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História Geral

Congresso de Viena

Otávio Spinace
Publicado por Otávio Spinace
Última atualização: 21/8/2018

Introdução

Após a derrota militar de Napoleão Bonaparte, representantes das monarquias europeias que haviam se unido para combater o general francês se reuniram em Viena, capital da Áustria, para decidir quais seriam os rumos tomados a partir dali.

Entre os países que participaram dessas discussões, estão Inglaterra, Áustria, Rússia e Prússia, além da própria França. Esses encontros entre os governantes das principais nações europeias, ocorridos entre 1814-1815, foram chamados de Congresso de Viena.

Quadro do congresso de vienaQuadro do Congresso de Viena

Contexto histórico

Desde a Revolução Francesa, mas principalmente em razão das Guerras Napoleônicas, o mapa europeu havia sido completamente modificado:

  • reis foram depostos, dando lugar a familiares e aliados de Napoleão;
  • territórios foram desmembrados e anexados por outros países;
  • antigas fronteiras foram desmanchadas.

Além das disputas territoriais e pelo poder, ganhavam força na Europa diversos movimentos, como os liberais e nacionalistas, influenciados pelos acontecimentos e ideais da Revolução Francesa. Eles ameaçavam a velha ordem monárquica, que tentava se manter no poder.

É neste contexto que se reúne o Congresso de Viena: as preocupações das coroas europeias não se resumiam apenas em estabelecer novamente os contornos geográficos de suas nações, mas também em barrar o avanço de tais movimentos que poderiam questionar o poder dos monarcas.

Além disso, o Congresso também foi marcado por disputas em razão de interesses distintos das potências europeias. Estavam reunidas monarquias constitucionais, como Inglaterra e França, e monarquias absolutistas, como Áustria, Prússia e Rússia, com interesses e objetivos diversos.

Ao mesmo tempo em que queria evitar o surgimento de um “novo Napoleão” em território europeu, a Inglaterra, por exemplo, defendia a abertura de novos mercados, o que a levou a apoiar os processos de independência na América Espanhola. Portanto, também estava em jogo buscar o mínimo de consenso entre as nações da Europa.

Com esses objetivos em vista, as negociações estabeleceram três princípios que nortearam as ações deliberadas no Congresso:

Restauração

Previa que as casas reais que foram depostas pela Revolução Francesa e por Napoleão deveriam voltar a seus tronos. Isto ocorreu na França e na Espanha, e permitiu o retorno da família real portuguesa, que havia fugido para o Brasil, a seu país de origem.

Legitimidade

Tinha como objetivo reforçar o direito dos monarcas ao poder e recuperar sua legitimidade para exercê-lo após as revoluções liberais.

Equilíbrio

Estabelecia um relativo equilíbrio entre as potências europeias, procurando evitar o domínio de um país sobre os demais e novas guerras que tomassem todo o continente.

A Santa Aliança

A Santa Aliança, ou Tratado da Santa Aliança, foi um pacto militar estabelecido em setembro de 1815 entre Áustria, Rússia e Prússia - naquele momento, as monarquias mais fechadas da Europa. Ela previa a possibilidade de intervenção caso os princípios estabelecidos no Congresso de Viena fossem desrespeitados.

Posteriormente, temendo que a Santa Aliança pudesse fortalecer uma ordem católica no continente, a Inglaterra se uniu ao grupo, que passou a ser chamado de Quádrupla Aliança. Este acordo previa, ainda, que a França poderia integrá-lo futuramente.

Apesar do pacto firmado entre as potências, os diferentes interesses entre os integrantes da Santa Aliança impediam que seus objetivos fossem plenamente concretizados.

Nesse sentido, o caso da Inglaterra se torna paradigmático: com o objetivo de expandir o comércio de seus produtos para novos mercados, os ingleses apoiavam a liberdade econômica das antigas colônias americanas que haviam se tornado independentes, portanto contrariando o princípio da restauração fosse implementado integralmente.

Conclusão

Em resumo, o Congresso de Viena teve êxito relativo, já que durante algum tempo nenhuma nação europeia teve força para se sobrepor às demais, como havia feito a França de Napoleão.

Entretanto, apesar dos esforços das grandes monarquias, os diversos movimentos – liberais, nacionalistas, camponeses, operários e reacionários, entre outros – que surgiam em cada um desses países não foram totalmente reprimidos e continuaram transformando a Europa ao longo do século XIX.


Exercícios

Exercício 1
(UNESP/2014)

O Congresso de Viena, entre 1814 e 1815, reuniu representantes de diversos Estados europeus e resultou:

Ilustração: Rapaz corpulento de camiseta, short e tênis acenando

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