e R, e elas são as responsáveis pela maior parte da destruição causada por um terremoto. Essas ondas são capazes de percorrer enormes distâncias; ondas de superfície geradas por grandes terremotos dão várias voltas na Terra antes de se dissiparem.


 As ondas sísmicas são detectadas e registradas por dispositivos chamados sismógrafos. Os registos efetuados por esses aparelhos são os sismogramas. A sua interpretação permite o reconhecimento e a leitura dos tempos de chegada das ondas sísmicas, possibilitando o cálculo da distância a que se encontra o epicentro – ponto da superfície da Terra onde primeiramente chega a onda sísmica – de um determinado sismo.


 Os sismos podem ser caracterizados por duas grandezas: a intensidade e a magnitude.

  • A intensidade descreve o grau de destruição de um sismo com base nos estragos observados à superfície da Terra, nomeadamente nas construções feitas pelo homem. Pode ser determinada por meio da escala de Mercalli, que apresenta 12 graus.

A magnitude de um sismo é um valor calculado com base na quantidade de energia libertada no local da ruptura, também chamado foco ou hipocentro do sismo. Essa energia é determinada através da medição da amplitude máxima das ondas registadas nos sismogramas. Uma escala logarítmica, denominada escala Richter, é utilizada para medir essa grandeza.


Exercícios

Exercício 1
(ENEM/2012)

De repente, sente-se uma vibração que aumenta rapidamente; lustres balançam, objetos se movem sozinhos e somos invadidos pela estranha sensação de medo do imprevisto. Segundos parecem horas, poucos minutos são uma eternidade. Estamos sentindo os efeitos de um terremoto, um tipo de abalo sísmico.
 ASSAD, L. Os (não tão) imperceptíveis movimentos da Terra. ComCiência: Revista Eletrônica de Jornalismo Científico, n. 117, abr. 2010. Disponível em: http://comciencia.br. Acesso em: 2 mar. 2012.
 
 O fenômeno físico descrito no texto afeta intensamente as populações que ocupam espaços próximos às áreas de:

Ilustração: Rapaz corpulento de camiseta, short e tênis acenando

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