EnemEnem e Vestibulares

Como usar eleições como repertório na redação do Enem

Eleições na redação do Enem: professora explica como usar o tema como repertório e quais erros devem ser evitados.



Em resumo:

  • Eleições podem aparecer no Enem relacionadas a conteúdos como cidadania, democracia, direitos políticos, participação social, sistemas eleitorais e processos históricos.
  • As eleições podem ser usadas como repertório na redação em temas sobre democracia, desinformação, inteligência artificial, inclusão e igualdade de direitos, desde que contribuam para a argumentação.
  • É preciso evitar abordagens partidárias ou panfletárias: o repertório deve ser analítico e pertinente ao tema, sem ataques a candidatos ou propaganda política.

Veja mais abaixo!

Em 2026, o Brasil vive mais um ano de Eleições Gerais. O primeiro turno acontece neste domingo, 4 de outubro, enquanto um eventual segundo turno está marcado para 25 de outubro.

Encontre bolsas de estudo de até 80%

Em meio ao período eleitoral, uma dúvida pode surgir entre os vestibulandos que se preparam para o Enem e outros processos seletivos: afinal, é possível usar as eleições como repertório na redação?

A seguir, confira como as eleições podem aparecer no Enem, como utilizá-las como repertório sociocultural na redação e quais cuidados tomar, além de dicas e exemplos práticos.

Como usar eleições como repertório na redação do Enem

Como as eleições e assuntos relacionados podem ser cobrados no Enem?

As eleições podem aparecer no Enem, mas isso não significa que o estudante precise decorar acontecimentos da campanha eleitoral ou posições de candidatos e partidos. Segundo Daniela Toffoli, professora de Redação do Curso Anglo, a abordagem tende a estar relacionada à capacidade de analisar aspectos históricos, sociais e políticos.

Teste vocacional

Qual carreira combina com o seu perfil?

Responda as perguntas e descubra o curso certo e as bolsas ideais para você!

“O Enem não cobra disputas partidárias conjunturais ou fatos políticos pontuais do momento. A banca aborda o tema por meio da prova de Ciências Humanas e suas Tecnologias (História, Sociologia, Filosofia e Geografia), avaliando a capacidade analítica e crítica do estudante sobre o funcionamento das instituições, direitos e processos históricos”, explica.

Essa característica está alinhada à própria Matriz de Referência do Enem, que prevê competências relacionadas à compreensão das transformações políticas e sociais, da atuação de movimentos sociais, da cidadania e da democracia, além de habilidades cognitivas como construção de argumentação e compreensão de fenômenos, em vez da simples memorização de informações.

Na prática, Daniela explica que eleições e assuntos relacionados podem aparecer por meio da interpretação de textos historiográficos, charges, gráficos de participação social ou trechos de legislações.

Entre as possibilidades de abordagem apontadas pela professora estão:

  • questões que tratam da história do voto no Brasil, passando pelo voto censitário no Império, “voto de cabresto” e coronelismo na Primeira República, conquista do voto feminino em 1930 e redemocratização;
  • conceitos como cidadania, sufrágio, soberania popular e Estado de Direito;
  • exercícios que analisam dados ou tabelas sobre a sub-representação de mulheres, negros e indígenas nos espaços de poder;
  • comparação de modelos políticos (presidencialismo vs. parlamentarismo, voto proporcional vs. voto majoritário) ou funcionamento dos Três Poderes e dos órgãos de fiscalização do Estado.

Há precedentes no próprio exame. Em edições anteriores, o Enem já apresentou questões relacionadas ao voto feminino, ao coronelismo e à representação das mulheres na política. Em 2002, a própria proposta de redação abordou o direito ao voto e sua relação com as transformações sociais no Brasil.

“A prova valoriza a capacidade de conectar o conhecimento teórico aos contextos sociopolíticos do país”, resume Daniela.

Veja mais: Quando sai o local de prova do Enem 2026?

+ Quais assuntos mais caíram no Enem nos últimos 5 anos?

Tenha ajuda para estudar pro Enem de graça!

O Preparadão Enem chegou para ajudar quem está estudando para o Enem e busca uma preparação intensiva e focada para a prova.

Se você quiser tudo isso, basta entrar para a comunidade e não só contar com o apoio de vários materiais e dicas de preparação para o exame, mas também com a definição de um rumo para a sua vida profissional!

Tudo isso de graça, sem que você tenha que gastar nada:

Saiba mais: Redações nota 1000 no Enem 2025: veja 10 exemplos

+ Como fazer revisão para o Enem 2026 sem tentar estudar tudo?

É possível usar eleições como repertório na redação do Enem 2026?

Sim. As eleições podem ser usadas como repertório sociocultural na redação do Enem, desde que tenham relação direta com o tema apresentado e contribuam efetivamente para a argumentação.

A Cartilha do Participante do Enem 2026 estabelece que o candidato deve produzir um texto dissertativo-argumentativo sobre um tema de ordem social, científica, cultural ou política e defender um ponto de vista utilizando argumentos consistentes.

Uma das competências avaliadas considera justamente a capacidade de compreender a proposta e aplicar conhecimentos de diferentes áreas para desenvolver o tema.

Nesse contexto, acontecimentos, conceitos e processos históricos relacionados às eleições podem funcionar como repertório para sustentar determinados argumentos.

“É possível e, se utilizado de maneira produtiva, pode contribuir como repertório sociocultural”, afirma Daniela. Segundo a professora, a referência precisa “dialogar diretamente com o tema da proposta, enriquecendo o raciocínio sem parecer uma citação forçada ou decorativa”.

Isso significa que simplesmente mencionar as Eleições 2026 não é suficiente. O estudante precisa estabelecer uma relação clara entre o repertório escolhido, o problema apresentado pela proposta e o argumento desenvolvido no texto.

Daniela aponta alguns exemplos de como é possível aplicar:

  • Em temas que tratam de engajamento social, cidadania ou combate à apatia política, as
    eleiçõe
    s (ou eventos históricos como o movimento das Diretas Já ou a Constituição de
    1988) podem exemplificar o exercício do sufrágio universal e o papel do cidadão nas
    decisões do país.
  • Em propostas sobre fake news, desinformação, inteligência artificial ou manipulação de
    dados
    , o processo eleitoral pode servir como pano de fundo para discutir a importância
    da checagem de fatos, do debate público consciente e do uso ético de tecnologias no
    ecossistema democrático.
  • Em temas de inclusão social e igualdade de direitos, o histórico eleitoral brasileiro
    contempla discussões sobre a conquista do voto feminino (Código Eleitoral de 1932), o
    direito de voto aos analfabetos (Constituição de 1988) e a representatividade de grupos
    minoritários na política.

A Constituição de 1988, por exemplo, estabelece que a soberania popular é exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, além de prever o voto facultativo para pessoas analfabetas.

Assim, em vez de apenas citar que “2026 é ano eleitoral”, o estudante pode recorrer a um acontecimento histórico, conceito ou característica do processo democrático e explicar de que maneira ele ajuda a compreender o problema discutido na redação.

Confira: Misoginia pode cair no Enem 2026?

+ 20 temas de atualidades que podem cair no Enem 2026

O que NÃO fazer ao usar eleições como repertório na redação?

O principal cuidado é não transformar a redação em propaganda eleitoral, ataque pessoal ou manifestação partidária desconectada da proposta.

Para Daniela, o estudante deve adotar uma postura “analítica e cidadã” ao recorrer ao assunto. A professora recomenda evitar “posicionamento partidário ou ideológico a partir de críticas personalistas a candidatos e com tom panfletário”.

Isso não significa que a redação do Enem proíba a defesa de um ponto de vista. Pelo contrário: a própria Cartilha do Participante determina que o candidato apresente e sustente uma posição sobre o tema proposto.

Essa argumentação, porém, precisa ser construída com informações, fatos e argumentos relacionados ao problema em discussão, além de respeitar os direitos humanos na proposta de intervenção.

Por isso, ao utilizar eleições como repertório, evite:

  • defender ou atacar candidatos, partidos ou grupos políticos;
  • transformar o texto em propaganda ou discurso eleitoral;
  • fazer ataques pessoais ou usar linguagem panfletária;
  • citar acontecimentos eleitorais apenas para demonstrar conhecimento, sem explicar sua relação com o argumento;
  • apresentar informações, datas ou conceitos políticos dos quais você não tenha certeza;
  • forçar uma referência às Eleições quando outro repertório tiver relação mais direta com o tema.

Gostando dessa matéria?

Inscreva-se e receba nossos principais posts no seu e-mail

Personagem segurando um sino de notificações

A regra prática é simples: as eleições devem funcionar como ferramenta para desenvolver o argumento, e não como assunto paralelo à proposta.

Se o tema fosse relacionado à desinformação, por exemplo, mencionar simplesmente que o Brasil realiza eleições em 2026 acrescentaria pouco à discussão. Já explicar como a circulação de informações falsas em processos eleitorais evidencia a importância da educação midiática e da checagem de fatos cria uma relação efetiva entre o repertório e o argumento.

Como resume Daniela, o repertório eleitoral pode ser utilizado para “fundamentar argumentos sobre sociedade, direitos e democracia”, desde que tenha uma função clara dentro do texto.

Veja também: Enem 2026: veja 5 possíveis temas de redação

+ Redação do Enem 2026: Inep alerta contra ‘repertório de bolso’

Como estudar com bolsa de estudo

Está de olho na oportunidade de estudar e quer saber como fazer isso pagando um valor mais em conta?

A Quero Bolsa, uma plataforma que oferece bolsas de estudo de até 80% em mais de 1.000 instituições de ensino de todo o Brasil, pode ajudar você com isso!

Os descontos estão disponíveis em vários tipos de curso:

Ah! E outra coisa boa também é que dá para escolher a melhor modalidade que se adequa à sua realidade, porque ela oferece tanto cursos presenciais quanto cursos EaD.

Clique no botão abaixo e veja as possibilidades de curso!

Entenda como funciona a Quero Bolsa

Se você se interessou e quer saber mais sobre como ela funciona, confira abaixo alguns artigos e entenda melhor como conseguir uma bolsa!

Onde estudar com desconto

Confira abaixo algumas das melhores instituições de ensino do Brasil que são parceiras da Quero Bolsa e aproveite as ofertas disponíveis.

Bolsas interessantes para você

Mostrando 0 perto de
São Paulo, SP
Não encontramos bolsas de estudos para a cidade selecionada.
Logo do Querobolsa

Gostando da matéria?

Inscreva-se e receba nossos principais posts no seu e-mail

Banner FOQA Últimas Notícias

Revista Vídeos

As profissões mais bem pagas em 2026

Postado em 31/03/2026

Como estudar pro ENEM 2026 do ZERO

Postado em 23/04/2026


Pronto para estudar pagando menos?

Bolsas de até 80% de desconto em milhares de faculdades por todo o Brasil.
Encontrar minha bolsa