
O que é um escritório de projetos: definição, tipos e quando criar
| 11/09/26Entenda o que é um escritório de projetos, também chamado de PMO, conheça seus tipos, funções, estrutura e saiba quando uma empresa deve criar um.
Mario Trentim é o único brasileiro no Board do PMI no mandato 2025-2027. Entenda sua trajetória e os impactos para a gestão no Brasil.
Em resumo:
Veja mais informações a seguir!

Em julho de 2024, quando recebeu a confirmação de sua eleição, Mario Trentim não estava apenas assumindo uma nova posição profissional. Estava chegando a um ponto importante de uma trajetória construída ao longo de mais de uma década.
A história começa na Força Aérea Brasileira e passa por planejamento estratégico, empreendedorismo, gestão de projetos, governança e atuação internacional.
O resultado é a chegada de um brasileiro ao Board of Directors do Project Management Institute (PMI), uma das principais organizações profissionais do mundo na área de gestão.
O PMI reúne milhões de profissionais em mais de 200 países. Seu Board of Directors possui 12 posições. No mandato 2025-2027, uma delas é ocupada por um brasileiro.
Mario H. Trentim é o único brasileiro no Board durante esse período. Mais do que uma representação nacional, sua presença coloca o Brasil dentro de discussões que envolvem o futuro da gestão em escala global.
Fundado em 1969, nos Estados Unidos, o Project Management Institute começou como uma associação voltada aos profissionais de gerenciamento de projetos.
Ao longo das décadas, ampliou sua atuação e passou a influenciar discussões relacionadas a estratégia, liderança, agilidade, governança e geração de valor.
Publicações e referências do PMI, como o PMBOK Guide, fazem parte da formação de profissionais de projetos em diferentes mercados.
O papel do PMI também mudou conforme as organizações passaram a lidar com novos modelos de trabalho, transformação digital e ambientes de maior incerteza.
Nesse cenário, o Board of Directors não é uma posição honorífica. O órgão participa das decisões relacionadas à direção estratégica da organização, à supervisão financeira, à governança e à preservação de sua missão.
Como explica Trentim:
“O PMI Board não é uma posição honorífica. É um mandato fiduciário de alta responsabilidade. Você representa milhões de profissionais e tem a obrigação de tomar decisões que afetam uma organização global com operações em mais de 200 países.”
No mandato 2025-2027, Trentim também preside o Audit & Risk Committee, comitê ligado à supervisão de temas como integridade financeira, controles internos, conformidade e riscos corporativos.
Essa responsabilidade ajuda a dimensionar a importância da posição. O trabalho envolve decisões de governança que ultrapassam o universo tradicional da gestão de projetos.
Uma eleição para o Board do PMI não depende simplesmente de reconhecimento entre profissionais da área.
A seleção envolve avaliação de competências de governança, entrevistas, análise da experiência anterior em conselhos e capacidade de contribuir para decisões estratégicas em uma organização global.
A trajetória de Trentim reúne diferentes experiências relacionadas a esse perfil.
Entre os principais pontos estão:
Essa combinação de experiências mostra que a construção de uma carreira voltada à governança internacional acontece em diferentes etapas.
“Construir credibilidade para boards internacionais leva anos. Não é sobre quem você conhece. É sobre o que você entrega, o que você aprende em cada mandato e como você demonstra capacidade de pensar em escala organizacional, não apenas em resultados de curto prazo.”
Há ainda uma dimensão que considero importante: a eleição de um brasileiro também evidencia a capacidade do ecossistema nacional de gestão de produzir conhecimento, profissionais e organizações com atuação internacional.
A PMO Global Alliance nasceu no Brasil. Empresas brasileiras, como a Embraer, já alcançaram reconhecimento internacional em gestão de projetos. O país também possui uma grande comunidade de profissionais certificados.
A presença de Trentim no Board não transforma, por si só, o Brasil em referência global. Mas ajuda a mostrar que existe conhecimento produzido no país capaz de participar dessas discussões.
A atuação no Board também exige presença e participação direta nas discussões institucionais.
Desde o início do mandato, Trentim esteve envolvido em atividades e reuniões em diferentes localidades, incluindo Austin, Dubai, Índia, Munique e Washington.
Esses encontros colocam o profissional em contato com diferentes mercados, organizações e perspectivas sobre os desafios da gestão.
Como presidente do Audit & Risk Committee, sua atuação envolve temas como:
Esse último ponto merece atenção.
A inteligência artificial deixou de ser apenas uma discussão sobre produtividade. Para organizações de grande porte, passou a envolver questões de governança, responsabilidade, segurança e tomada de decisão.
É nesse nível que parte das discussões atuais sobre IA precisa ser compreendida.
“O que o Board do PMI revela é que o problema de execução é universal. Não é um problema brasileiro, americano ou europeu. É um problema estrutural de como organizações foram desenhadas para operar num mundo que não existe mais. O Adapt OS é minha resposta a esse problema.”
Na minha visão, a principal mudança provocada pela inteligência artificial na gestão não está na possibilidade de automatizar tarefas.
A questão mais relevante é outra: o que acontece quando sistemas de IA passam a participar de decisões que antes dependiam exclusivamente de pessoas?
Esse cenário exige novos modelos de governança.
A discussão passa por perguntas que já começam a fazer parte da agenda de organizações globais:
A gestão de projetos, portanto, passa por uma transformação que vai além das ferramentas utilizadas pelas equipes.
Outra transformação importante está relacionada à evolução do conceito de PMO.
Durante muito tempo, Project Management Offices estiveram associados ao acompanhamento de projetos, cronogramas, custos, indicadores e padrões metodológicos.
O debate atual amplia essa perspectiva para a criação e gestão de valor.
É nesse contexto que ganha espaço o conceito de Value Management Office (VMO).
A diferença é relevante. Um escritório orientado à gestão de valor precisa olhar para os resultados produzidos pelos investimentos e pelos portfólios, e não apenas para a execução individual de projetos.
Isso muda a pergunta.
Em vez de perguntar somente se um projeto foi entregue no prazo e dentro do orçamento, a organização precisa entender se aquele investimento contribuiu para os resultados estratégicos esperados.
Essa mudança aproxima gestão de projetos, estratégia e governança.
Existe ainda uma terceira discussão que considero fundamental: o futuro das certificações profissionais em um cenário dominado pela inteligência artificial.
Hoje, ferramentas de IA conseguem produzir rapidamente documentos, análises, cronogramas, relatórios e outros materiais relacionados à gestão de projetos.
Isso muda o valor relativo do conhecimento puramente operacional.
Se uma ferramenta consegue gerar um documento em segundos, o diferencial do profissional passa a estar cada vez mais relacionado à sua capacidade de interpretar cenários, tomar decisões, avaliar riscos e aplicar conhecimento em situações reais.
A certificação, portanto, precisa acompanhar essa transformação.
“No Brasil, ainda discutimos se a certificação PMP vale a pena. No Board do PMI, discutimos o que certificação significa quando IA pode gerar qualquer documento de projeto em segundos. São conversas em níveis completamente diferentes.”
A provocação é importante porque desloca o debate.
A questão não é simplesmente se uma certificação continua sendo relevante. É entender qual conhecimento deve ser validado quando a tecnologia passa a executar parte significativa do trabalho operacional.
A presença de um brasileiro no Board do PMI tem efeitos que vão além da representação institucional.
O primeiro é a perspectiva.
Ao participar de discussões internacionais, Trentim entra em contato com diferentes formas de tratar estratégia, governança, tecnologia e execução.
Essa experiência pode ser levada para programas de formação, keynotes e trabalhos de advisory realizados no Brasil.
O segundo ponto está relacionado à formação profissional.
Se os programas de certificação e desenvolvimento do PMI acompanham as transformações provocadas pela IA e pela gestão orientada a valor, empresas brasileiras precisam acompanhar essa evolução para decidir como preparar suas equipes.
O terceiro aspecto é institucional.
Para organizações brasileiras que atuam internacionalmente, a conexão com uma das principais entidades globais de gestão pode ampliar o acesso a perspectivas e redes profissionais que ultrapassam o mercado nacional.
Não se trata de importar modelos estrangeiros de maneira automática. O desafio está em compreender o que funciona em outros mercados e adaptar esse conhecimento à realidade brasileira.
O mandato de Mario Trentim no PMI Board termina em 2027. É também o período em que está prevista a publicação do livro Adapt OS.
Ao mesmo tempo, sua trajetória reúne outras frentes de atuação, como o doutorado no ITA, a produção de conteúdo sobre gestão e a newsletter Adapt OS Insights, publicada no Substack.
Há uma lógica comum entre esses projetos: a tentativa de compreender como organizações podem executar estratégias em ambientes cada vez mais complexos.
“Um mandato de Board bem conduzido não termina quando termina o mandato. Ele termina quando você para de aplicar o que aprendeu. Ainda estou no meio. Mas já posso dizer que o que vi nestes dois anos mudou fundamentalmente minha forma de pensar sobre governança, estratégia e o papel do Brasil no cenário global de gestão.”
É justamente aí que vejo a importância dessa experiência.
O maior ganho para o Brasil não está simplesmente no fato de um brasileiro ocupar uma das 12 cadeiras do Board do PMI.
Está na possibilidade de transformar essa experiência internacional em conhecimento aplicado, formação profissional e novas perguntas para as organizações brasileiras.
A gestão está mudando porque o ambiente em que as organizações operam mudou.
Inteligência artificial, gestão de valor, governança e capacidade de execução deixaram de ser assuntos separados. Eles fazem parte de uma mesma discussão sobre como organizações precisam se adaptar para continuar entregando resultados.
E é nessa discussão que a presença brasileira no PMI Board ganha relevância.
O Board of Directors do PMI é o principal órgão de governança da organização. O conselho participa da definição da direção estratégica, da supervisão financeira e de questões relacionadas à missão, aos valores e à governança do instituto. O Board possui 12 membros.
Sim. Mario H. Trentim é o único brasileiro no Board of Directors do PMI durante o mandato 2025-2027.
O Audit & Risk Committee é um comitê do Board responsável pela supervisão de temas relacionados à integridade financeira, controles internos, conformidade e gestão de riscos corporativos. Mario Trentim preside o comitê durante o mandato 2025-2027.
A experiência no Board permite acompanhar discussões internacionais sobre gestão, governança, inteligência artificial, certificações e criação de valor.
Essa perspectiva pode contribuir para atividades de formação, advisory e desenvolvimento de estratégias em organizações brasileiras.
Mario H. Trentim atua como keynote speaker e conselheiro estratégico para organizações no Brasil e no exterior.
Entre os temas de atuação estão execução estratégica, governança corporativa, inteligência artificial e o framework Adapt OS. Mais informações estão disponíveis em trentim.com.
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Mario H. Trentim é membro do Board of Directors do PMI, Reitor da Allevo Tech / Qeevo Group, doutorando do ITA e autor de 13 livros sobre gestão e execução estratégica.
Atua como conselheiro e conector estratégico em organizações em transformação.


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