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Universidades

Hospitais Universitários: Como é a rotina dos médicos residentes?

por Giovana Murça em 26/04/19 360 visualizações

Se você pretende prestar Medicina, possivelmente você já está pensando na sua pós-graduação! Pois é somente na pós-graduação que os médicos escolhem e se especializam em alguma área de atuação por meio dos programas de residência médica. Nessa matéria você conhece a rotina dos residentes nos hospitais universitários!


O que é a residência médica?

A residência médica é uma pós-graduação para os profissionais formados em Medicina se especializarem em alguma área, como Cardiologia ou Pediatria, por exemplo. Os residentes são sempre acompanhados por um professor-supervisor.

A residência pode durar de dois a cinco anos, dependendo da área. De acordo com a legislação, os programas de residência médica devem ter 60 horas semanais, com no máximo 24 horas de plantão, sendo que cerca de 80% dessa carga horária é prática. Depois os médicos ainda fazem outras subespecializações dentro de sua área, o estudo é constante por toda a carreira médica.

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Hospitais universitários

Os hospitais universitários são centros de saúde, mantidos por universidades ou em parceria com elas, para auxiliar na formação dos profissionais da saúde. Assim como as clínicas-escolas, os hospitais universitários são referência nas regiões onde se localizam. Eles não visam lucro, mas atender a população com qualidade, garantindo o direito do acesso à saúde.

Guilherme Andriolli é residente do 2º ano de Ginecologia e Obstetrícia no Hospital das Clínicas da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu. Para ele, a vantagem do hospital-escola é ter um professor para orientar e agir baseado no que se aprende na teoria e em casos já conhecidos.

Médicos residentes
A turma de residência em Ginecologia e Obstetrícia de Guilherme no Hospital das Clínicas da Unesp de Botucatu (Foto: Arquivo pessoal)

“Por ser um serviço acadêmico, há muitos profissionais altamente qualificados, incentivo à produção científica e muitos casos de alta complexidade”, complementa Taís Martins Loreto, residente do 3º ano de Ginecologia e Obstetrícia no Hospital São Paulo, da Escola Paulista de Medicina na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

Processo seletivo

Para entrar num programa de residência, os médicos passam por um processo seletivo tão difícil quanto o próprio vestibular. A seleção é dividida em três etapas: prova teórica, com maior peso na avaliação, prova prática e entrevista, na qual é feita a análise do currículo.

A residência na prática

Nas residências de três anos, por exemplo, os períodos são divididos em Residência 1, Residência 2 e Residência 3, chamados também de R1, R2 e R3. Em cada ano, os residentes fazem rodízio pelos setores do hospital dentro da área escolhida, como Ambulatório, Enfermaria e Pronto Socorro.

No R1, os residentes observam os atendimentos e podem fazer pequenas cirurgias. "É uma etapa de dedicação quase exclusiva, com muitos plantões e pouco tempo livre", conta Taís Martins.

Médicos residentes
Taís Martins (à esquerda) durante residência com suas colegas de trabalho no Hospital São Paulo (Foto: Arquivo pessoal)

No R2 e R3, a complexidade dos casos aumenta, as técnicas são aperfeiçoadas e os residentes também auxiliam na instrução e coordenação dos residentes do R1 e dos internos, que ainda são estudantes de Medicina.

“Ensinar é uma outra maneira de aprender”, justifica a doutora e professora Vera Hermina Kalika, coordenadora da Comissão de Residência Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e supervisora da área de Pediatria.

Correria diária

Às 7 horas da manhã começa a rotina do médico Guilherme Andriolli. Um dia a dia bem pesado, principalmente por ser da área cirúrgica. Em seu hospital, os residentes de Ginecologia e Obstetrícia participam de todo o processo, desde a chegada de uma paciente até o momento de sua alta.

Hospitais de referência atendem toda sua macrorregião, recebendo um grande volume de pacientes. Por outro lado, o número de residentes é pequeno, o que aumenta muito a carga de serviço dos residentes, como no caso de Guilherme: suas 60 horas semanais se transformam em 90 horas de trabalho, e sem horário de almoço.

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Vera Hermina reconhece que em alguns lugares acontece essa sobrecarga, mas que não é o correto por lei. “Pode acontecer do residente ficar tempo há mais para acompanhar algum paciente mais grave, mas não pode virar rotina”, adverte a supervisora.

O residente Guilherme já sabia desde a graduação que a rotina seria puxada e hoje tem pouco tempo para estudar e fazer as atividades de gosta. “Mesmo assim, eu escolhi a profissão por amor à Medicina, eu gosto muito dessa correria”.

A saúde dos médicos

Entretanto, é necessário destacar que essa correria impacta diretamente na qualidade de vida dos médicos, causando problemas como depressão e ansiedade. “Ficamos extremamente sobrecarregados. Aceitamos tudo isso porque quanto mais trabalharmos, melhor é para nossa formação, mas isso tem seu preço, tem muitos médicos doentes”, declara Guilherme.

Doutora Vera lamenta que essa seja a condição dos médicos em geral e que, infelizmente, já começa na fase de residência. “É um dilema, porque se ele não trabalhar, ele não aprende. Uma coisa é ler no livro, outra coisa é fazer. Mas, emocionalmente, é difícil para o residente”, afirma Vera Hermina.

Desafios 

A residência não é um período fácil para os médicos. Primeiro que é uma mudança drástica de estilo de vida: “Uma hora você é apenas um estudante e de repente se torna um médico com uma alta carga de responsabilidade”, pontua Vera.

Outras questões são a logística e a financeira. Muitos médicos vêm de várias partes do Brasil para estudar em grandes hospitais e têm que se mudar, morar sozinhos, longe da família e se manter financeiramente.

O valor da bolsa de residência é insuficiente em muitos casos, o que obriga os médicos a fazerem plantões em outros hospitais em seus dias de folgas. Dessa forma, eles ganham mais experiência, mas também tornam a rotina bem mais cansativa.

Médicos residentes descansando
Em meio a rotina atribulada, os residentes exaustos aproveitam o intervalo entre um atendimento e outro para dormir, se alimentar e estudar (Foto: Arquivo pessoal)

Ricardo Luiz Soares Costa é preceptor no Hospital das Clínicas da FMUSP, um residente de Pediatria recém-formado que auxilia os atuais residentes. Nesse período de correria, o que ele mais se frustrou foi a falta de tempo para estudar e cuidar da própria saúde física e emocional. “A cobrança, nossa e dos professores, para estudarmos e estarmos atualizados se choca com a falta de tempo para tal coisa”, desabafa Ricardo.

Alguns problemas no sistema de saúde público angustiam os médicos, como a falta de investimento nos hospitais, a falta de profissionais, medicações e equipamento, a superlotação e a condição social precária dos pacientes.

Apoio aos residentes

Essas questões geram muito estresse e desistências entre os residentes. Por isso, no hospital da FMUSP, há um psiquiatra exclusivo para atender os 1800 residentes em atividade. “Temos que acompanhar com atenção e sermos o mais acolhedores possível, porque sabemos que eles ficam fragilizados e precisam se sentir apoiados”, explica a supervisora Vera.

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Amor pelo cuidado

O amor pela profissão é o que motiva os residentes a continuar. O médico Ricardo Luís é fascinado pelo funcionamento do corpo e pelas relações intensas que se desenvolvem no ato de cuidar.

O residente Guilherme também gosta de lidar com as pessoas desde criança e escolheu Ginecologia e Obstetrícia no 5º ano da graduação: “Eu consigo conversar, acalmar, acolher as mulheres em trabalho de parto ou com câncer, de forma sensata e amorosa”.

Médico e recém-nascido após parto
"Adoro as minhas grávidas!", conta doutor Guilherme (Foto: Arquivo pessoal)

Aos que sonham com a carreira médica, a residente Taís incentiva: "A residência é uma fase de grandes restrições sim, mas com tempo definido e a recompensa final de uma especialização”.

Serviço

Hospital das Clínicas da Unesp de Botucatu

Endereço: Avenida Professor Mário Rubens Guimarães Montenegro, S/N, Jardim São José, São Paulo (SP)
Telefone: (14) 3811-6000

Hospital São Paulo (Hospital Universitário da UNIFESP)

Endereço: Rua Napoleão de Barros, 715, Vila Clementino, São Paulo (SP)
Telefone: (11) 5576-4000 e (11) 5576-4522

Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP

Endereço: Avenida Dr. Enéas Carvalho de Aguiar, 255, Cerqueira César, São Paulo (SP)
Telefone: (11) 2661-0000

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