Os primeiros cursos EaD surgiram em meados de 1890, nos Estados Unidos e Alemanha, onde eram oferecidos por meio de correspondências. O ensino por cartas chegou ao Brasil nos anos 1960 e também contava com aulas transmitidas pelo rádio.
Em 2005, a modalidade foi regulamentada na lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional pelo Ministério da Educação. Desde então, com o acesso maior à internet, o ensino a distância têm crescido cada vez mais e gerado polêmica.
Uma das discussões começaram em 2017, quando o governo abriu a possibilidade de convênios com escolas à distância no ensino médio, ampliou os casos emergenciais nos quais é autorizado o EaD e eliminou a exigência de visita técnica para a abertura de novos polos EaD.
Sendo um assunto em alta e que gera muitas discussões, o tema ensino a distância pode cair na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e de outros vestibulares. Para te ajudar a defender seu ponto de vista na prova, confira argumentos prós e contras o ensino a distância!
Conveniência X Ensino
Pró: O ensino a distância é mais conveniente, pois o aluno pode estudar de qualquer lugar, de casa ou no ônibus, do computador ou do celular. O aluno também tem flexibilidade nos horários de estudos e pode conciliar trabalho e estudo.
Contra: Sem o contato direito com os professores e apoio pedagógico, os estudantes EaD podem não conseguir acompanhar o curso e ficar com muitas dúvidas, mesmo após atendimento virtual. No EaD se perde o vínculo direto entre o professor e aluno que garante um bom aprendizado. Também é necessária muita disciplina do aluno, principalmente no ambiente de casa onde se tem muita distração.
Pró: O EaD é mais democrático, pois rompe barreiras geográficas, sociais e culturais, permitindo que mais pessoas tenham acesso à educação. Isso porque as mensalidades são mais baratas, já que o curso exige menos infraestrutura por parte das instituições de ensino. Além disso, o aluno não gasta com o deslocamento, somente em alguns dias de aula presencial.
Contra: O ensino a distância não é democrático, pois pressupõe o acesso à internet, computadores e celulares por parte de seus estudantes. Regiões mais afastadas dos grandes centros ainda sofrem com a falta de infraestrutura básica, como saneamento e luz elétrica. Apesar de estar se popularizando, o acesso a internet ainda não é realidade para 30% da população brasileira, de acordo com o pesquisa TIC Domicílios de 2018.
Pró: A qualidade do ensino a distância é a mesma que do ensino presencial, o tempo de curso também. Todas as instituições passam pelo reconhecimento do Ministério da Educação (MEC). Por lei, os cursos da modalidade EaD precisam ter até 30% das atividades de forma presencial, além da carga horário referente a estágios.
Contra: A qualidade do ensino EaD é menor que do ensino presencial. No Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) de 2017, realizado com os estudantes concluintes do ensino superior, cursos presenciais obtiveram conceito máximo; no ensino a distância, apenas 2,4%.
(Foto: Rawpixel/Pixabay)
Preconceito no mercado de trabalho
Pró: O diploma de um curso EaD é o mesmo que o do curso presencial, não constando a modalidade escolhida. Cada vez mais o mercado contrata profissionais que vieram do ensino a distância e tende a contratar mais, já que a modalidade cresce muito. O preconceito inicial é o mesmo pelo qual passou o ensino tecnólogo e deve se dissipar com o tempo. Mesmo que os conselhos profissionais queiram proibir o registro desses profissionais, os cursos são regulamentados pelo Ministério da Educação.
Contra: Os profissionais formados no ensino a distância ainda não são bem aceitos no mercado de trabalho. Um exemplo são os conselhos profissionais de Medicina, Arquitetura e Urbanismo, Odontologia e Veterinária que publicaram, no início do ano, resoluções que proíbem a inscrição e o registro de alunos de cursos da modalidade EaD.
Pró: O ensino a distância é uma alternativa para alunos de áreas muito distantes, que tenham dificuldade de se deslocar até a escola de ensino básico. É o caso de estudantes de áreas rurais, indígenas e vulneráveis à exclusão escolar. O EaD também pode ser liberado em casos emergenciais, por motivos de saúde ou privação de liberdade ou para complementar o ensino dos estudantes.
Contra: A convivência com outros alunos e professores é fundamental no processo de socialização. Em países desenvolvidos, os alunos de ensino básico ficam na escola cerca de 7h por dia. A proposta de EaD no ensino básico afeta também a rotina das famílias, pois com crianças e jovens estudando em casa, é necessária a supervisão dos responsáveis, que geralmente precisam trabalhar fora. Ao pensar em regiões mais pobres, a escola básica ainda garante a alimentação dos estudantes, por meio da merenda escolar.
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