Olá! Quer uma ajudinha para descobrir sua faculdade ideal?
Ensino Básico

ECA Digital: o que muda com a lei que protege crianças e adolescentes online

Entenda o que muda com o ECA Digital e veja como proteger crianças e adolescentes na internet com mais segurança e responsabilidade

Em resumo:

• O ECA Digital entra em vigor em 18 de março e amplia a proteção de crianças e adolescentes no ambiente online, com novas obrigações para plataformas;

• A lei reforça direitos das crianças e jovens na internet e aumenta a responsabilidade de empresas, famílias e sociedade na segurança digital infantil;

• Acompanhamento ativo, diálogo e uso de ferramentas de controle são essenciais para proteger os filhos.

Com milhões de crianças e adolescentes conectados diariamente, o Brasil dá um novo passo para reforçar a segurança digital infantil: o ECA Digital entra em vigor em março trazendo regras mais rígidas para plataformas, famílias e sociedade.

A nova lei atualiza o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para a realidade das redes sociais, jogos e aplicativos — uma resposta ao aumento de riscos online, como exposição excessiva, cyberbullying e exploração digital.

Mas, na prática, o que realmente muda com o ECA Digital? Ao longo deste artigo, você vai entender como a lei funciona, quem deve cumprir as novas regras e qual é o papel das famílias na proteção de crianças e adolescentes na internet.

Confira os tópicos que vamos abordar:

  • O que é a Lei do ECA Digital?
  • Quando o ECA digital entra em vigor?
  • Como funciona o ECA digital?
  • Por que o ECA Digital surge agora?
  • Qual é o papel das famílias na nova lei?
  • Como aumentar a segurança digital infantil em casa?
criança no tablet sem supervisão mostrando importância do ECA Digital

O que é a Lei do ECA Digital?

O ECA Digital é a atualização do Estatuto da Criança e do Adolescente para o mundo conectado. Instituído pela Lei nº 15.211/2025, o texto adapta a proteção legal já existente para a realidade atual das redes sociais, jogos online, aplicativos e outras plataformas digitais.

Na prática, o Estatuto da Criança e do Adolescente digital garante que os mesmos direitos previstos fora da internet também sejam respeitados no ambiente virtual, reforçando a segurança digital infantil e estabelecendo novas responsabilidades para empresas de tecnologia, famílias e sociedade.

 Por que o ECA Digital surgiu agora?

Quando o ECA original foi criado, em 1990, a internet ainda engatinhava no Brasil. De lá para cá, o cenário mudou completamente: hoje, a maioria das crianças e adolescentes está conectada desde muito cedo.

Importante: O ECA Digital não substitui o ECA tradicional, ele amplia sua aplicação para garantir que crianças e adolescentes também estejam protegidos no mundo online.

Com o crescimento do ambiente digital, também aumentaram riscos como:

  • cyberbullying;
  • exploração online;
  • coleta abusiva de dados;
  • exposição precoce nas redes.

Diante desse novo contexto, surgiu a necessidade de uma legislação específica para o meio digital. 

O ECA Digital nasce justamente para atualizar a proteção integral da infância na era da internet, alinhando o Brasil às discussões mais recentes sobre LGPD e proteção de dados de crianças e reforçando as responsabilidades dos pais no uso da internet.

Qual é o principal objetivo da lei?

O foco do ECA Digital é proteger o uso da internet por crianças e adolescentes, assegurando:

  • respeito aos direitos das crianças na internet;
  • mais transparência no uso de dados;
  • redução da exposição a conteúdos impróprios;
  • maior responsabilização das plataformas digitais.

Em outras palavras, a lei busca equilibrar o acesso às redes sociais de crianças e jovens com medidas efetivas de proteção.

Quando o ECA digital entra em vigor?

O ECA Digital entra em vigor em 18 de março de 2026. A partir dessa data, as novas regras do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente passam a valer em todo o país.

As empresas de tecnologia já tiveram prazo para se adaptar.  Ou seja, redes sociais, jogos, aplicativos e plataformas digitais que atendem crianças e adolescentes devem chegar à data já com as medidas em funcionamento.

O que já precisa mudar?

Entre as principais exigências da lei estão:

  • verificação de idade mais confiável;
  • ferramentas de supervisão parental;
  • remoção rápida de conteúdos nocivos;
  • maior transparência no uso de dados de menores;

Como funciona o ECA digital?

A lógica da lei é simples: se o serviço pode ser acessado por menores, ele precisa ser mais seguro por padrão. Isso impacta diretamente redes sociais, jogos, aplicativos e outros serviços online.

pai orientando filha no uso da internet pelo ECA Digital

Veja as principais mudanças trazidas pela lei:

1. Verificação de idade reforçada

Não basta mais a autodeclaração (“tenho mais de 18”). As plataformas devem adotar mecanismos mais confiáveis para identificar a faixa etária dos usuários.

2. Supervisão parental facilitada

As empresas precisam oferecer ferramentas claras para que os responsáveis acompanhem o uso das redes sociais por crianças e jovens.

3. Proteção de dados mais rígida

A lei fortalece a relação entre LGPD e proteção de dados de crianças, limitando a coleta e o uso de informações pessoais.

4. Proibição de publicidade direcionada

Fica restrito o perfilamento comportamental para anúncios voltados ao público infantojuvenil.

5. Remoção rápida de conteúdos nocivos

Plataformas passam a ter dever mais ativo de agir contra cyberbullying, exploração e outros riscos no uso da internet por crianças e adolescentes.

6. Design mais seguro para menores

Os serviços devem evitar mecanismos que estimulem uso compulsivo, reforçando a segurança digital infantil.

Quem fiscaliza o ECA digital?

A principal responsável pela fiscalização é a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

O órgão foi designado para:

  • supervisionar o cumprimento da lei;
  • regular a aplicação das regras;
  • receber relatórios das plataformas;
  • aplicar sanções em caso de descumprimento.

As penalidades podem incluir advertências, multas e até restrições de funcionamento das empresas.

Em outras palavras, a ANPD passa a ser peça-chave de fiscalização para garantir que as plataformas realmente protejam crianças e adolescentes no ambiente digital.

Ainda assim, a norma também reforça as responsabilidades dos pais no uso da internet e o papel das escolas na orientação sobre direitos das crianças na internet.

Por que o ECA Digital surge agora?

O ECA Digital surge para responder a uma mudança clara: crianças e adolescentes estão cada vez mais presentes no ambiente online e mais expostos a riscos.

Dados recentes da pesquisa TIC Kids Online Brasil mostram que 92% dos jovens de 9 a 17 anos usam a internet, com significativo aumento desse número nos últimos anos, o que acelerou o debate sobre direitos das crianças na internet e segurança digital infantil

Ao mesmo tempo, cresceram os registros de:

  • cyberbullying;
  • exposição a conteúdos impróprios;
  • coleta abusiva de dados;
  • exploração online.

Pressão social acelerou a pauta

A discussão ganhou força após o vídeo do influenciador Felipe Bressanim Pereira (Felca), em agosto de 2025, que denunciou a exposição e a adultização de menores nas redes sociais.

A repercussão mobilizou famílias, especialistas e autoridades, aumentando a pressão por regras mais claras para o uso da internet por crianças e adolescentes.

Resultado: o ECA Digital nasce como uma atualização necessária para a realidade hiperconectada da infância.

Qual é o papel das famílias na nova lei?

Com a chegada do ECA Digital, a proteção de crianças e adolescentes na internet deixa de ser responsabilidade apenas das plataformas e dos órgãos fiscalizadores. As famílias continuam sendo peças-chave na segurança digital infantil.

Na prática, isso significa que pais e responsáveis precisam acompanhar de forma mais ativa o uso da internet por crianças e adolescentes, combinando diálogo, supervisão e orientação constante.

Segundo a especialista e coordenadora do Curso de Direito da Universidade Feevale, Valéria Koch Barbosa, a conscientização da família é fundamental nesse processo:

Não é só dar o acesso, mas controlar o que eles acessam lá dentro, quanto tempo acessam. Por isso o ECA já atribui, desde sempre, a responsabilidade da família, da sociedade e do Estado na proteção de crianças e adolescentes, destaca.

crianças no tablet sem supervisão parental indo contra ao ECA Digital

Diante desse cenário, alguns cuidados práticos no dia a dia fazem toda a diferença na proteção digital dos filhos:

Responsabilidades dos pais no uso da internet

Mais do que permitir ou proibir o acesso, espera-se que a família atue como mediadora da experiência digital. Isso envolve acompanhar a rotina online, orientar sobre riscos nas redes sociais e estabelecer limites de tempo de tela adequados à idade.

Mediação ativa e supervisão contínua

Especialistas defendem a chamada mediação ativa, quando os adultos participam de forma próxima da vida digital dos filhos. Na prática, vale:

  • conversar sobre o que a criança vê online;
  • explicar como proteger dados pessoais;
  • combinar regras claras de uso;
  • navegar ou jogar junto em alguns momentos.

O Estatuto Digital da Criança e do Adolescente também reforça que a educação para o uso consciente da tecnologia começa dentro de casa. Por isso, cabe às famílias orientar sobre cyberbullying, privacidade e comportamento seguro nas redes sociais. 

Sinais de alerta que merecem atenção

Mudanças repentinas de comportamento podem indicar problemas no ambiente online. Por isso, fique atento se a criança ou adolescente apresentar atitudes como:

  1. isolamento excessivo;
  2. irritação ao usar o celular;
  3. queda no rendimento escolar;
  4. alterações no sono ou no apetite;
  5. resistência em mostrar o que faz na internet.

Diante de sinais persistentes ou situações mais graves, é importante buscar apoio da escola, do Conselho Tutelar ou de canais especializados.

Valéria Koch Barbosa, também chama atenção para a importância de a sociedade conhecer e se apropriar do ECA Digital:

Eu acredito que essa lei vai ser cumprida. É um avanço e é inegavelmente um marco, principalmente porque recai a responsabilidade sobre as big techs. Mas continuamos a ter também, cada um de nós, o seu papel. Não terceirizar. Isso para garantir a eficácia da lei, conclui.

Como aumentar a segurança digital infantil em casa?

Com o ECA Digital, a proteção no ambiente online ganha regras mais claras e pequenas atitudes no dia a dia já ajudam a reduzir riscos e tornam o uso da internet por crianças e adolescentes muito mais seguro.

A seguir, veja algumas medidas práticas que pais e responsáveis podem adotar desde já:

Ação práticaComo aplicar no dia a dia
Ative o controle parentalUse ferramentas de supervisão em celulares, tablets, TVs e videogames para limitar conteúdos e tempo de uso.
Estabeleça regras de telaCombine horários, locais de uso e tempo máximo adequado à idade.
Acompanhe as redes sociaisSaiba quais plataformas seu filho usa e revise configurações de privacidade.
Converse com frequênciaFale sobre riscos, cyberbullying e exposição de dados de forma aberta e sem julgamento.
Mantenha dispositivos em áreas comunsSempre que possível, evite uso isolado prolongado no quarto.
Atualize aplicativos e sistemasManter tudo atualizado ajuda a corrigir falhas de segurança.
Dê o exemploAdultos também devem praticar um uso equilibrado e consciente da tecnologia.

Proteção digital e educação caminham juntas

Como vimos, o ECA Digital chega como um avanço importante, mas no fim das contas, a proteção real acontece no dia a dia — nas conversas em casa, nos combinados de uso e na presença ativa dos pais na vida online dos filhos

E se você acredita que uma boa escola também faz parte dessa rede de proteção vale conhecer as bolsas de estudo da Quero Escola. A plataforma reúne oportunidades para economizar na mensalidade e encontrar instituições alinhadas com o que sua família procura.

Gostou desse conteúdo? Então compartilhe com outras famílias que gostariam de saber mais sobre a nova lei do ECA Digital. Aproveite e leia outros artigos do nosso blog. 

Como estudar com bolsa de estudo?

Com a Quero Escola, você encontra bolsas de estudo em escolas particulares de todo o Brasil de forma simples, segura e sem burocracia. 

Descubra as opções que mais se encaixam no perfil do seu filho ou filha, economize com bolsas de estudo de até 80% e aproveite benefícios exclusivos como inglês gratuito, seguro educacional e cursos online.

Não perca tempo! Clique no botão abaixo, e garanta a bolsa de estudo ideal para a sua família. 

Entenda como funciona a Quero Escola

Se você se interessou e quer saber mais sobre como ela funciona, confira abaixo um artigo exclusivo e entenda melhor como conseguir uma bolsa com diversos benefícios!

Gostando dessa matéria?

Inscreva-se e receba nossos principais posts no seu e-mail

Personagem segurando um sino de notificações